quinta-feira, outubro 01, 2026

Apresentação de "entre2t(i)erras" de Luis Leal em Évora, 14 de Outubro de 2026, 18h

Quando se nasce numa cidade com três culturas, a romana, a árabe e a cristã, talvez seja mais fácil existir entre duas terras, duas línguas... Dia 14 de Outubro, voltarei à cidade onde nasci, a Évora, na excelente companhia do Antonio Sáez Delgado, para partilhar este "entre2t(i)erras" com quem quiser aparecer na Câmara Municipal de Évora, às 18h. Se puderem, será um prazer desfrutar da vossa presença.
Cuando se nace en una ciudad con tres culturas, la romana, la árabe y la cristiana, quizá sea más fácil existir entre dos tierras, dos lenguas... El 14 de octubre volveré a la ciudad donde nací, Évora, en la excelente compañía de Antonio Sáez Delgado, para compartir este "entre2t(i)erras" con quienes quieran acercarse al Ayuntamiento de Évora, a las 18 h. Si podéis, será un placer disfrutar de vuestra presencia.

segunda-feira, setembro 28, 2026

Uns versos de Tassos Denegris

 

Uns versos do poeta e tradutor grego Tassos Denegris / Τάσος Δενέγρης (Atenas, 1934 - 2009)


Tenho a liberdade de cair
Esta queda
é minha
e me pertence.





domingo, setembro 27, 2026

Vitorino - Lindo ramo verde escuro




LINDO RAMO VERDE ESCURO

Estavam dois passarinhos
Cantando ao desafio
Um no tronco empoleirado
O outro nas margens do rio

Lindo ramo verde escuro
Ó casa dos passarinhos
Onde cantam docemente
Poisados nesse raminho

Poisados nesse raminho
Cantam sempre ao ar puro
Ó casa dos passarinhos
Lindo ramo verde escuro

Alentejo dos trigais
Suas vermelhas papoilas
Arrancadas com amor
Por lindas e belas moçoilas




Da época em que...

1/XI/2025: Da época em que o Pinto se usava mais do que o Leal, quando os Alfa, em Évora, eram o meu pequeno "Cinema Paraíso", e o Luis guardava religiosamente todas as entradas num molho de papelinhos amarrotados na gaveta da escrivaninha, reencontrei hoje esta velha bobine que o meu estimado amigo Pacó (de quem há tanto tempo nada sei) me ofereceu, por conhecer o meu fascínio pelo grande ecrã. O metal gasto, o rótulo da Lusomundo, a caligrafia da dedicatória, tudo respira essa época em que o cinema da minha cidade natal era um palco de devoção aos sonhos projetados, com uma luz que ainda vou vislumbrando com profundo amor.
1/XI/2025: De la época en que Pinto se usaba más que Leal, cuando los Alfa, en Évora, eran mi pequeño "Cine Paraíso", y Luis guardaba religiosamente todas las entradas en un manojo de papelitos arrugados en el cajón de su escritorio, reencontré hoy una vieja bobina que mi estimado amigo Pacó (de quien hace tanto tiempo que no sé nada) me regaló, por conocer mi fascinación por la gran pantalla. El metal desgastado, la etiqueta de Lusomundo, la caligrafía de la dedicatoria: todo respira aquella época en que el cine de mi ciudad natal era un escenario de devoción a los sueños proyectados, con una luz que todavía vislumbro con profundo amor.

"entre 2 t(i)erras" para além da fronteira do Caia...

O "entre 2 t(i)erras" passou para o lado português mais além da fronteira do Caia e, depois do Verão, apresentar-se-á em Évora, esse belo lugar que viu nascer o seu Leal autor...
Quando tivermos mais pormenores, é com gosto que serão partilhados. Até lá, este território íntimo, vai chegando, pouco a pouco, a outras "t(i)erras" que têm a amabilidade de recebê-lo...

El "entre 2 t(i)erras" pasó al lado portugués más allá de la frontera del Caia y, después del verano, se presentará en Évora, ese bello lugar que vio nacer a su Leal autor...
Cuando tengamos más detalles, será un placer compartirlos. Hasta entonces, este territorio íntimo va llegando, poco a poco, a otras "t(i)erras" que tienen la amabilidad de recibirlo...

Olho para ele e penso...

27/IX/2026: Olho para ele e penso: "Que teimosia (e lealdade) tem o nosso livre-pensador... É coisa de família."

27/IX/2026: Lo miro y pienso: "Qué cabezonería (y lealtad) tiene nuestro librepensador... Es cosa de familia."

terça-feira, setembro 22, 2026

Jorge Palma (1950-2026)

22/IX/2026: Não quis ir a aplicações nem a formatos digitais, quis tocar o que tivesse à mão e, de quase 100% da sua produção discográfica que tenho, foi este "Com Todo o Respeito" que me veio parar às mãos. Estou a ouvi-lo e sei que continuarei a emocionar-me ao piano de "Só", a visitar "O Bairro do Amor", a ir de "Viagem na Palma da Mão" ou a questionar este e outro Portugal à boa maneira do Palma's Gang...

O Jorge Palma, como o enorme artista que foi, passou pelas nossas vidas, deixando generosamente que muitos se encostassem a ele. Eu fi-lo principalmente nos anos 90, em que a minha banda sonora existencial me dizia tantas vezes, talvez para me reduzir à minha insignificância, "Deixa-me rir, essa história não é tua"... E não era.

(P.S. Ó 2026, se faz favor, por este ano já chega. Não nos leves mais gente que embeleza o mundo... Não te quero fazer sugestões, mas acho que não andas a ouvir o Karma, que te pode aconselhar um bocadinho melhor...)

22/IX/2026: No he querido recurrir a aplicaciones ni a formatos digitales, he querido tocar lo que tuviera a mano y, de casi el 100% de su producción discográfica que tengo, ha sido este "Com Todo o Respeito" el que ha venido a parar a mis manos. Lo estoy escuchando y sé que seguiré emocionándome con el piano de "Só", visitando "O Bairro do Amor', yéndome de "Viagem na Palma da Mão" o cuestionando este y otro Portugal a la buena manera de Palma's Gang...

Jorge Palma, como el enorme artista que fue, pasó por nuestras vidas, dejando generosamente que muchos se arrimasen a él. Yo lo hice principalmente en los años 90, cuando mi banda sonora existencial me decía tantas veces, quizá para reducirme a mi insignificancia: "Deixa-me rir, essa história não é tua"... Y no lo era.

(P. D. Ay, 2026, por favor, por este año ya basta. No te lleves a más gente que embellece el mundo... No quiero hacerte sugerencias, pero creo que no estás escuchando al Karma, que quizá pueda aconsejarte un poquito mejor...)




domingo, setembro 20, 2026

Nunca tinha sido nomeado para um prémio, mas também nunca tinha perdido um prémio.

19/IX/2026: Nunca tinha sido nomeado para um prémio, mas também nunca tinha perdido um prémio. Assim foi como vivi esta Gala dos Prémios Alentejo 2026, bem vestido, ainda melhor acompanhado, sentado, calmo, a ver gente ser nomeada e alguns subirem ao palco para serem laureados. Quando ouvi o meu nome, os meus rins sentiram um pico de adrenalina que rapidamente se dissipou pelo resto do corpo até chegar aos meus pés, bem assentes na terra.
Com mais ou menos literatura, com ou sem prémios, este serão foi de reconhecimento da alma alentejana que tantos partilhamos e que, em alguns casos, incluindo o meu, atinge uma dimensão ibérica, havendo mesmo uns poucos em que esse carácter transatlântico alcança uma grandeza ibero-americana.
Há anos que vejo e participo neste evento de um projeto jornalístico que me dá voz, e penso no seu diretor, António Sancho (uma personagem que, se não existisse, teria de ser inventada), e em como esta pessoa tem tido a capacidade e o poder de convocatória para dignificar o Alentejo de uma maneira que muitos políticos e instituições, com meios para tal, nunca conseguiram e que me parece que jamais conseguirão.
19/IX/2026: Nunca había sido nominado a un premio, pero tampoco nunca había perdido un premio. Así fue como viví esta Gala de los Premios Alentejo 2026, bien vestido, aún mejor acompañado, sentado, tranquilo, viendo cómo nominaban a gente y cómo algunos subían al escenario para ser galardonados. Cuando escuché mi nombre, mis riñones sintieron un pico de adrenalina que rápidamente se disipó por el resto del cuerpo hasta llegar a mis pies, bien asentados en la tierra.
Con más o menos literatura, con o sin premios, esta velada fue un reconocimiento del alma alentejana que tantos compartimos y que, en algunos casos, incluido el mío, alcanza una dimensión ibérica, habiendo incluso unos pocos en los que ese carácter transatlántico adquiere una grandeza iberoamericana.
Hace años que veo y participo en este evento de un proyecto periodístico que me da voz, y pienso en su director, António Sancho (un personaje que, de no existir, habría que inventarlo), y en cómo esta persona ha tenido la capacidad y el poder de convocatoria para dignificar el Alentejo de una manera que muchos políticos e instituciones, contando con medios para ello, nunca han conseguido y que me parece que jamás conseguirán.

quinta-feira, setembro 17, 2026

Entre clássicos

 



Richard Avedon photographed Simon & Garfunkel on March 1, 1967, and the iconic portrait was published in 1968 on the cover of their fourth studio album, Bookends (1968)