sábado, janeiro 19, 2019

sexta-feira, janeiro 18, 2019

"A semente na neve" - Ángel Campos Pámpano (Editora Regional de Extremadura, trad. Luis Leal)

Desde o dia 25 de Novembro, do passado ano, que sabia que a semente já germinara, mas, até hoje à tarde, os meus olhos não a puderam contemplar, nem as minhas mãos a tocar.

La semilla en la nieve de Ángel Campos Pámpano foi traduzida, em 2014, para os confins dum qualquer arquivo de computador. Fi-lo no silêncio de uma biblioteca, aproveitando as palavras de Ángel Campos para, na nítida presença da sua mãe, Paula Pámpano, fechar uma brecha que também se abrira na parede do meu quintal e para a qual não tinha tido coragem de passar tinta.

Felizmente, a Editora Regional de Extremadura, e a família do poeta, confiou que o uso da minha língua materna não usurparia dignidade à obra. Agradeço a confiança, na esperança de A semente na neve chegar, como merece, aos leitores de poesia em português.

O prefácio de Nuno Júdice é uma justa homenagem, de um dos grandes da literatura portuguesa, a esta elegia do poeta sanvicenteño. Eu figuro por casualidade, ou por necessidade, de, em Ángel Campos, traduzir a ausência de alguém. 

Será atrevimento dedicar uma tradução? Talvez. Porém, esta semente também está dedicada a Helena Gomes, em sua memória




Dois desenhos de Signore Galvani



Samurai



quinta-feira, janeiro 17, 2019

O later do teu coração

O later do teu
coração é parte do
meu silêncio.

(para a Elsa)

O carteiro

O carteiro cumprimenta-me sempre. O e-mail nem por isso...

Está de ressaca...

Está de ressaca, pois, por mais que ponha boa cara, a sua sombra ainda tambaleia com os copos.

Que vontade...

Que vontade de
coçar-se têm aqueles
dois tomatinhos!


"Dois tomates argentinos" (Foto de "Pura Data")

«El vaso de vino nos mira...»

El vaso de vino nos mira con las pupilas de sus burbujas. 

Ben Al-Zaggag, de Alcira, m. hacia 1135 («Escena báquica»)

«Para que o carácter de um ser humano revele qualidades verdadeiramente excepcionais...» - Jean Giono

Para que o carácter de um ser humano revele qualidades verdadeiramente excepcionais, é preciso ter a sorte de observar os seus actos durante muitos anos. Se esses actos forem desprovidos de todo o egoísmo, se o ideal que os conduz resulta de uma generosidade sem par, se for absolutamente certo que não procuram recompensa alguma e se, além disso, ainda deixam no mundo marcas visíveis, estamos então, sem sombra de dúvida, perante um carácter inesquecível. - Jean Giono
Jean Giono

terça-feira, janeiro 15, 2019

O tandem da «Apostrophe&Co» (Bruxelas, 14/I/2019)

As luzes de Lisboa... (melhor de Almada)

Para a foto!

«Para a foto!»
diz o fotógrafo ao
enorme ego.

As nossas vidas...

As nossas vidas
não pendem por nenhum fio.
É tudo Wi-Fi.

Situarmo-nos honestos...

Situarmo-nos honestos para com as raízes é apaziguador.

«Viajar cansa»

«Viajar cansa»
exclama o turista.
É acidental.

O baloiço de Bruxelas... (13/I/2019)

domingo, janeiro 13, 2019

Pau de selfie (12/I/2019)

Comprei um pau de selfie. E, quando o estico, para fazer uma selfie (quando sei perfeitamente que é um autorretrato), o meu outro eu, matarruano, diz-me para, antes de o guardar, aproveitar e parti-lo nos meus cornos. Aproveito a superficialidade de muitos destes momentos para ignorá-lo. Ele, como sempre, replica a indiferença mandando-me «pó cara...».

Apetecer

Apetecer
é o verbo mais livre
de se conjugar.

B1, B2, C1...

Em plena «Grand Place» de Bruxelas, estava a ouvir um grupo de jovens espanhóis a falarem (quem sabe ao ponto obsessão) sobre B1, B2, C1. Tal cavaqueira, fez-me pensar: ou isto é a prova evidente de uma sociedade muito à frente ao nível do conhecimento de línguas estrangeiras ou todo o contrário? 
Como sou um homem de fé, quero acreditar que é o primeiro...

O gato preto de Bruxelas

O gato preto
de Bruxelas, amigo
do sr. Tintin!