sábado, novembro 27, 2010

"É chato" - Beto


Beto anda por Londrina, no estado do Paraná. Da sua página no Flickr, retirámos estes quadradinhos. E tem um blogue, ALAIALAICA.



quinta-feira, novembro 25, 2010

"Hang'em High"

Una película más para mi colección dedicada al gran maestro del cine Clint Eastwood (o como dice la madre de mi amigo José "Clint Stanford").
Esta película es del año 1969 y lo mejor es el rostro del actor, una marca inolvidable en la historia de los Westerns.
Dennis Hopper también tiene un pequño papel en esta película.

O que se ouve por aqui... "Ugly Kid Joe"

Hoje estava a tomar o pequeno almoço e a falar com o meu amigo Jorge que explora o bar, sendo ele um dos maiores melómanos (em especial para o Heavy Metal) que conheço, quando no meio de uma das nossas amenas conversas sobre o baterista só de um braço dos "Def Lepard" (acho que é assim que se escreve!) nos lembrámos destes grandes malucos dos "Ugly Kid Joe"! Curiosamente ele tinha um cd original no bar e lá fomos curtir um som dos 90! Gostava particularmente de "The Cat's in Cradle" e "Milkman's son"...
Hoje à tarde é o que tem tocado por aqui.
Parece que estou a ver o vocalista a escarrar para o ar desde uma ponta do palco e a ir a correr para o outro lado e apanhar a "escarreta" como um cão apanha um disco! Às vezes não tinha tanta sorte e lá hidratava a longa juba da malta do Metal! Grandes malucos!!!

quarta-feira, novembro 24, 2010

Todas as cartas de amor são... Álvaro de Campos

Quanto de ridículo e irónico tem o amor... ridículo... ridículo... Hoje em dia já me é indiferente o "ridicularidade" de certas coisas, mas o amor nunca seria o mesmo sem estas coisas "fofas", "foleiras", "cuchicuchi", "cursi" (em espanhol)... nem o negócio dos dias dos namorados e afins... Hoje estou mais a dar para o esdrúxulo, nem grave, nem agudo, esdrúxulo efectivamente, mas mesmo assim lembrei-me do heterónimo de Pessoa...

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas. 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas. 

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas. 

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas. 

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas. 

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas. 

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21-10-1935

terça-feira, novembro 23, 2010

A Jangada do Futebol

              De “futeboleiro” tenho pouco, mas aprendi a gostar deste desporto ultimamente. Acho que teve que ver com uma época em que consumi muita imprensa desportiva e com a compra, num alfarrabista, da grande obra antropológica de Desmond Morris, “A Tribo do Futebol”. Comecei, de facto, a prestar mais atenção ao dito “desporto rei”, de massas e, talvez, em várias acepções da palavra, verdadeiramente popular.
                Tende-se a ver o futebol como objecto de alienação, de mãos dadas com o poder político (com os chamados “clubes do regime”), e, principalmente com o desdém intelectual por parte de algumas elites. O que não podemos desprezar nunca é que este jogo é um reflexo claro e evidente da sociedade portuguesa e espanhola que, sem querer ofender a memória metafórica de Saramago, se joga numa espécie de “jangada” em forma de campo de futebol.
                Podemos não nos identificar com esta primazia do futebol sobre outros desportos em Portugal (e até mesmo em Espanha, mas a outro nível), mas há que ter em conta este contexto que nos últimos anos elevou a península ibéria a potência máxima do futebol.
                Como é possível que esta “ibéria”, com apenas 50 milhões de habitantes se tenha tornado no habitat natural de grandes craques, estrelas mediáticas, treinadores emblemáticos e polémicos, ligas milionárias e de campeões da Europa e do Mundo? Nem vale a pena mencionar o palmarés de versões modernas e antigas de Ligas dos Campeões ou Ligas Europa que compartem clubes como o Barcelona, o Porto, o Real Madrid, ou, até mesmo, o meu Benfica… o que me leva a afirmar: Estes “iberos” são a autêntica tribo do futebol da actualidade! Para bem e para mal, claro!
                Depois da pseudo-vingança da selecção portuguesa marcando amistosamente quatro golos ao campeão do mundo espanhol, galardoado este ano em África do Sul, o que é que o futuro reserva à “jangada do futebol”? Não sabemos, mas pode ser que a FIFA tenha uma palavra a dizer no próximo mês de Dezembro.
                É já dia 2 que Joseph Blatter abrirá um envelope onde encontrará escrito o nome da candidatura que organizará o Mundial de 2018. Como se sabe, Espanha e Portugal aparecem irmanados numa candidatura que parece ter argumentos de peso na hora da decisão.
                Esses argumentos baseiam-se em alguns assuntos ainda bastante polémicos, como o TGV ou nos investimentos em infra-estruturas desportivas como os que foram feitos para o EURO 2004, alguns ainda vistos como inúteis e que têm eco na presente crise da dívida pública, aplicando-se o mesmo do outro lado da fronteira com situações análogas.
Mas mesmo tendo em conta estes motivos de polémica, se compararmos com a candidatura conjunta do Mundial de 2002, na Coreia e no Japão, portugueses e espanhóis reforçam o seu projecto com uma fronteira terrestre comum, excelentes relações e comunicações entre os dois países, uma cultura muito semelhante, em alguns casos mesmo comum, e a mesma moeda única (não augure o futuro nenhuma “desgraça” no vendaval da crise dos mercados internacionais!).
                Ambos países não necessitam de referências na hora de falar de grandes eventos, o Euro 2004, as Olimpíadas de 1992 e várias Expos falam por si, mas pelos vistos são os estádios os que podem influenciar mais esta candidatura e não, propriamente, a capacidade organizativa ibérica. Esta candidatura ostenta sete estádios cotados com a nota máxima pela FIFA. Falamos do Camp Nou, do Santiago Barnabéu, do Olímpico Lluis Companys, do Olímpico de Sevilha e dos nossos Estádios da Luz, do Dragão e do Estádio José de Alvalade.
                A par de toda esta cooperação transfronteiriça, imaginemos que as “nossas selecções” (esquecendo “Aljubarrotas” e “1ºs de Dezembro”) se defrontam na final, como seria e onde seria esse embate histórico?
                Em teoria, as selecções de Portugal e Espanha jogariam sempre, por decreto, no seu país, com excepção da final, prevista para o Santiago Bernabéu, no entanto o 3º e 4º lugar disputar-se-ão em território português, provavelmente no estádio do Dragão.
                Seremos capazes de aguentar esta candidatura e fazer face aos desafios com que Portugal e Espanha se deparam actualmente? Como será o investimento público-privado neste projecto?
                Se o Sr. Joseph Blatter abrir o envelope que contempla a península, espero que esta candidatura prime pela transparência e boa gestão, honrando a verdadeira cooperação transfronteiriça através do desporto. Se tal não for uma realidade, proponha-se outra candidatura irmanada, desta vez, entre Espanha, Portugal, Itália (e Grécia, já agora!). Assim não se investiria em marketing, seria sempre a candidatura do “Clube Med”, como já somos conhecidos em alguns sítios, não sei bem porquê…

segunda-feira, novembro 22, 2010

"Louie"


Jerry Seinfeld marcou o panorama da comédia (em pé, sentado, deitado...) para sempre. O humor do quotidiano não passa ao lado de olhares astutos. Há pouco descobri esta nova série com Louis CK e fiquei fã... Para aguçar o apetite prestem bem atenção a esta cena! 

domingo, novembro 21, 2010

"The Boat that Rocked"


O melhor deste filme, a par de interpretações que passam sempre desapercebidas porque se trata de uma comédia, é um revivalismo musical que contextualiza as rádios piratas na década de sessenta.
O barco curtiu e desafiou com a sua irreverência toda a Inglaterra, até que se afundou... mas para quem não sabe o som, debaixo de água, propaga-se ainda mais rapidamente que à superfície!
Grande filme! 

A nossa barriga...

Estamos a ponto de conhecer uma nova realidade na nossa vida. De momento apenas o conhecemos pelas ecografias e deixamos as futurologias para a "abelha" Maya... Molde para o que aí vem, por mais que me (nos) queiram advertir, aconselhar, stressar, ou, simplesmente, falar por falar, apenas temos este de gesso, tal como o original, feito a dois.
Esta barriga tem uma história... não queremos mais nada, apenas a possibilidade, a saúde, o privilégio de podermos continuar a contá-la...e a vivê-la.
Futuro não existe, apenas gramaticalmente, mas as mãos e amor que fizeram esta barriga têm um passado e um presente que não se resumem a gramática...
Até breve... Santi.

sábado, novembro 20, 2010

Iris e John

Adicionar legenda
Cumplicidade. O que será de uma relação humana sem nenhum tipo de cumplicidade? Sexo, amor, religião política, humor, silêncio, razão, moral, intelecto e, mesmo, a brutalidade... Substantivos não faltariam para tentar analisar estas dinâmicas típicas de quem pensa que a existência se resume a domínios de hemisférios cerebrais...
Que existência tão rica tiveram estes dois. Ela um dos maiores vultos que a literatura conheceu no século que findou. Ele um estóico a quem poderíamos atribuir um chavão de realidade alternativa: "Por detrás de uma grande mulher, está sempre um grande homem".
Mas veio outra palavra, nome próprio, substantivo que corrompe a gramática, que nos apaga o pensamento como se de um formatar informático os nossos passos e moléculas se resumissem. O Alzeimer. O vazio... 
Foda-se, não há doença que me lembre mais dos existencialistas que esta... Parece que encontro o Sartre ou o Camus num vislumbrar de um olhar que já não significa nada... ou significa tudo...

quinta-feira, novembro 18, 2010

"Superman Cartoons" Serão de 1941? Não me parece...

 Apesar de já ter nascido muitíssimo mais tarde, ainda me lembro de ver alguns destes desenhos animados na TV2 portuguesa. Foi uma surpresa encontrá-los no youtube!

terça-feira, novembro 16, 2010

O meu avô Ventura e a sua bicicleta...

Quer o meu avô paterno, na foto, quer o meu avô materno, sempre tiveram como fiéis corcéis as suas "pedaleiras". Talvez seja por isso que me fascinam tanto...
Qualquer dia ainda faço um estudo sociológico sobre a bicicleta no século XX em Portugal... Talvez fosse interessante!

Belo par de jarras! "Nigiri Game"

Em Okinawa, os karatekas sempre improvisaram (como em tantos outros sítios) para poderem ter o seu material de condicionamento físico. Geralmente recorriam a material do quotidiano para apetrecharem os seus dojos.
Como muitos de vocês sabem, nem que seja pelos filmes foleiros dos 80 do "Karate Kid" (em especial o II), Okinawa é uma ilha japonesa do arquipélago das Ryu Kyu onde a tradição pesqueira é (ou era) muito forte. Daí que não é de estranhar uso dos "Nigiri Game" como material de treino físico (o chamado "Hojo Hundo") para o fortalecimento dos membros superiores e, em especial as mãos, para potenciar os agarres. Como podeis reparar, os "nigiri game" são peças de olaria, com tamanhos e pesos variados (dependendo do conteúdo no interior). Apesar de não ter a certeza, é provável que fossem utilizadas as típicas jarras, ou vasos, para apanhar polvo, que tão bem conhecemos aqui na Península Ibérica.
Também eu tive de improvisar e como podeis ver, apesar da presença das gatas (que se colaram à foto!), lá consegui fazer os meus "Nigiri Game" para uso pessoal. Só há que ter uns assadores de castanhas, cimento, e fita americana (para evitar os incómodos pós). E, "voilá"! Um belo para de jarras e mais uma inutilidade para o meu tempo como diz a minha Elsa!
Vejam alguns exemplos de exercícios com o Sensei Morio Higaonna:

sábado, novembro 13, 2010

Prefiro o analfabetismo honesto ao alfabetismo retórico e corrupto...


Há coisas que me ofendem, me indignam e me deixam com uma tremenda vontade de recorrer à violência física, no entanto a vida tem-me ensinado que os punhos resolvem poucos problemas, mas às vezes repõem uma justiça um tanto ou quanto poética...
Através da televisão apercebi-me de uma "palhaçada" na política brasileira ainda maior que a candidatura de Tiririca. Trata-se do facto de, de acordo com o que vi na reportagem, qualquer cidadão não alfabetizado não pode concorrer aos cargos políticos e públicos de deputados federais.
Haverá maior descriminação que esta? Já não falamos de credos ou raças, sim de oportunidades de aceder à alfabetização básica? Indigna-me mesmo apenas partilhando o português com o povo brasileiro. Sou professor do ensino público oficial, acredito no igual acesso à formação e sou neto de analfabetos, cuja formação humana está ao nível da cátedra comparando com alguns "nobres" legisladores e políticos. O que pensaria Paulo Freire sobre este assunto? A sua luta por levar as letras indiscriminadamente, abrindo as portas a quem por nascimento sempre as teve fechadas a sete chaves e, ainda, soldadas por aqueles a quem não interessa que as palavras libertem o pensamento!
Não sei se se recordam do discurso de José Saramago, aquando da atribuição do Nobel, em Estocolmo? Leiam as "Pequenas Memórias" e sintam o apreço que um homem como Saramago tinha pelo seu avô analfabeto...
Não há nada mais humilhante para quem não sabe ler que terem que "assinar" com um dedo, apontado por quem lhe recusou ensinar, mergulhado numa almofada dum carimbo...
Confesso, hoje é um desses dias, estava capaz de dar um par de hóstias a um desses senhores que "cagam de alto" só porque julgam que terem estudado, ou comprado diplomas, lhes confere o direito exclusivo a representarem o que quer que seja!!!

"Poema de um homem só" - António Gedeão

Sós,
irremediavelmente sós,
como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós
e ninguém nos conhece.

Os que passam e os que ficam.
Todos se desconhecem.
Os astros nada explicam:
Arrefecem

Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refracta,
nehum ser nós se transmite.

Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem estremece este meu estremecimento
sou eu só, e mais ninguém.

Dão-se os lábios, dão-se os braços
dão-se os olhos, dão-se os dedos,
bocetas de mil segredos
dão-se em pasmados compassos;
dão-se as noites, e dão-se os dias,
dão-se aflitivas esmolas,
abrem-se e dão-se as corolas
breves das carnes macias;
dão-se os nervos, dá-se a vida,
dá-se o sangue gota a gota,
como uma braçada rota
dá-se tudo e nada fica.

Mas este íntimo secreto
que no silêncio concreto,
este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
virgem de mal e de bem,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se, e desflorar-se,
é nosso de mais ninguém.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Martin Sheen

Quem conhece um pouco da biografia de Martin Sheen, sabe bem que o actor de "Apocalypse Now" é tudo menos convencional. Actor crítico e com consciência social, que não hesita em manifestar publicamente os seus pontos de vista, regressa à sua Espanha ancestral, em concreto à Galiza, onde rodou, sob olhar atento de seu filho Emílio Estevez, o filme "The Way".
Em Espanha, desde há uns dias, de forma a promover o seu filme ainda em "ano xacobeo", coincidiu com o Papa Bento XVI em Santiago de Compostela. "Sua Santidade" foi o centro das atenções, mas este homem, dentro da sua humanidade e longe da pseudo-"santidade", é efectivamente um ser humano bastante interessante.
Não era conhecedor de muitos dos seus pontos de vista, algo que conheci nos últimos tempos na imprensa  e em alguns programas de televisão e, talvez, ouvir este homem não fique tão caro como ficou a visita do Papa para o estado espanhol... digam o que digam...

Diários de Bicicleta - David Byrne

"David Byrne é um artista mundialmente conhecido com seu trabalho como músico à frente dos Talking Heads. Este livro relata a experiência que ele teve ao utilizar a bicicleta como seu principal meio de transporte. Utilizando bicicletas dobráveis, David conseguiu conhecer cidades como Berlim, Bueno Aires, São Francisco, Istambul entre outras. Vendo a cidade sobre duas rodas, Byrne amplia nossa percepção aos ritmos e trânsitos das cidades.



"Diários de Bicicleta" é a reunião de vários escritos do autor que ao longo desse percurso discute moda, arquitectura, isolamento cultural, entre outros".


Após o breve resumo deste livro, devo dizer-vos que me acompanha Há já uns meses, desde a areia fria de Santa Cruz, aos serões em Valencia de Alcántara ou nos momentos livres em Évora. A minha mochila já conhece bem o seu formato, mas ainda não o consegui terminar. Tem uma coisa muito positiva: nos últimos tempos não tenho tido disponibilidade para pedalar nas minhas "brutas" e assim sempre mato o "bichinho" que tanto gosta de deambular, pedalando devagar, por aí!

"Génesis" de Robert Crumb

Muito conhecido no mundo da nona arte pela sua obra "Fritz, the Cat", ou anos mais tarde pela sua personagem no filme homónimo à obra de Harvey Peekar "American Splendor", o autor peculiar Robert Crumb prenda-nos com a sua adaptação bíblica para banda desenhada do "Génesis".
Quando comprei esta obra (bem encadernada e com capa dura), pensei encontrar na mesma o humor e a ironia que caracteriza Crumb, no entanto, longe de querer catequizar os leitores, creio que se trata de uma adaptação pessoal, sem fugir muito ao contexto literário do Antigo Testamento, quem me decepcionou à primeira leitura.
Efectivamente, foi uma obra badaladíssima nos jornais e suplementos culturais e ficou muito aquém das expectativas. O traço é o característico de Crumb, daí longe de obra prima desde esse ponto de vista, a única coisa que vejo positiva é que é uma banda desenhada que te ajuda a entender as bases de duas das crenças monoteístas mais importantes da história da humanidade, o judaísmo e o cristianismo.

terça-feira, novembro 09, 2010

Quando era criança (Fernando Pessoa)

O menino Fernando Pessoa

Quando era criança...

Quando era criança
Vivi, sem saber,
Só para hoje ter
Aquela lembrança.

É hoje que sinto
Aquilo que fui
Minha vida flui
Feita do que minto.

Mas nesta prisão,
Livro único, leio
O sorriso alheio
De quem fui então.

Fernando Pessoa


quarta-feira, novembro 03, 2010

Tropa de Elite 2



O primeiro filme já me tinha deixado preocupado, não apenas pela violência (que infelizmente já é um dado adquirido nas famigeradas favelas que servem de cenário para esta história), mas pelos sentimentos contraditórios que me faz sentir. A figura do Capitão Nascimento do BOPE (um autêntico abusador de autoridade, radicalmente moldado à ideia de que o problema está na miséria de quem trafica e não de quem gere por detrás) desperta-me um misto de simpatia e de rejeição. Talvez seja essa a verdadeira essência do filme, ninguém sai ileso desta guerra.
Agora sai para as salas de cinema a segunda entrega desta saga. Continuará a despertar-me os mesmos sentimentos? Espero que sim, isso significa que será um bom filme!

O que se ouve por aqui..."Ben Harper"


Este "cover" de Marvin Gaye, cantado por Ben Harper, já tem um par de anos mas ultimamente tem tocado aqui pelos meus aparatos musicais. Entra bem no ouvido, não entra? Os acordes conferem-lhe uma nova identidade!

terça-feira, novembro 02, 2010

“Todo Paracuellos” de Carlos Giménez

¡Qué cómic! No me cabe duda afirmar de que se trata de una obra maestra de inestimable valor histórico.
En una breve síntesis, por estas páginas se pasean los huérfanos que dejó la guerra civil, con sus chascarrillos, sus juegos y sus héroes de comics… Niños cuyo “espíritu nacional” de la falange de Franco se les inculcaba con violencia y represión, sin olvidar la hipócrita bendición de la iglesia de entonces.
Además de madres y padres separados de sus hijos, el hambre, la soledad y los sueños rotos de una generación de niños que tuvieran la mala suerte de haber nacido en el lado errado de las barricadas del conflicto, estamos delante de una “autobiografía colectiva” en viñetas que habla sobre la represión que el franquismo ejerció en unas cuantas generaciones de españoles a través de los hogares de la “Obra Nacional de Auxilio Social”.
Aquí tenemos un buen ejemplo de memoria histórica que, con su testimonio, no nos deja olvidar los errores del pasado.