quarta-feira, março 27, 2013

El Golpe de la Grulla Tonta - By Luis Leal

Esta fue la primera (y creo que última) incursión en el mundo de los dibujantes de cómics. Como se ve, mi talento es demasiado para el noveno arte... 
El guión también es un original mio, en realidad una historia de infancia que dedico a mi compañero Carlos Silva (que, sin su presencia en mi vida, no habría descubierto el placer que es ser niño, bien adjetivado de tonto - como la grulla de este tebeo- y lleno de ilusiones).
El cómic "El Golpe Tonto de la Grulla", se hizo en un curso del CPR de Borzas en el año 2012 con la presencia del gran autor extremeño Fermín Solis, que además de un excelente artista es un "tío grande" de eses que merece la pena tener como amigo. 
En fin, memorias de una infancia mal dibujada y el aprecio por quién, incluso lejos, estará siempre presente en nosotros, algo que espero que, un día, Santi también pueda sentir... Esa es la verdadera amistad.

terça-feira, março 26, 2013

"Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros."
Padre António Vieira

ROLLS OVER adeus anos 70 - José Paulo Ferro



Roll Over fica como um  retrato de uma época que ainda está (em certa medida estava) por fazer e que sem dúvida gerará outros que o completem; numa época em que a imagem digital faz desaparecer a importância da fotografia e do snapshot pela imensidão de imagens que se podem gerar em cada segundo, este é um arquivo valioso para a memória destes anos e que complementa qualquer história do “rock português”. Mas é-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinâmica literal em detrimento do esteticismo. Margarida Medeiros


Isto é certamente fotografia tribal. Havia então outras tribos, com outras marcas identitárias. Nós – o José Paulo, eu também – fazíamos parte desta tribo. Mas nunca pensámos na publicação destas fotografias «escondidas» (conhecidas de poucos e quase todas inéditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vê-las na sua dupla essência: valiosos documentos sociológicos e espécimes da nobre arte da fotorreportagem. João de Menezes-Ferreira

Quem é o autor?
José Paulo Ferro nasceu em Alcobaça em 1955. Vive e trabalha em Lisboa. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa tendo feito o bacharelato em Design e a licenciatura em Artes Plásticas/ Pintura. Foi aluno e monitor do Instituto Português de Fotografia e actualmente é professor na Escola Secundária de Pedro Nunes. Expõe colectivamente desde 1975 e individualmente desde 1980.

a ética da fonética

na ética da fonética
todos os sons são diferentes,
mas, profundamente, 
iguais

sábado, março 23, 2013

La domesticación del samurái. El individualismo honorífico y la construcción del Japón moderno.


La domesticación del samurái. El individualismo honorífico y la construcción del Japón moderno Trad. Hugo A. Pérez Hernáiz Eiko Ikegami 2012 | 496 pp | ISBN: 9788415260530 

 Este libro presenta una nueva perspectiva para enfrentar el llamado enigma del Japón moderno, a través del análisis del desarrollo cultural del samurái japonés. La transformación cultural del samurái es la clave para la compresión y apreciación adecuada de las tensiones entre el individualismo y el colectivismo del Japón moderno. Explorar estas tensiones nos lleva al corazón mismo de este enigma: la síntesis paradójica de competencia y colaboración.

sexta-feira, março 22, 2013

"Karma" by Earl Hickey


Un pueblo se esclaviza, se degüella a sí mismo cuando, ante la opción de ser vasallo u hombre libre, deserta de sus libertades y se unge al yugo, consciente de su propia miseria o, cabría decir, parece darle la bienvenida. [...] No os pido que pongáis las manos sobre el tirano para derribarlo, sino simplemente que dejéis de sustentarle. Entonces le veréis, como un gran Coloso al que retiran su pedestal, caer desde sus propias alturas y hacerse pedazos.

Étienne de la Boétie



terça-feira, março 19, 2013

"Runaways" - The Killers




Blonde hair blowing in the summer wind
A blue-eyed girl playing in the sand
I've been on a trail for a little while
But that was the night that she broke down and held my hand

The teenage rush, she said:
Ain't we all just runaways? We got time
But that ain't much
We can't wait 'till tomorrow

You gotta know that this is real, baby
Why you wanna fight it?
It's the one thing you can't do

We got engaged on a friday night
I swore on the head of our unborn child
That I could take care of the three of us
But I got the tendency to slip when the nights get wild
It's in my blood
She said she might just runaway to somewhere else, some place good
We can't wait 'till tomorrow

You gotta know that this is real, baby
Why you wanna fight it?
It's the one thing you can't do

Let's take a chance, baby, we can't loose
Ain't we all just runaways?

I knew it when I met you
I'm not gonna let you runaway

I knew it when I held you
I wasn't letting go

We used to look at the stars and confess our dreams
Hold each other 'till the morning light
We used to laugh now we only fight
Baby, are you lonesome now?

At night I come home after they go to sleep
Like a stumbling ghost, i haunt this house
There's a picture of us on our wedding day
I recognize the proof but I can't settle in this walls

We can't wait 'till tomorrow

Now we're caught up in the appeal
Baby, why you wanna hide it?
It's the last thing on my mind
I turn the engine over and my body just comes alive

Ain't we all just runaways
I knew it when I met you
I'm not gonna let you runaway

I knew it when I held you
I wasn't letting go
Ain't we all just runaways?

domingo, março 17, 2013

"O Armário" de Manuel Alegre (Em momentos como este, penso como seria ter este poeta como presidente do povo português? Pelo menos palavras teria. Já seria alguma coisa.)


Quando abrires o armário tem cuidado
mais que versos falhados cartões melancolia
pode sair de repente o que não esperas
aquela cujo sol de um outro tempo
quando olha para ti ainda te mata.
Por isso tem cuidado: não abras as gavetas
talvez Deus esteja escondido
ao lado do retrato da primeira comunhão.
Não abras: pode soltar-se
o espírito
podem sair os mortos todos
as bruxas o diabo as cartas o destino
e aquela parte da tua vida que não cabe
não cabe em nenhum verso.
E se o bafo soprar?
Não abras
não abras as gavetas.
Pode sair a tua guerra
os aerogramas
as cartas escritas da cadeia
o amor o tempo as emboscadas
as longas noites de interrogatório
e também os duzentos metros livres
uma tarde de glória na Praia das Maçãs.
Este no pódio és tu.
Não queiras ver.
O que passou passou e não passou.
Deixa ficar o sol fechado no armário
o sol e a vida
não só poemas cadernos e retratos
mas também lâminas um pincel de barba
um pente
os pequenos nadas do teu quotidiano
antes do salto.
Tão inúteis agora.
Ninguém regressa à vida interrompida
mesmo que por dentro do armário
bata por vezes um coração.
Tem cuidado ao abri-lo.
Pode sair o que nunca imaginaste
um pedaço de Deus em papéis velhos
uma foto esmaecida
um amor rasgado
sabe-se lá o quê.
Alguém que não conheces
alguém que não sabes quem
alguém que aponta o teu retrato
e de repente diz: Ninguém.

La sombra de la mariquita del Puente de Coria






















En un puente sobre ningún río y que la historia hizo perder la necesidad de unir (sea lo que sea), me he cruzado con esta mariquita, diminuta, pequeña, sin ser microscópica, pero que me enseñó que la naturaleza de la sombra... ni que haga falta usar un objetivo macro.  

"Tu Bebito", El embarazo, paso a paso... (Para los que está pensando ser papás) - Miguel Brieva


































Una vez más, cortesía de nuestro buen amigo Pedro L. Cuadrado. !Qué ojo tienes para estas cosas hombre!

Bifanas (de Vendas Novas) e Francesinhas (à moda do Porto) no curso REALCE B2 de Língua e Cultura Portuguesa de Valencia de Alcántara


E assim foi, no dia 16 de março, que o grupo do curso REALCE B2 (promovido pelo CPR de Brozas) e alguns amigos do IES Loustau-Valverde de Valencia de Alcántara participaram na aula prática de “Comida Rápida” portuguesa.
Após uma “Viagem pela Gastronomia Portuguesa”, antecedida pela “Voz” da poesia lusófona, o grupo pôs mão à obra e confeccionou umas belíssimas “Bifanas” (de Vendas Novas) e umas contundentes “Francesinhas” à moda do Porto. Este sabor típico de Portugal foi trazido na teoria pelo professor do curso, mas a prática só foi possível graças à presença de Elsa Lopes que, com o seu “jeitinho para a cozinha”, foi a grande responsável pela transmissão destes conhecimentos.
Mas a confecção por parte do grupo foi digna destas iguarias típicas que conheceram solo “extremeño”, num ambiente que já é tradição em Valencia de Alcántara.
Sem dúvida, uma actividade que valeu a pena! Por tudo! Quando se está entre amigos já se sabe!  






Foto do jornal Público: "Garrett McNamara na Nazaré 2013"

A maior onda jamais surfada... "A fucking tsunami... under the board". "Right here" na terra das varinas de 7 saias...

sexta-feira, março 15, 2013

"E Tudo Era Possível" - Ruy BELO

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido.

Chegava o mês de Maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não sei dizer

Só sei que tinha o poder de uma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só dizer

quarta-feira, março 13, 2013

Conclave dos Segredos

Seguindo com muita atenção o Conclave dos Segredos uma outra forma de fazer um Conclave :)

Habemus Papam (10 MESSIas)

Vários séculos não foram nada.
Gardel fuma um cigarro vestido de branco e
Dançam, negros, tango em bons ares.
Comungam
Na praça, no estádio mais humano que nunca,
Finta os flashs
Uma sotaina de sorteio de liga de campeões,
Alva, alva, cómoda (ou não?) busca
um hat-trick domingueiro de terços e dezenas,
De cálices últimos e de ceias primeiras
(de Cardeais e Júlio Dantas)…  
cruzes no totobola
(1X2)
MESSIas da cantera da companhia de J.C.,
Da “masia” de Loyola,
O 10 do Futebol Clube Vaticano saiu do banco do conclave,
O santo árbitro levanta letras led e Francisco I entra, benzendo-se (corretamente),
em nome do seu pai,
do filho do pai,
e do espírito do pai 
nas quatro linhas.
Poliglota sem aquecimento prévio. Vogais à trave, consoantes fora…
Remontará esta segunda parte da grande partida da cristandade?
Do outro lado do campo, ortodoxo, musculado, rígido, tem um Cristiano.
Com artes de Mouro (que opta pelo diminutivo) devoto de futebol, nada de fado, e Fátima.
E Deus? De que lado está Deus?
Por amor de Deus!
Todos sabemos que é brasileiro.

Sierra de Gata, nevada, a lo lejos... mientras la catedral de Coria la contempla, no olvidando su estatuto de diócesis

Hace dos semanas, el frío se hacía evidente en el blanco manto que cubría la sierra de Gata.
El paisaje se congeló dentro de mi camera.

Stop, mirar siempre a ambos lados

No te distraigas.
Como decía mi tío:
"Mientras miras, muchas veces, simplemente, no ves".
Lo quiero recordar así, pero la realidad de su expresión era:
"Mira, mira, quanto mais miras menos vê!"
Era un tío grande. Lo echo de menos...

terça-feira, março 12, 2013

...

Borroso mensaje de estos días de lluvia...
Eternidad por veces la confundo con inutilidad.

domingo, março 10, 2013

O Sol - Gonçalo M. Tavares


Na infância o sol era um companheiro mais alto,
Que aparecera primeiro no campo de futebol, e aí, parado,
Guardava as costas da baliza e a erva que se tornava quente.
Como se o sol fosse de facto um instrumento de cozinha,
Aperfeiçoado, antigo, mas instrumento, matéria
Que os meninos agarravam com os dedos e cuja
Intensidade podiam por vontade própria regular.
Por exemplo: quando a luz era excessiva
Os dedos protegiam os olhos. Outras vezes
O corpo parecia a conclusão
Natural, instintiva, do calor que vinha de cima:
Recebíamos o sol como o ponto final recebe
Uma frase. Fazia mais sol quando eu tinha seis anos
(quem o fazia?) ou com o tempo e o tédio
Me fui distraindo?

Gonçalo M. Tavares

(Cortesía de nuesto Pedro. Precioso, simplemente precioso).