Mostrar mensagens com a etiqueta España. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta España. Mostrar todas as mensagens

domingo, julho 14, 2024

Foden

Estou a ver a final do Europeu na televisão espanhola e pergunto-me como estarão os comentadores portugueses a lidar com o relato futebolístico, principalmente quando o jogador inglês Phil Foden está com a bola... Nem quero imaginar se marca golo, será que se preocuparão com a pronúncia inglesa? (Não é para me gabar, mas eu entendo muito de futebol.)
P.S. Espanha é campeã da Europa e, com um alegre sorriso, mostrou a uns quantos que este país é plurinacional e multiétnico, isto é, bem mais rico do que se apregoa.
Estoy viendo la final de la Eurocopa en televisión española y me pregunto como estarán los comentaristas portugueses lidiando con el relato futbolístico, principalmente cuando el jugador inglés Phil Foden toca el balón, ¿se preocuparán con la pronunciación inglesa? Ni quiero imaginar si marca gol... (No es para presumir, pero yo entiendo muchísimo de fútbol.)
P.D. España es campeona de Europa y, con una alegre sonrisa, ha enseñado a unos cuantos que es un país plurinacional y multiétnico, es decir, bastante más rico que lo que algunos dicen.

quinta-feira, fevereiro 10, 2022

A resistir, vertical, onde parece não importar a ninguém... (Cerro del Viento)


Apuntes: 'El árbol solitario. La verticalidad de resistir al viento, al tiempo y al hombre. Sin agresividad, sin rencor, después de la barbarie. Sin interesar a nadie. Dignidad. ¿Qué me diría más si hablara?" (Badajoz, "Cerro del Viento", 10/II/2022)

Apontamentos: "A árvore solitária. A verticalidade de resistir ao vento, ao tempo e ao homem. Sem agressividade, sem rancor depois da barbárie. Sem interessar a ninguém. Dignidade. Que mais me diria se falasse?" Badajoz, "Cerro del Viento", 29/II/2022)

quinta-feira, setembro 09, 2021

"Política, gestión de utopías y rebeldía" por Fernando Aramburu

“La política y la gestión de utopías no me interesa: me atañen los comportamientos humanos, y cuando me acerco a la política es porque veo ahí un teatro de la conducta. Eso sí me llama mucho la atención, cómo la política repercute en los personajes y en la ciudadanía”. Fernando Aramburu, El País Semanal, agosto, p. 28.

“[Camus definía al rebelde como quien dice no pero luego deja tras de sí algo positivo, una alternativa por eso] Entendí que estábamos equivocados, como muchos anarquistas. Para hacer lo que hacíamos necesitábamos que otros crearan previamente. En realidad éramos parásitos, vivíamos de la invención de los demás para destruirla o parodiarla y eso nos parecía la rebeldía. Pero no lo era.” – Fernando Aramburu, Ibidem.

Fernando Aramburu


sexta-feira, junho 25, 2021

Crónica: "Palavrões e 'Palabrotas'" de Luis Leal (in "Mais Alentejo" nº156, p.46)

Para quê mentir e omitir que tenho uma relação muito próxima com os submundos linguísticos e, com frequência, me adentro na marginalidade de alguns registos um tanto ou quanto proscritos? Resumindo, apesar da minha mãe me ralhar (e bem!), digo muitos palavrões... Desse meu lado, e não só, trata esta crónica da última “Mais Alentejo” que se pode ler perfeitamente, se vos apetecer, sem qualquer controlo parental. O número 157 já está disponível!

¿Para qué mentir y omitir que tengo una relación muy cercana a los submundos lingüísticos y, con frecuencia, me adentro en la marginalidad de algunos registros un tanto o cuanto proscritos? Hablando en plata, a pesar de que mi madre me riñe (¡y muy bien!), digo muchos tacos... De ese lado mío, y no sólo, trata esta crónica de la última “Mais Alentejo” que se puede leer perfectamente, si os apetece, sin ningún control parental. ¡El número 157 ya está disponible!

Luis Leal, "Palavrões e 'Palabrotas'", Mais Alentejo nº156, Abril/Maio, 2021, p.46)


Crónica: "Palavrões e 'Palabrotas'" de Luis Leal (in "Mais Alentejo" nº156, p.46)

Palavrões e “Palabrotas”


Tenho uma relação muito próxima com os submundos linguísticos e, com frequência, adentro-me na marginalidade de alguns registos um tanto ou quanto proscritos. Apesar do eco materno da proibição (e bem!), faço-o quase sempre para paliar alguma dor ou libertar alguma frustração nessa perspectiva infantil de um puto para quem ser homem era, entre outras coisas, dizer um palavrão em público e não ser repreendido.

A realidade é que, desde crianças, lidamos e dispomos de um repertório abundante de palavrões. Alguns ainda continuam em força, outros esbateram-se e uns quantos foram introduzidos à medida que fomos crescendo. Lembro-me, salvo algum alivio, suave e pontual, de o meu pai não dizer palavrões em casa, dando o exemplo que era ditado e corroborado pela minha mãe. Porém, numa das minhas pequenas memórias acompanho o meu pai no seu local de trabalho, onde ele não fala como falava em casa. Tem mais ênfase, mais liberdade de registos e, ali, não é só o meu pai. É um homem, um trabalhador honesto e respeitado num ambiente proletário, aquele em que maioritariamente, e com muita honra, me criei, e onde, pela primeira vez, encaro a multiplicidade de papéis que desempenhamos ao longo da vida.

A experiência tem-me mostrado o quão erróneo é associar, em exclusiva, o calão a ambientes sociais baixos. Um registo linguístico cuidado, e até mesmo corrente (esse associado à norma), exige alguma formalidade e padrões de educação inerentes a uma determinada comunidade de falantes, algo que acontece no registo familiar, coloquial, típico de relações sociais mais próximas. Portanto, não é de estranhar um neurocirurgião, um político, ou um escritor de renome, falar entre amigos como a sociedade supõe que falaria um camionista. Em suma, recorrer ao palavrão não é apanágio de estratos sociais menos abonados, desfavorecidos ou marginalizados e só a falta de atenção não o descobre em ambientes e esferas sociais mais altas.

Que o meu estimado leitor não pense que estou a fazer uma apologia do calão, mas tenho a certeza de muitos palavrões me ajudarem a substituir pensamentos de difícil enunciação, a libertar e a controlar o meu lado iracundo, a pôr pontos nos “is”, a cimentar amizades e camaradagem, a defender-me, e, pelos vistos, a ser encarado como alguém honesto, de confiança, tal qual como vi o meu pai há mais de três décadas. E o mais irónico é que existem mesmo estudos científicos a atestarem os benefícios deste uso vernacular nas nossas existências.

Nunca imaginei ser contratado para dissertar sobre a marginalidade de algum vocabulário e expressões da língua portuguesa, várias vezes para ser franco, e tenho-o feito baseado em bibliografia rigorosa e em empirismo pessoal. Foi neste âmbito que enunciei uma tese (original, creio eu, pois até hoje não a encontrei em nenhum artigo) de defesa pessoal linguística. Isto é, como se aprende a esquivar ou bloquear uma agressão física, quem tem de se adentrar noutra cultura ou língua que desconhece em profundidade, a primeira coisa que pretende dominar é o lado proscrito da mesma, unicamente para se defender e, em última instância, sobreviver.

Apesar da minha familiaridade com o espanhol, quando rumei para o outro lado da fronteira, aprofundei o idioma nos seus “bajos fondos”, quis ter a certeza de não me insultarem sem me aperceber e, nessa busca de técnicas de “Krav Maga” de paleio, certifiquei-me do espanhol, tal como o português, ser um solo fértil, para “tacos y palabrotas”. 

Porém, o meu húmus luso deparou-se com uma das poucas diferenças que encontro neste substrato ibério onde afloram as nossas individualidades peninsulares. Cresci a ouvir e a dizer palavrões (acredito que a sabê-lo fazer no momento oportuno e no lugar adequado), mas, ao adquirir um discernimento de tantas “palabrotas”, descobri uma certa blasfémia espanhola, defecando em divindades, em mortos, em tudo! A língua portuguesa evacua para muitas coisas, mas parece-me não chegar a tanto. Qual é o motivo para este uso? Será o povo espanhol mais blasfemo do que o português? Mais escatológico? Sinceramente, não sei e não tenho particular interesse em saber. Apenas sei que muitos nem têm consciência para o que se estão a cagar... 

Ilustração de Malagón




terça-feira, agosto 25, 2020

"Duelo a garrotazos"



Duelo a garrotazos (1820-1823), una de las "Pinturas negras" de Francisco de Goya. Para entender un poco mejor a los españoles. Qué pena, qué pena...




quarta-feira, maio 27, 2020

«La memoria me trae y me lleva...» - Francisco Umbral

La memoria me trae y me lleva sobre este asunto interesante: el distanciamiento entre Ramón y el 27, que no es cosa de la guerra sino muy anterior. Casi todos tenían una intoxicación de greguerías. Véase Pasión de la tierra de Vicente Aleixandre, allí donde dice que las viejas respiran por los encajes. Nunca negaron a Ramón pero eran escuelas literarias y sociales completamente distintas. Ramón aún creía en la bohemia romanticoide y sabatina, que cultivó toda la vida. Los del 27 eran unos señoritos universitarios que vestían como diplomáticos y habían heredado el purismo y el ascetismo de Juan Ramón Jiménez.

Francisco Umbral, Días felices en Argüelles, Barcelona, Planeta, 2005, p.182.

sábado, maio 23, 2020

«España es un país tan desmemoriado que hasta los que se dicen partidarios de la memoria histórica contribuyen con su sectarismo a la gran amnesia general.» Antonio Muñoz Molina

«España es un país tan desmemoriado que hasta los que se dicen partidarios de la memoria histórica contribuyen con su sectarismo a la gran amnesia general.» Antonio Muñoz Molina, «Gente que he conocido», El País (Babelia), 23/V/2020, p.15

terça-feira, maio 19, 2020

Vingança retroactiva...

Cada vez me convenço mais que a memória histórica é necessária, e não vivesse eu a dois passos de uma vala comum da Guerra Civil. Contudo, cabe a quem quer fazer perdurar a honradez dessa memória impedir que se enverede por vinganças retroactivas.  

domingo, maio 17, 2020

«El español va o ha ido al café huyendo de un hogar poco acogedor, por lo general, y buscando la realización verbal de sus frustraciones vitales.» - Francisco Umbral

El español va o ha ido al café huyendo de un hogar poco acogedor, por lo general, y buscando la realización verbal de sus frustraciones vitales.  Todo el mundo es autoridad o la tiene en el café. El café es la conversación y la teoría que no compromete a nada.  Vale empezar un tratado de filosofía verbal o de derecho político, delante de los contertulios, e interrumpirlo para siempre, dejarlo en el aire cuando uno se ha cansado del tema o se le ha hecho hora de irse. Los cafés no han muerto, porque los ha restablecido la cafetería. Los cafés se han puesto en pie, en todo caso, y ahora la función del café la suple el cóctel de cada tarde, donde también el español vive en público, vive por los demás y para los demás, entre los demás, como ha sido siempre su vocación.
El español es torero no porque estemos en tierra de toros bravos ni porque lo lleve en el alma, como creen los turistas, sino que es torero porque necesita en torno la circunferencia de paisanos, «el valle de caras», que dijo un poeta, para sentirse seguro y triunfador.
Ser eminentemente social y eminentemente triunfal, el español es coro, en el café, del éxito verbal de los demás, a condición de que los demás lo sean del suyo.
El español necesita vivir en multitud, en olor de multitud, aunque sea olor de café, no porque sea extravertido, sino porque es introvertido hacia afuera, ya que lo que el español lleva siempre al café, o a la tertulia, a la reunión, al cóctel, no son banalidades, como el francés o el inglés, sino cuestiones tremendas: la guerra, la honra, el alma, la muerte.  O cuestiones tremendizadas, como los toros.
Y si no, ahí está ese español tipo, don Miguel de Unamuno, debatiendo en el café nada menos que la inmortalidad de su alma.  El español no va al café a solazarse, como el inglés al club, sino a jugarse la vida, la inmortalidad o el triunfo de su torero.

Francisco Umbral, Ramón y las vanguardias, Madrid, Espasa-Calpe, 1978, pp.171-172

sexta-feira, março 27, 2020

“Yo soy el hombre más optimista, pero me aíslo mucho para no dejar de serlo” - Ramón Gómez de la Serna

“Yo soy el hombre más optimista, pero me aíslo mucho para no dejar de serlo” lo decía Gómez de la Serna. También recordaba que su “integridad está en el no ir, en el no estar, para así permanecer incólume, integérrimo, incorruptible”. Ramón es mucho más que la genialidad de la greguería. Por detrás de esa pinta picaresca había muchísima sabiduría. Seguiré su consejo. Aislarme para mantener el optimismo.

“Eu sou o homem mais otimista, mas isolo-me muito para não deixar de o ser” dizia Gómez de la Serna. Também lembrava que a sua “integridade está em não ir, em não estar, para assim permanecer incólume, integérrimo, incorruptível”. Ramón é muito mais do que a genialidade da “greguería”. Por detrás dessa pinta picaresca havia muitíssima sabedoria. Seguirei o seu conselho. Isolar-me para manter o optimismo.

Ramón fotografado por Alfonso (Anos 30)

terça-feira, dezembro 31, 2019

A quatro...

O último dia do ano foi como foi a maior parte de 2019: a quatro.
Que consigamos manter este número, pelo menos, e com saúde. Se for para aumentar que seja, como o Zeca nos ensinou, por bem. 

O quadro de 2019

quinta-feira, dezembro 05, 2019

«A los muertos hay que dejarles ir» - Manuel Rivas

"(...) a los muertos hay que dejarles ir. No hay que tirar de ellos hacia abajo. Hay que abrir una teja en el tejado. Y que el alma busque su sitio." 
Manuel Rivas, in «Cuentos de Invierno», p.26

quarta-feira, novembro 27, 2019

«El respeto» - Azorín

"Si me preguntara cuál es, a mi entender, la cualidad fundamental de la civilización, contestaría sin vacilar: el respeto. El respeto en la familia, en el municipio y en el Estado. El respeto para el amigo y para el adversario. Y el respeto del individuo con su propia persona. «Nunca perderse el respeto a sí mismo», ha dicho Gracián. El hombre que se respeta a sí mismo, respeta a los otros. Las sociedades ascienden o descienden según que en ellas suba o baje el respeto." 
Azorín, in "Madrid" (1952), p.104.

domingo, junho 30, 2019

«No deberías leer...» - Francisco Umbral

«No debieras leer, María, este capítulo, para no saber que eres feliz cuando lo ignoras, porque entonces lo sabrías y se estropearía el encanto. Pero aquella niña de los pinares adolescentes, que iba para nada, que luego se me extravió en Madrid, aventura en que yo mismo la metí, es de nuevo una criatura natural, hembra y sencilla, que riega los ciruelos con fervor.»

Francisco Umbral, in "Carta a mi mujer".

terça-feira, maio 28, 2019

"Escribir..." - Antonio Muñoz Molina

"Escribir es una tarea de frontera. Es ir avanzando desde lo que no se sabe, no dibujar el mapa de un territorio sino explorarlo sin más ayuda que la sumaria orientación de los puntos cardinales." -Antonio Muñoz Molina

terça-feira, maio 21, 2019

"conocer es amar" - Miguel de Unamuno


Un vasco, arraigado hace cerca de cuarenta años en una región castellana fronteriza de Portugal ha aprendido a conocer – y conocer es amar – a éste y a respetar hasta ciertas susceptibilidades que estima, y lo dice francamente, algo enfermizas. Y espera que el conocimiento mutuo, que es la más íntima hermandad, hada un día algo más grande que nosotros.

Nota manuscrita de Miguel de Unamuno (Salamanca, 1/III/1930)
in Fundação António Quadros - Cultura e Pensamento