sábado, novembro 26, 2011

El invierno del dibujante (Paco Roca)


Dei com isto no computador e não sabia mais do que o título da imagem: "El invierno del dibujante". O abençoado Google deu como resultado que é uma obra de Paco Roca.

Que grande ilusão! "Qual é que queres?" Quase como para não acreditar que fosse verdade! E retrata um tempo em que não existia o euro dos nossos pecados: "Dos cincuenta, señora".




quinta-feira, novembro 24, 2011

Fiat 127...

Mais um clássico popular. Este um dos meus favoritos, e não fosse "o meu clássico", o carro da minha família, da minha infância, dos primeiros passeios e das primeiras conduções...
Recordo com saudade quando o meu pai me colocava no seu colo e me deixava pôr o carro na garagem... julgava eu que conduzia, apenas segurava o volante e sentia-me um homem como ele...
Hoje, só espero ter a oportunidade de poder fazer o mesmo com o meu filho e, de preferência, com o seu avô... como gostaria de ter três gerações ao volante do nosso 127... 

"More Creativity"...


Mais riscos e rabiscos dos "petits enfants"...
Boa noite...

terça-feira, novembro 22, 2011

Bocage - Um herói da língua portuguesa!

Lembram-se desta nota? Hoje seriam uns 0'50€... E quem figura nele, não én nem mais, nem menos, que o grande Bocage! Um dos meus poetas favoritos.
Hoje, enquanto pesquisava por aqui umas coisas, cruzei-me com ele outra vez... em forma de um firme e hirto soneto.

 


"É pau, e rei de paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:

Verga, e não quebra, como o zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro, tem o embigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

Para carvalho ser falta-lhe um u;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu".

sábado, novembro 19, 2011

Clásicos Populares (Seat 124)

Aquí tenemos un clásico popular muy famoso en España en los años 70 y 80. Todavía se pueden encontrar unos cuantos por esas calles fuera. Me he cruzado con este en Badajoz,  muy cerca dónde suelo ir al pediatra con mi hijo... Curiosamente, a Santi también le encantan los coches... más por el color y movimiento, que por su historia...

"El SEAT 124 es un automóvil del segmento D fabricado por SEAT bajo licencia de Fiat en la Zona Franca de Barcelona, entre los años 1968 y 1980. Se comercializó con carrocerías berlina, familiar de 5 puertas, y coupé, con distintos niveles de acabado y motores".
 

O que se vai ouvindo nesta noite fria... António Pinho Vargas

O que se vai ouvindo nesta noite fria, enquanto o meu filhote e mulher dormem no quentinho do quarto, eu por aqui continuo, a trabalhar, mas bem acompanhado pelo António Pinho Vargas...

domingo, novembro 13, 2011

"Stop" - A camino de Cáceres

Una paradita para hacer pis. Sin duda un "stop" obligatório... En un cruce a camino de la bella ciudad de Cáceres...

terça-feira, novembro 08, 2011

"Todo 36-39 malos tiempos" de Carlos Giménez (!Qué obra maestra más fuerte!)

Resumen de la obra:
"En Todo 36-39 Malos tiempos, Carlos Giménez deja de lado a los héroes y los generales, a los caudillos y a los políticos, para centrarse en la vida cotidiana de las gentes, las pobres gentes, que en las ciudades y los campos de España sufrían el miedo a la muerte al amanecer, mientras que en Madrid, como en tantos otros lugares, el hambre y el frío, la falta de medicinas y de ropa, y los bombardeos se cobraban su cuota de vidas y destrucción."

Para mí es una excelente manera de intentar comprender más la época y la herida abierta que todavía existe en España. Me hace reflexionar mucho sobre el concepto de memoria historia y cuestionar algunos valores que pensaba que tenía muy enraizados.
Lo he comprado hace 48 horas y ha me leído más de mitad, estoy enganchadísimo, pero al mismo tiempo me deja una sensación rara que mezcla tristeza y gratitud... ¿Para cuándo el premio Príncipe de Asturias para Giménez? Creo que ya lo merece por toda su obra. Si Spigelman ganó el Pulitzer por "Maus I y II", Giménez os garantizo que no se queda atrás.

Late night post: "Dan Defensor" (curiosa adaptación...)


Daredevil es un personaje ficticio de la editorial Marvel Comics, creado por Stan Lee y Bill Everett, que tuvo su primera aparición en el comic-book Daredevil #1, publicado en 1964.
El nombre del personaje significa temerario en español, pero en España se publicó en un principio como Dan Defensor para justificar las dos "D" sobre su pecho. Hoy en día se publica con su nombre original en inglés, Daredevil. Tanto antes como ahora se le añade el sobrenombre de "El hombre sin miedo".

domingo, novembro 06, 2011

"Inside Job" - Um "terror" de documentário...

Agora que as notícias trazem em primeira mão a demissão do 1º ministro Papandreu da Grécia, só me lembro do filme de "terror" (real ainda por cima!) que vi ontem ao serão.
Não vou mentir que só de me lembrar ainda me arrepio...

Ser Lusitano, desde el punto de vista de Goscinny

in "Ásterix, La Residencia de los Dioses"

sexta-feira, novembro 04, 2011

Uma vinheta histórica desenhada por F. Cheneval (Ponte de Alcântara - Extremadura/Espanha)

Aqui figura como uma ponte usada para fins bélicos, ilustrando um passado de rivalidades e ocupações entre dois países. Hoje é uma vinheta "clássica" com 40 anos que serve para "unir" Portugal e Espanha através da banda desenhada... "o cómic, tebeo o historieta"...

quinta-feira, novembro 03, 2011

quarta-feira, novembro 02, 2011

"The Arrival" de Shaun Tan

 Aqui temos uma banda desenhada ganhadora de inúmeros prémios, na qual existe uma total ausência do verbo. Shaun Tan, artista nascido na Austrália, não necessita de palavras para nos levar para o mundo "alheio" de quem chega como emigrante a um país estrangeiro.
Vale a pena "ler" sem palavras!

terça-feira, novembro 01, 2011

À minha porta...

Cada vez vejo mais miséria. Antes era mais dissimulada, envergonhada, até mesmo mais de espírito que material... Hoje, cada vez vejo mais flagrante o mal-estar de gente que nem para comer tem... E como é que nos podem pedir para cortar ainda mais no que é essencial? Como nos podemos manter em silêncio, quando dizem que vivemos nesta crise porque quisemos fazer parte do clube dos ricos (entenda-se UE)?
Eu tenho vergonha do que vejo, de termos retrocedido a antes de Abril, de serem aplaudidas medidas austeras sempre para os mesmos, da desigualdade ser promovida como panaceia para os males da ganância e do afã da alta e despiedada finança... 
Senhores governantes, a grande depressão já a vivemos, por enquanto ainda nos podemos afogar em vinho a 12% de IVA, para quando um Lei Seca?

O UMM de José Megre na Exposição do Baja Portalegre 2011

  In www.josemegre.com

José Megre (1942 – 2009)
Nascido a 26 de Março de 1942, em Lisboa e formado em engenharia mecânica, José Megre desde cedo se começou a interessar por automóveis.
Depois de efectuar um Curso de Engenharia Mecânica com especialização em Automóveis em Londres, Inglaterra (1963-66), Megre decidiu participar nalgumas competições automóveis. Nos anos 70, o antigo piloto somou três participações no Campeonato do Mundo de Ralis. A partir de 1982 passou a dedicar-se exclusivamente à disciplina de todo o terreno onde se destacam as participações pioneiras no rali Paris-Dakar ao volante dos UMM de construção portuguesa. Participou ainda no rali Paris-Cidade do Cabo e no Paris-Moscovo-Pequim.

"Pai" do todo o terreno em Portugal

Como organizador foi o responsável pelo aparecimento da Maratona de Portalegre, em 1987, e da Baja Portugal, em 1988, prova que é hoje conhecida como Rali Transibérico, a mais importante competição europeia da modalidade, integrando a Taça do Mundo de Todo-o-Terreno. Dentro de seu leque de organizações inclui-se ainda as 24 Horas de TT e o Transportugal.
Desde 1987 foi o responsável pela criação e organização de várias expedições intercontinentais em África, Ásia e Américas, todas elas com um mínimo de 15 mil quilómetros. É o sócio número 1 e co-fundador do Clube Todo-o-Terreno, criado em 1982, e Presidente e co-fundador do Clube Aventura, iniciado em 1984.

José Megre o viajante

Viajante compulsivo, esteve em 193 dos 194 países soberanos reconhecidos no planeta - só lhe faltava o Iraque. De notar que, as viagens de José Megre não eram feitas, de maneira nenhuma, unicamente para conseguir o carimbo no passaporte. A sua norma era fazer vários quilómetros, em todas elas, para conhecer o melhor possível os países que visitava, tendo percorrido cerca de um milhão de quilómetros em automóvel fora de Portugal. Mesmo nas últimas viagens que fez a países fechados ao turismo, alguns dos quais bastante instáveis e com restrições à circulação, percorreu de automóvel várias centenas de quilómetros em cada um deles.
Nos últimos dois anos visitou cerca de 20 países, entre os quais a Libéria, o Afeganistão, a Coreia do Norte, a Nigéria, o Zaire, a Somália, os minúsculos Nauru e Tuvalu no Pacífico, o Tadjiquistão e a Arábia Saudita, onde José Megre se deslocou por três vezes, fazendo aí um total de 12.000km em automóvel, tendo esta sido a sua última e importante descoberta.
Em 2007 fez a sua terceira viagem em automóvel desde Portugal ao Sul de África, desta vez com destino a Maputo. Mas, anteriormente já tinha atravessado 15 vezes o deserto do Sahara em seis itinerários diferentes. Assim, conhece todos os países de África através destas e de várias outras viagens que fez neste continente, sempre em automóvel.
José Megre começou a viajar de automóvel no estrangeiro com 13 anos, na altura com os pais, e nunca mais parou. Desde então, para além dos itinerários no continente africano anteriormente referidos, cruzou a Europa e a Ásia por três vezes, fazendo duas travessias entre o Atlântico e o Pacífico, uma no rali Paris-Pequim, outra no comboio Transiberiano e ainda outra que o levou de Lisboa à Índia, ao Nepal, Butão e Tibete de automóvel.
Nos dois continentes americanos, atravessou por duas vezes os Estados Unidos e uma vez o Canadá, ambos de costa a costa. Percorreu também todos os países da América Central e, por quatro vezes, a América do Sul em viagens de cerca de 15.000km cada, sempre em itinerários diferentes.
Efectivamente, o objectivo de José Megre como viajante não era só conhecer todos os países do mundo, mas também fazer todos os grandes itinerários dos sete continentes, cruzando-os de Norte a Sul e/ou de Leste a Oeste. Assim, para cumprir este objectivo deslocou-se também à Antárctida no navio Explorer, recentemente afundado durante uma expedição idêntica. Percorreu, ainda, cerca de 20.000km na Austrália, para além de ter estado em todos os países independentes da Oceânia-Pacífico.
José Megre deixou-nos aos 66 anos, a 21 de Fevereiro de 2009, vítima de cancro do pulmão.

Passado na gaveta...