segunda-feira, outubro 19, 2020

Variantes do português...

Um aluno inquisidor perguntou-me (e bem) qual é a variante do português que lhe estou a ensinar, ao que eu respondi:
- Português europeu!
Acho que ficou convencido e até soube interpretar com alguma convicção o meu papel. No entanto, menti-lhe. Actualmente, a variante da língua que lhe estou a transmitir é só uma:
- O português de máscara, com sotaque azul da Modalfa. Apesar de, às vezes, acusar influências dialectais KN95...



Só separado da fechadura, o buraco consegue...

Só separado da fechadura,  é que o buraco consegue aperceber-se de quão profunda pode ser a sua natureza.

sábado, outubro 17, 2020

sexta-feira, outubro 16, 2020

Uma citação de Jean Paul


Fotografia de Mac Zeug

Um rosto sem rugas é uma folha de papel em que não há nada escrito.

Jean Paul


Jean Paul (1763 - 1825), pseudônimo de Johann Paul Friedrich Richter, foi um escritor romântico alemão muito admirado na sua época. A modificação que fez no seu nome deveu-se à admiração que sentia por Jean-Jacques Rousseau.

O que ele escreveu em alemão foi isto: „Ein Gesicht ohne Falten ist ein Blatt Papier, auf dem nichts geschrieben ist.“


quarta-feira, outubro 14, 2020

Circular: Festas em honra de Nossa Senhora das Brotas (Brotas, Agosto de 1960)

Num antigo álbum (que pertenceu a uma tia-avó minha) encontrei esta circular das festas em honra de Nossa Senhora das Brotas do ano de 1960. Publico-a com a esperança deste documento histórico honrar a memória daquela localidade alentejana, tal como parte do passado da minha família que habitou no Monte das Águias, onde se pode encontrar esse património manuelino que é a Torre das Águias.

 

Woody Harrelson's 'Ethos: Time to Unslave Humanity [Full Documentary HD]

terça-feira, outubro 13, 2020

Diário sem vontade de ser escrito.

Escrevo sem vontade. Há algum tempo que, à parte do trabalho que tenho em mãos, nada escrevo, nem sequer apontamentos...
Vou fazendo listas para não me esquecer do que tenho de fazer e assim organizar-me nestes dias tão carregados de incerteza.
Porém, hoje tenho de escrever. Tenho de deixar por escrito que o que anda lá por fora já afecta gente próxima, gente prudente, gente boa. O coronavírus já infectou bons amigos, levou familiares de gente que estimo para os Cuidados Intensivos e já matou um conhecido relativamente jovem. 
Se estou muito preocupado com a minha segurança, a verdade é que não estou. Mas vejo demasiada falta de humanidades, demasiada falta de respeito por o bem-comum, demasiado eu e pouco outros. 
Não sou capaz de abandonar este lugar-comum e, por isso, sinto que, para além destes que estimo serem hoje aqui lembrados, não vale a pena escrever.