sábado, abril 25, 2026

Conferencia: "António Lobo Antunes: El escritor perseguido por el Nobel"

24/IV/2026: Como siempre que lo acompaño, es un honor y una satisfacción (y también una grata responsabilidad) presentar al académico y al intelectual Antonio Sáez Delgado, como lo fue ayer, en una brillante conferencia sobre uno de los grandes de la literatura occidental: el recién fallecido Antonio Lobo Antunes.
Gracias a Antonio y a Iván por querer contar con mi compañía en este acto del Ateneo de Badajoz, que tanto honra a su sección de estudios ibéricos y a nuestra ciudad. 
(En mi cronología vital, me parece que hoy, más que nunca, hay que reivindicar la cultura como resistencia a la barbarie.)
24/IV/2026: Como sempre que o acompanho, é uma honra e uma satisfação (e também uma grata responsabilidade) apresentar o académico e o intelectual Antonio Sáez Delgado, como o foi ontem, numa brilhante conferência sobre um dos grandes da literatura ocidental: o recentemente falecido Antonio Lobo Antunes.
Obrigado ao Antonio e ao Iván por quererem contar com a minha companhia neste ato do Ateneo de Badajoz, que tanto honra a sua secção de estudos ibéricos e a nossa cidade. 
(Na minha cronologia vital, parece-me que hoje, mais do que nunca, é preciso reivindicar a cultura como resistência à barbárie.)

25 de Abril Sempre!

25/IV/2026: Pelos meus avós, pelos meus pais, tios e madrinha; pelos meus filhos, sobrinhos, alunos e todas as futuras gerações... O 25 de Abril é um dos mais belos atrevimentos da história da humanidade e, graças a ele, pude atrever-me a estudar e a tentar realizar-me como pessoa em democracia. Se desejar uma sociedade em que é possível encontrar "em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade" é considerado uma coisa de "perdedor" ("loser", como diz um mau ser humano chamado Trump ou afins), eu quero ser um grande perdedor. Pelo menos, poderei honrar o sacrifício que muitos dos meus fizeram por mim e por outros... e, muito importante (apesar de uma certa preocupação), deitar-me com a consciência tranquila na almofada. 25 de Abril sempre! Fascismos (sejam como forem), nunca mais!
25/IV/2026: Por mis abuelos, por mis padres, tíos y madrina; por mis hijos, sobrinos, alumnos y todas las generaciones futuras... El 25 de Abril es uno de los más bellos atrevimientos de la historia de la humanidad y, gracias a él, pude atreverme a estudiar y a intentar realizarme como persona en democracia. Si desear una sociedad en la que es posible encontrar "en cada esquina un amigo, en cada rostro igualdad" se considera algo de “perdedor” (“loser”, como dice un mal ser humano llamado Trump o afines), yo quiero ser un gran perdedor. Al menos, podré honrar el sacrificio que muchos de los míos hicieron por mí y por otros... y, muy importante (a pesar de cierta preocupación), acostarme con la conciencia tranquila en la almohada. ¡25 de Abril siempre! Fascismos (sean como sean), nunca más.

quinta-feira, abril 23, 2026

Se tivesse a tua idade, gostaria de ser teu amigo...

23/IV/2026: Se tivesse a tua idade, gostaria de ser teu amigo, mas tive mais sorte (e responsabilidade), sou o teu pai. Ao nasceres neste dia, agradeço-te por me lembrares que os livros mais importantes são vocês: hoje tu e, noutros dias, os teus irmãos. Sei que, por enquanto, não lerás estas palavras, mas feliz aniversário, "etxe berri", a nossa "casa nova" onde o teu sorriso recebe tão bem.
23/IV/2026: Si tuviera tu edad, me gustaría ser tu amigo, pero tuve más suerte (y responsabilidad), soy tu padre. Al nacer en este día, te agradezco que me recuerdes que los libros más importantes sois vosotros: hoy tú y, en otros días, tus hermanos. Sé que, por ahora, no leerás estas palabras, pero feliz cumpleaños, "etxe berri", nuestra "casa nueva", donde tu sonrisa acoge tan bien.

terça-feira, abril 21, 2026

Un sentimiento poco común, perfectamente libre de toda utilidad.

17/IV/2026: Pienso: la neuroplasticidad depende en gran medida de las condiciones ambientales. Y me pregunto: ¿volvería a montar en skate si no fuera por mis hijos? ¿Volvería a hacer algo sin querer hacerlo bien, sino por el atrevimiento de hacerlo y, fundamentalmente, por el hecho de jugar?
Cada vez que me deslizo en un longboard, siento que también yo aprendo algo cuyo nombre no me interesa. Me deslizo en un sentimiento poco común, perfectamente libre de toda utilidad.
17/IV/2026: Penso: a neuroplasticidade depende em grande medida das condições ambientais. E pergunto-me: voltaria a andar de skate se não fosse pelos meus filhos? Voltaria a fazer algo sem querer fazê-lo bem, mas antes pelo atrevimento de o fazer e, fundamentalmente, pelo simples facto de brincar?
Cada vez que deslizo num longboard, sinto que também eu aprendo algo cujo nome não me interessa. Deslizo num sentimento raro, perfeitamente livre de qualquer utilidade. 

quinta-feira, abril 16, 2026

Um "memento mori" tão...

16/IV/2026 — Um "memento mori" tão implícito, tão próximo, que se dissolve na evidência e nos escapa, como se só pudesse vir de longe, de um Oriente que imaginamos mais sábio: “Faz com que cada dia seja importante, pois não sabemos o que nos traz o amanhã.”- Shinsuke Hosokawa
16/IV/2026 — Un "memento mori" tan implícito, tan cercano, que se disuelve en la evidencia y se nos escapa, como si solo pudiera venir de lejos, de un Oriente que imaginamos más sabio: “Haz que cada día sea importante, pues no sabemos qué nos depara el mañana.” - Shinsuke Hosokawa

quarta-feira, abril 15, 2026

"António Lobo Antunes, el escritor perseguido por el Nobel"

En el marco del 150 aniversario del Ateneo de Badajoz, la Sección de Estudios Ibéricos acoge una conferencia en torno a la figura del recientemente fallecido escritor, y “eterno candidato al Nobel”, António Lobo Antunes.
La sesión estará a cargo de Antonio Sáez Delgado, catedrático de la Universidad de Évora, traductor y un intelectual y mediador de excepción entre las literaturas portuguesa y española.
Tendré el privilegio de acompañarlo y presentar esta conferencia, en un diálogo que no solo revisita a un autor fundamental, sino que se interroga sobre cómo perdurará su obra.
No âmbito do 150.º aniversário do Ateneu de Badajoz, a Secção de Estudos Ibéricos promove uma conferência em torno da figura do recentemente falecido escritor, e “eterno candidato ao Nobel”, António Lobo Antunes.
A sessão estará a cargo de Antonio Sáez Delgado, catedrático da Universidade de Évora, tradutor e um intelectual e mediador de exceção entre as literaturas portuguesa e espanhola.
Terei o privilégio de o acompanhar e de apresentar esta conferência, num diálogo que não só revisita um autor fundamental, como também se interroga sobre como perdurará a sua obra.

terça-feira, abril 14, 2026

13/IV/2026

 13/IV/2026: A propósito de un debate que se va a celebrar entre un historiador y un político, recuerdo lo que escribió el joven filósofo Ryan Holiday (en la foto): "Desde siempre ha habido predicadores y místicos, políticos y gente de la farándula, emprendedores y comerciantes que han sabido jugar con las personas, convencerlas de que los asuntos complicados son sencillos y de que los asuntos sencillos son complicados, y de que ellos, los calumniados o incomprendidos, son los únicos que conocen la verdad".

Aquí tenemos un asunto serio tratado con rigor y una sencillez descomplicada que no engaña a nadie. Entonces, si no es una mentira…, será algo veraz y digno de tener en cuenta.

13/IV/2026: A propósito de um debate que se vai realizar entre um historiador e um político, recordo o que escreveu o jovem filósofo Ryan Holiday (na foto): "Desde sempre houve pregadores e místicos, políticos e gente do espectáculo, empreendedores e comerciantes que souberam jogar com as pessoas, convencê-las de que os assuntos complicados são simples e de que os assuntos simples são complicados, e de que eles, os caluniados ou incompreendidos, são os únicos que conhecem a verdade".

Aqui temos um assunto sério tratado com rigor e uma simplicidade descomplicada que não engana ninguém. Então, se não é uma mentira…, será algo veraz e digno de ter em conta.

Ryan Holiday


"Desafio Brecht" e "Prazeres" de Luis Leal

14/IV/2026 Em 2018 (ano peculiar na minha existência), a propósito da tradução de um poema de Bertolt Brecht e da publicação de uma crónica minha na “Mais Alentejo”, comecei a dinamizar, com alunos (e não só), aquilo a que chamei “Desafio Brecht”, fazendo jus ao poeta e dramaturgo alemão. As possibilidades são infinitas, prazenteiras e, sobretudo, líricas, permitindo aproximar, tanto quanto possível, alguém (muitas vezes que declara não gostar de poesia) de um momento despretensioso e tendencialmente gratuito (parecido a essa coisa tão subversiva e perigosa que é pensar).

Hoje, graças à tecnologia, foi possível ilustrar esses prazeres de antanho ao bom estilo do “Sushi de Kriptonita”, do ilustrador Daniel Kramer. O resultado final é algo que não faz mal a ninguém, e isso… está bem.

14/IV/2026: En 2018 (año peculiar en mi existencia), a propósito de la traducción de un poema de Bertolt Brecht y de la publicación de una crónica mía en Mais Alentejo, comencé a dinamizar, con alumnos (y no solo), aquello a lo que llamé “Desafío Brecht”, haciendo honor al poeta y dramaturgo alemán. Las posibilidades son infinitas, placenteras y, sobre todo, líricas, permitiendo acercar, en la medida de lo posible, a alguien (a menudo quien declara no gustarle la poesía) a un momento sin pretensiones y tendencialmente gratuito (parecido a esa cosa tan subversiva y peligrosa que es pensar).

Hoy, gracias a la tecnología, ha sido posible ilustrar esos placeres de antaño al estilo de “Sushi de Kriptonita”, del ilustrador Daniel Kramer. El resultado final es algo que no hace daño a nadie, y eso… está bien.





segunda-feira, abril 13, 2026

"António Ferro — Espírito em Movimento: Ensaios e Outros Textos"

É com grande satisfação que partilho a minha colaboração no volume "António Ferro — Espírito em Movimento: Ensaios e Outros Textos", coordenado pela minha caríssima Mafalda Ferro e dedicado ao seu avô, António Ferro, para mim uma das figuras mais fascinantes e complexas da cultura portuguesa do século XX.
Neste livro, participo com o artigo “António Ferro presente na 'vanguardia' espanhola pela mão de Ramón e Columbine”, onde procuro revisitar a dimensão vanguardista de Ferro, destacando as suas ligações ao contexto cultural espanhol e, em particular, às figuras de Ramón Gómez de la Serna e Carmen de Burgos. Trata-se de um contributo que dialoga com o meu trabalho de investigação sobre as relações culturais luso-hispânicas no primeiro terço do século XX. 
A obra reúne um conjunto diversificado de estudos e ensaios que permitem vislumbrar António Ferro para além das leituras mais cristalizadas no Salazarismo, revelando outra faceta de um “espírito em movimento”: inquieto, contraditório, vanguardista, e profundamente inscrito nas dinâmicas culturais e políticas do seu tempo. Fica o convite à leitura.

Es con gran satisfacción que comparto mi colaboración en el volumen "António Ferro — Espírito em Movimento: Ensaios e Outros Textos", coordinado por mi estimada Mafalda Ferro y dedicado a su abuelo, António Ferro, para mí una de las figuras más fascinantes y complejas de la cultura portuguesa del siglo XX.
En este libro participo con el artículo "António Ferro presente en la vanguardia española de la mano de Ramón y Columbine", en el que intento revisitar la dimensión vanguardista de Ferro, destacando sus vínculos con el contexto cultural español y, en particular, con las figuras de Ramón Gómez de la Serna y Carmen de Burgos. Se trata de una contribución que dialoga con mi trabajo de investigación sobre las relaciones culturales luso-hispánicas en el primer tercio del siglo XX.
La obra reúne un conjunto diverso de estudios y ensayos que permiten vislumbrar a António Ferro más allá de las lecturas más cristalizadas en el salazarismo, revelando otra faceta de un "espíritu en movimiento": inquieto, contradictorio, vanguardista y profundamente inscrito en las dinámicas culturales y políticas de su tiempo. Queda hecha la invitación a la lectura.