Foi o meu avô, o “Ti João” para os amigos, que me introduziu na dependência alentejana das navalhas. Esta é a sua, que guardo religiosamente.
Usar navalha, verdade que é um canivete suíço e não a negra e oxidada lâmina tradicional, faz-me sentir “desenrascado” (talvez a palavra que mais gosto da língua portuguesa), quem sabe, até mesmo, um espírito à “la MacGuyver” que, com uma “naifa”, fita isoladora, uns elásticos e uns clips, livrava o mundo de terroristas e malfeitores.
Na realidade, isto não passa de uma divagação solitária, fora de horas, que me fez lembrar que já que tens a montanha no teu caminho e não a podes escalar, aprende a contorná-la…
131 anos por esses carris e travessas de história não foram argumento suficiente. O ramal de Cáceres foi suprimido no primeiro e derradeiro dia de Fevereiro. Para trás ficou o eco serrano da indignação popular e autarquias do norte alentejano que pouco, na realidade nada, pôde fazer contra a posição impassível da CP.
Por este ramal passava o serviço regional, um comboio fundamental para estas localidades da raia, numa velocidade que nada tem a ver com as siglas do TGV, no entanto bastante digna dos locais que percorria até à sua final entrada em território espanhol.
Este itinerário entra em Espanha através do Parque Natural da Serra de S. Mamede, deixando para trás localidades tão belas como Castelo de Vide e Marvão, servido pela última estação lusa da Beirã, e enclave fronteiriço com a estação espanhola de Valencia de Alcántara.
Como antes referi, os números não foram significativos para a CP, argumentando que a média diária de três passageiros não justificava o serviço. Houvera já há escassos anos um prenúncio da morte desta linha férrea, durante os meses de inactividade para uma suposta melhoria na via, mas será que o património cultural, histórico e humano não poderiam ser uma mais-valia ater em conta? Um argumento a considerar e a potenciar pelos Caminhos de Ferro Portugueses? Utilizando e explorando as característica e especificidades dos vários ramais implementados desde o século XIX em Portugal?
Claro que não. Se o mesmo aconteceu com a mediática linha do Tua (em pleno Douro, património mundial vinhateiro), como é que o sotaque do norte Alentejo se faria ouvir? Ainda por cima no despovoado distrito de Portalegre?! Sem dúvida é, e será sempre, mais fácil suprimir que correr o risco de solucionar.
Ao poder central é-lhe efectivamente indiferente o que se passa nesta região. Quer lá saber que por esta ferrovia, durante anos, passaram vidas, negócios e histórias às quais esta indiferença votou, de maneira economicista, a “reles” memória de quem por lá, literalmente, resiste. O prejuízo não está nos cofres da CP, está no descontentamento desta região que acena desde o alto da serra ao país vizinho.
Tenho a certeza que se o Capitão Salgueiro Maia estivesse entre nós - um homem de princípios e moral, como a história atestou num ideal puro, desinteressado e apolítico da Revolução dos Cravos -, estaria na frente do protesto, no grito da indignação, ao ver a sua região natal e o ramal da sua vida, no qual o seu pai trabalhou, continuando saudoso numa reminiscência ainda viva entre habitantes, ex-funcionários da CP e, mesmo, da RENFE espanhola, caírem no esquecimento de lucros a apresentar em reuniões de conselhos de gerência.
Será que se tem em conta que por esta linha ainda passa um comboio diário fundamental na acessibilidade ferroviária ibérica? Será que o “Lusitânia Comboio Hotel” também está votado às mesmas medidas? Se já se pondera o mesmo para o “SudExpress”… não seria uma surpresa certamente.
Enfim, utilizando linguagem ferroviária, só o futuro sabe se os nossos decisores continuarão a optar pela bitola mais fácil e comum, a da supressão…
Há uma boa expressão idiomática portuguesa que diz: “Quem não se sente, não é filho de boa gente!”. Na realidade, a sabedoria popular está repleta de este tipo de provérbios que se adequam a alguns aspectos da realidade que nos rodeia.
Na realidade espanhola de certeza que existe uma expressão análoga a esta, ainda que diferente na sua forma, mas com um sentido idêntico. Poderia perfeitamente ser abordada nos meios de comunicação para ilustrar o que se tem passado nos campos de futebol por onde a equipa de Cristiano Ronaldo e José Mourinho passa.
Todos sabemos que o mundo do futebol, e dos clubismos (rima com fanatismos), pouco tem de racional, estando sempre o emocional ao rubro. Também todos sabemos que estes dois digníssimos portugueses não reúnem consenso, nem adoptam posturas unânimes em termos de atitude, mas nada justifica os brados de fúria, ódio e morte que ecoam das bancadas repletas de “hinchas” que nos remetem para um racismo acéfalo e demagógico típico, mas que insiste em perpetuar-se ao longo dos anos.
Há escassos minutos terminou um jogo da 2ª volta para a “Copa del Rey”, um derby entre o Atlético de Madrid e o eterno rival Real. O mesmo terminou com um golo português para o Real Madrid e com a eliminatória ganha para os merengues. Até aí nada de especial, apenas desporto.
Mas este jogo ficou marcado por insultos da parte dos “Colchoneros” a José Mourinho (“¡Muérete Mourinho!”) e a CR7 (“¡Ese português, hijo p… es!”). Não podemos deixar de salientar que os lesados, muitas vezes, também incentivam os impropérios, alegando mais motivação. É triste e pouco digno de ambas as partes.
Primeiro, a “afición” do Atlético apupa e insulta o treinador e o avançado utilizando a sua nacionalidade, esquecendo-se que em campo tem um elemento inquestionável como Tiago. Também não se lembra que até há pouco Simão suara com dignidade a camisola “colchonera” e que fora um tal de Paulo Futre que marcara o derradeiro golo que deu a última “Copa del Rey”! Sem esquecer que Futre, para além de símbolo do clube, foi director desportivo… Enfim, incongruências perigosíssimas típicas da xenofobia.
Há uns anos, Luís Figo foi alvo do ódio “culé” dos barcelonistas, apelidado de “pesetero”, teve até direito a lançamentos de cabeças de porco no Camp Nou, mas não me parece que seja nada de especial comparado ao que se vê ultimamente nos relvados da liga espanhola.
O futebol em Espanha, em todas as ligas e divisões, gera cerca de 2% do PIB espanhol, o que evidencia a sua real importância, que vai bem além da teoria do “pão e do circo”, sendo ainda a sua influência mais determinante na mundivisão do país vizinho.
Federações, clubes e governos deveriam prestar mais atenção a estes fenómenos que, apesar de muita gente não se dar conta, influencia nas nossas relações transfronteiriças que nos últimos anos têm posto frente a frente Portugal e Espanha, contrariando a secular tendência de estar de costas voltadas para os vizinhos do outro lado da fronteira.
Motes como “Ese português, hijo p… es” podem começar a extrapolar as linhas dos relvados e a influenciar a imagem que “nuestros hermanos” têm de nós. Não é difícil, e não sei mesmo se isso não está já a acontecer.
Felizmente Portugal não se resume a chuteiras com estilo e blocos de notas futebolísticas sisudos!
Já lá vai 2010, está velho e decrépito, dando o último suspiro hoje dia 31 de Dezembro. Amanhã nascerá um novo ano, mas já velho em previsões e expectativas, pressionado ainda no ventre do calendário por mercados e por défices... Nascerá com cortes de apoios e investimentos, mas com aumentos (bem camuflados) da despesa de que nos governa...
Mais do mesmo, dizem alguns, outros, é preciso que tudo mude para que se mantenha tudo igual... Cá para mim, "que sou barbeiro", prosaico e sem sentido do politicamente correcto, apenas desejo que quem propõe medidas de austeridade a quem já nela vive, que alimente e vista uma família com o ordenado mínimo por si estipulado, estude com as mesmas oportunidades que estudam aqueles que se deslocam dezenas de quilómetros para os mega-agrupamentos, e tenham a assistência médica feudal e de taxa moderadora... poder-me-ia lembrar de mais umas quantas coisas, mas não quero. Prefiro pensar na ganância tacanha do Tio Patinhas e rir-me dumas vinhetas de bd, do que começar o ano com vontade de cuspir na cara de alguns gananciosos opulentos que nos vêm para aí falar de fome... Sem vergonhas!
À beira do Tejo, vislumbrando uma ponte com nome de liberdade e uma estátua do Messias de braços abertos, só me ocorreu esta frase... que voou até aqui com o temporal que começava a fazer-se sentir.
O nosso Alentejo tem sido alvo de inúmeros estudos sociológicos que têm por base este "néctar" dedicado desde a antiguidade clássica a Dionísio.
Este pequeno livro é um excelente retrato antropológico que se lê de uma assentada da relação que o povo alentejano tem com esta bebida que caracteriza muito do seu estado de espírito que, quase sempre, está na base do esterótipo do que é ser e viver nestas terras além do Tejo.
Foi uma excelente prenda de um grande amigo, ele próprio um apreciador do tema, que "escorregou" bastante bem ao longo destas linhas...
A cantora norte-americana soul e R&B Teena Marie morreu no domingo durante o sono, aos 54 anos, em Pasadena, nos Estados Unidos, revelou a imprensa local.
Conhecida como «Lady T» e «Rainha de marfim do soul», Teena Marie foi uma das poucas cantoras brancas a ter êxito e a ser respeitada no soul e R&B, com temas como «I Need Your Lovin`», «Lovergirl». Teena Marie gravou ainda um tema, «Portuguese Love», com referência a Portugal. Com Rick James, um dos pioneiros do funk e que Teena Marie considerava um mentor, gravou o álbum «Wild and Peaceful», em 1979, pela mítica editora Motown. O disco não tinha a sua imagem na capa, o que levou a que muitos na comunidade afro-americana pensassem que fosse negra. Em 1982 desvinculou-se e processou a Motown, num caso que fez jurisprudência na indústria discográfica, já que a partir do caso de Teena Marie as editoras deixaram de poder manter um artista sem editar música. Ao longo da carreira, Teena Marie ficou conhecida por outros temas como «I`m a Sucker For Your Love», «Cassanova Brown» e «Fire and Desire», um dueto com Rick James. Em 2009, depois de uma luta contra a dependência de medicamentos, Teena Marie andou em digressão com o álbum «Congo Square». De acordo com a polícia, Teena Marie morreu aparentemente de causas naturais, durante o sono. Diário Digital / Lusa
"Portuguese Love"
Hey, baby, how you doin'
Wow, huh, it's really been a long time
You know
Remember that night
You remember On a starry winter night in Portugal
Where the ocean kissed the southern shore
There a dream I never thought would come to pass
Came and went like time spent through and hourglass You made love to me like fire and rain
Ooh, you know you've got to be a hurricane
Killing me with kisses, oh, so subtly
You make love forever, baby
You make love forever I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese Harbor nights, we made love till the morning star
Then you crooned a song to me on your guitar
Was it so familiar calling soft my name (Teena)
Sunlight dancing slowly through loves window panes And you made love to me like sugar and spice
Hush my broken heart, this must be paradise
Killing me with kisses, oh, so tenderly
You make love forever, baby
You make love forever I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese Amore Portuguese
Say you love me, baby
Amore Portuguese
Say you love me, baby Yo quiero a la ser amor
A feeling too hard to ignore
Say amore Portuguese
You've got to say you love me You knew that you felt good to me, oh, baby, oh
From the first kiss to the last I'm trembling
You made love to me like no other man
And if you please I'd like to go back there again
Killing me with kisses, oh, so tenderly
You make love like, wee
You make love forever I ain't gonna let you go that easy
You've got to say you love me too
I ain't gonna let you go that easy
I'm gonna give it all to you Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese love
Won't you say it to me, say it to me, say you love me, baby
Portuguese love Amore, amore Portuguese
Aye, say you love me (Portuguese love)
Amore, amore Portuguese
Aye, baby, aye, aye Portuguese love Amore, amore Portuguese
Say, say, baby, aye, aye, hey, hey (Portuguese love)
Portuguese amore, amore Portuguese
Say, say, say aye, say aye, aye, aye, hee Portuguese love
Portuguese love
Portuguese love
Portuguese love
Portuguese love
Portuguese love
Portuguese love Love me
Say you love me
Love, love me (I love you)
Portuguese amore
Say you love me, say, say
Say you love me, baby You know what I'm sayin', baby
Maybe that will express what I've been going through (I love you)
Sempre existiu, e existirá, um mercado para o saudosismo e para a nostalgia. Nem seque vale a pena dissertar muito sobre o tema porque em todo lado, todas as gerações, olham para o passado com um misto de saudade e busca de um tempo já perdido cronologicamente...
Este livro, baseado no programa de rádio homónimo (na Comercial), é um exemplo dessa nostalgia, mas com humor, longe desses sentimentos saudosistas que caracterizam muitos movimentos revivalistas. Para dizer a verdade, é uma nostalgia baseada no ridículo das nossas existências nessa época... e que felicidade podemos encontrar nessa capacidade de nos rirmos de nós próprios!
Esta foi uma prenda que o Natal me trouxe e mentir-vos-ia se dissesse que não me sinto um "cromo" dessa caderneta. Na realidade, eu, e quase todos os membros dos "senderos" (melhor, todos!), somos uns valentes cromos! Claro que uns mais discretos que outros!
Uma literatura leve, daquelas que ultimamente ainda consigo ter tempo (ou arranjar) para assimilar umas linhas...
De Carlos do Carmo nem vale a pena falar, é um senhor cujo fado natural me fez gostar e estudar este género tão português, mas de Bernardo Sassetti creio que merece a pena referir que foi há uma década que me cruzei com o seu teclar "jazzistico" ainda no "Carlos Barreto Trio". Digamos que, apesar do ambiente de "ópera" que o teatro Garcia de Resende de Évora tem, as melodias de Sasseti em perfeita harmonia com o contrabaixo de Barreto ficaram na minha memória acústica.
Desde então tenho acompanhado, à distância mas com atenção, a carreira deste pianista, desde a sua parceria com Mário Laginha (outro virtuoso das teclas) até à banda sonora do filme de Marco Martins, "Alice".
Agora outra grande parceria... este é um daqueles discos que merecem a pena estar na nossa "discoteca caseira"...
Eis algumas das canções presentes no disco:
Gracias a la Vida (Violeta Parra);
Avec Le Temps (Léo Ferré);
Lisboa que Amanhece (Sérgio Godinho);
O Sol (popular);
Porto Sentido (Carlos Tê / Rui Veloso);
Cantigas do Maio (José Afonso).
Gosto particularmente desta última do Zeca, inesgotável a sua obra será para sempre...
Como diz o Marco Horácio: "Neste Natal quis comprar-te Uma Prenda de Mil Encantos, Mas levas só com esta mensagem E agradece ao Teixeira dos Santos!"
Mesmo com a hipocrisia inerente a estas efemérides, porque razão é que não tentamos ser melhores pessoas, nem que seja uma vez ao ano, para fazer a vontade ao calendário?
O Dio, para alguns um verdadeiro "Dios" do Metal (remeto-vos para o filme "Tenacious D - Rock dos Infernos" com o Jack Black), morreu este ano, vítima de um cancro no estômago, mas deixou para a posteridade alguns clássicos do Heavy Metal, como este "Rainbow in the Dark" que, ultimamente, tem ecoado na minha cabeça...
Fica este video, com a pinta característica da época, de 1983...
"Pasaste a mi lado, con gran indiferencia
Tus ojos ni siquiera, voltearon hacia mi
Te vi sin que me vieras, te hable sin que me oyeras
Y toda mi amargura, se ahogó dentro de mi.
Me duele, hasta la vida,
Saber, que me olvidaste
Pensar, que ni desprecios
Merezca yo de ti.....
Y sin embargo sigues, unida a mi existencia
y si vivo cien años, cien años pienso en ti.
Pasaste a mi lado, con gran indiferencia
Tus ojos ni siquiera, voltearon hacia mi
Te vi sin que me vieras, te hable sin que me oyeras
Y toda mi amargura se ahogó dentro de mi.
Me duele, hasta la vida
Saber, que me olvidaste
Pensar, que ni desprecios
Merezca yo de ti.....
Y sin embargo sigues, unida a mi existencia
y si vivo cien años, cien años pienso en ti".
2010 tem sido um ano marcante na minha vida. Têm sido tantos os motivos para que este ano fique para sempre marcado na minha memória que não os poderia aqui enumerar.
É já amanhã o aniversário (CENTENÁRIO!!!) do meu Tio António! Este meu tio, oriundo de Ansião, concelho de Pombal, distrito de Leiria, veio para o Alentejo onde marcou (e marca) a vida de muita gente. O mais interessante é que o meu tio, apesar do 100 anos, continua com uma lucidez e memória digna da sua longevidade...
A vida não me possibilitou abraçar a minha Tia Joana (e só Deus sabe como gostaria...), mas deu-me uma segunda oportunidade com o meu tio do coração, o meu Tio António que foi, e será, sempre, um dos meus exemplos de vida!
Parabéns Tio, obrigado por me ter ajudado a crescer e por ser um exemplo para todos nós!
Como podia saber que vivia
num lugar tão distante
e numa casa tão grande?
Que a mãe me falava
de debaixo da terra,
e que o seu rosto era
uma sombra passada
sobre mim debruçada?
Que o seu nome me chamava
e eu já lá não estava,
porque tinha crescido
e porque tudo crescera comigo:
a casa, o quarto, os livros,
até o céu crescera
e se afastava;
e que eu próprio era
uma recordação
de que já mal me lembrava?
"Ser pai é na verdade aquilo que de mais importante nos pode acontecer na vida. Ver nascer uma criança que é sangue do nosso sangue ,muda-nos a vida e aumenta-nos as responsabilidades pois o seu futuro depende em muito daquilo que lhe ensinarmos pela vida fora e o futuro deste mundo estará nas mãos daqueles que nasceram hoje. Por mais que se tente imaginar como será o momento do nascimento de um filho nunca nos passa pela cabeça o “cocktail” de emoções que realmente se sente naquele momento. " Foram estas algumas palavras que escrevi neste mesmo Blog dias após o nascimento do meu primeiro filho o Bernardo. Penso que neste dia ao leres estas palavras já depois de seres pai pela primeira vez as irás interpretar de uma maneira completamente diferenta de á quatro anos atrás. Amigo Luis muitos parabéns muitas felicidades e acima de tudo muita saude para ti para a tua esposa e para o Santiago.. Ser pai é.....
O cinema brasileiro tem afirmado a sua qualidade cm temas que para mim por vezes são demasiado recorrentes. É o caso da situação social de muitos habitantes das famigeradas favelas. No entanto, há casos de filmes que se afirmam para além dessa condição e são autênticas obras de referência. É o caso deste filme de 2002, baseado numa história real, que traz para o grande ecrã um caso excepcional de desenvolvimento comunitário, a criação, bem polémica e contestada, da "Rádio Favela".
Neste filme são abordados temas que vão para além da violência real exportada por filmes como "Tropa de Elite I e II", "Carandiru", ou a tão famosa obra de Fernando Meireles, "Cidade de Deus". Como fã confesso que sou da rádio, foi um prazer conhecer esta história que mostra o outro lado desta realidade, infelizmente tão bem conhecida no Brasil, tal como o dinamismo da gente do morro e a denúncia de uma sociedade que a muitos não convém mudar.
Sem dúvida, um excelente filme sem aquele tom do desgraçado que teve o azar de nascer aqui ou ali, algo que é bem justificado com as condutas e histórias de vida de Jorge, Ezequiel, Brau e Roque! Vai mais além disso e merece a nossa atenção. Como o slogan do filme: "Do morro para o mundo!".
My child arrived just the other day;
Came to the world in the usually way
But there were planes to catch and bills to pay.
He learned to walk while I was away.
He was talkin' 'fore I knew it.
And as he grew he said,
"I'm gonna be like you, Dad.
You know I'm gonna be like you."
Chorus :
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
"When you comin' home ?"
"Son, I don't know when.
We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
Well, my son turned ten just the other day.
He said , "Thanks for the ball, Dad. Come on, let's play.
Could you teach me to throw ?" I said, "Not today.
I got a lot to do." He said, "That's okay."
And he walked away and he smiled and he said,
"You know,
I'm gonna be like him, yeah.
You know I'm gonna be like him."
Chorus
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
"I'm proud of you. Could you sit for a while ?"
He shook his head and he said with a smile,
"What I'd really like, Dad, is to borrow the car keys.
See you later. Can I have them please ?"
Chorus :
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
"When you comin home, Son ?"
"I don't know when.
We'll get together then.
You know we'll have a good time then."
I've long since retired, my son's moved away.
I called him up just the other day.
"I'd like to see you, if you dont mind."
He said, "I'd love to, Dad, if I could find the time.
You see my new job's a hassle and the kids have the flu,
But it's sure nice talkin' to you, Dad.
It's been sure nice talkin' to you."
And as I hung up the phone it occurred to me,
He'd grown up just like me.
My boy was just like me.