terça-feira, janeiro 15, 2019

O tandem da «Apostrophe&Co» (Bruxelas, 14/I/2019)

As luzes de Lisboa... (melhor de Almada)

Para a foto!

«Para a foto!»
diz o fotógrafo ao
enorme ego.

As nossas vidas...

As nossas vidas
não pendem por nenhum fio.
É tudo Wi-Fi.

Situarmo-nos honestos...

Situarmo-nos honestos para com as raízes é apaziguador.

«Viajar cansa»

«Viajar cansa»
exclama o turista.
É acidental.

O baloiço de Bruxelas... (13/I/2019)

domingo, janeiro 13, 2019

Pau de selfie (12/I/2019)

Comprei um pau de selfie. E, quando o estico, para fazer uma selfie (quando sei perfeitamente que é um autorretrato), o meu outro eu, matarruano, diz-me para, antes de o guardar, aproveitar e parti-lo nos meus cornos. Aproveito a superficialidade de muitos destes momentos para ignorá-lo. Ele, como sempre, replica a indiferença mandando-me «pó cara...».

Apetecer

Apetecer
é o verbo mais livre
de se conjugar.

B1, B2, C1...

Em plena «Grand Place» de Bruxelas, estava a ouvir um grupo de jovens espanhóis a falarem, quem sabe ao ponto obsessão, sobre B1, B2, C1. Tal cavaqueira, fez-me pensar: ou isto é a prova evidente de uma sociedade muito à frente ao nível do conhecimento de línguas estrangeiras ou todo o contrário? Como sou um homem de fé, quero acreditar que é o primeiro...

O gato preto de Bruxelas

O gato preto
de Bruxelas, amigo
do sr. Tintin!

terça-feira, janeiro 08, 2019

Abstinência?

Abstinência?
Conduta para mortos,
debaixo terra.

Um sentimento fugitivo

Um sentimento
fugitivo, mas real.
A liberdade. 

Un sentimiento 
fugitivo, mas real.
La libertad.


(Haiku escrito durante a escrita da crónica "Voz")

Foto da revista "Sábado"


segunda-feira, janeiro 07, 2019

Sopa de feijão

Sopa de feijão
e mogango aquece
este Janeiro...

(Haiku alentejano para a Elsa, 7/I/2019)

Quem tem a razão?

Quem tem a razão?
A Eva ou o Adão?
Não os conheço.
Ilustração de Hans Sebald Beham

Sem erotismo...

Sem erotismo
o decote controla
fracos olhares.

"Decote" - Autor Desconhecido

Apercebes-te...

Apercebes-te
que aspiras a tanto
sem aspirações.

«Ricos y Pobres» - Jordi Doce

Ricos y pobres yacen en la misma confusión que los mezcló en vida - Jordi Doce 
(Ilustración Curro González)