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terça-feira, junho 29, 2021
Artur Pastor - Rua perto do Castelo de São Jorge, Lisboa, 1980-1990
terça-feira, agosto 25, 2020
«La pesadilla de Lisboa...» - Andrés Castilla (personaje principal de «El novelista» (1923) de Ramón Gómez de la Serna)
«La pesadilla de Lisboa eran sus numerosos bacalaos como ropa tendida; todos con sus hermosos números del precio como si fuesen sus iniciales. Bacalaos fuera de las tiendas y bacalaos corretones en manos del hombre cuaresmático que arrastra diez bacalaos por la empuñadura de su cola y va dejando un reguero de olor revolviente a su paso.»
Ramón Gómez de la Serna [1923], El novelista, Madrid, Espasa-Calpe, 1973, p. 206.
sexta-feira, julho 31, 2020
"lindas_são_as_pessoas"
Assim intitulou esta fotografia a autora, Luísa Cortesão, que ela tirou numa rua lisboeta em dezembro de 2005, a Travessa do Alcaide. Vamos lá repetir:
"lindas_são_as_pessoas".
Temáticas:
"Nem só de pão vive o homem...",
Fotografia,
Lisboa
quinta-feira, setembro 18, 2014
Uma fotografia de Ricardo Silva Cordeiro
segunda-feira, outubro 28, 2013
Maria dos mil sorrisos (Vitorino)
Havia muitos anos que não escutava esta beleza do amigo Vitorino. Dei por acaso com ela e que saudades, meu amigo!
MARIA DOS MIL SORRISOS
Maria dos mil sorrisos
Alma ao largo sem avisos
Coração a dar a dar
Lua nova em céu mortiço
te proteja do enguiço
e das fúrias d´além mar
Na rua onde tu passas
Mandei embora as desgraças
Num copinho de licor
No mistério da tua porta
encontrei morada certa
P´ra dar de beber à dor
Se me deres o teu retrato
Dou-te o meu lenço bordado
Com a flor do laranjal
Anda agora muito em moda
Trança negra rubra rosa
Rebuçados no amar
Maria não vás ao beco
Está cheio de figas e medos
Vê lá bem os meus cuidados
Dos teus olhos estou lembrado
Num dia no Bairro Alto
Seus amores tão delicados
Maria dos mil sorrisos
Alma ao largo sem avisos
Coração a dar a dar
Lua nova em céu mortiço
te proteja do enguiço
e das fúrias d´além mar
Na rua onde tu passas
Mandei embora as desgraças
Num copinho de licor
No mistério da tua porta
encontrei morada certa
P´ra dar de beber à dor
Se me deres o teu retrato
Dou-te o meu lenço bordado
Com a flor do laranjal
Anda agora muito em moda
Trança negra rubra rosa
Rebuçados no amar
Maria não vás ao beco
Está cheio de figas e medos
Vê lá bem os meus cuidados
Dos teus olhos estou lembrado
Num dia no Bairro Alto
Seus amores tão delicados
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