19/IX/2026: Nunca tinha sido nomeado para um prémio, mas também nunca tinha perdido um prémio. Assim foi como vivi esta Gala dos Prémios Alentejo 2026, bem vestido, ainda melhor acompanhado, sentado, calmo, a ver gente ser nomeada e alguns subirem ao palco para serem laureados. Quando ouvi o meu nome, os meus rins sentiram um pico de adrenalina que rapidamente se dissipou pelo resto do corpo até chegar aos meus pés, bem assentes na terra.
Com mais ou menos literatura, com ou sem prémios, este serão foi de reconhecimento da alma alentejana que tantos partilhamos e que, em alguns casos, incluindo o meu, atinge uma dimensão ibérica, havendo mesmo uns poucos em que esse carácter transatlântico alcança uma grandeza ibero-americana.
Há anos que vejo e participo neste evento de um projeto jornalístico que me dá voz, e penso no seu diretor, António Sancho (uma personagem que, se não existisse, teria de ser inventada), e em como esta pessoa tem tido a capacidade e o poder de convocatória para dignificar o Alentejo de uma maneira que muitos políticos e instituições, com meios para tal, nunca conseguiram e que me parece que jamais conseguirão.
19/IX/2026: Nunca había sido nominado a un premio, pero tampoco nunca había perdido un premio. Así fue como viví esta Gala de los Premios Alentejo 2026, bien vestido, aún mejor acompañado, sentado, tranquilo, viendo cómo nominaban a gente y cómo algunos subían al escenario para ser galardonados. Cuando escuché mi nombre, mis riñones sintieron un pico de adrenalina que rápidamente se disipó por el resto del cuerpo hasta llegar a mis pies, bien asentados en la tierra.
Con más o menos literatura, con o sin premios, esta velada fue un reconocimiento del alma alentejana que tantos compartimos y que, en algunos casos, incluido el mío, alcanza una dimensión ibérica, habiendo incluso unos pocos en los que ese carácter transatlántico adquiere una grandeza iberoamericana.
Hace años que veo y participo en este evento de un proyecto periodístico que me da voz, y pienso en su director, António Sancho (un personaje que, de no existir, habría que inventarlo), y en cómo esta persona ha tenido la capacidad y el poder de convocatoria para dignificar el Alentejo de una manera que muchos políticos e instituciones, contando con medios para ello, nunca han conseguido y que me parece que jamás conseguirán.
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