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terça-feira, abril 09, 2019

Montijo, 9/IV/2019

Faço questão de apanhar o barco até ao Cais do Sodré. Há anos que não o faço e, já que hoje até tenho disponibilidade, por que não tentar encontrar um pouco da minha ingenuidade provinciana entre o dia-a-dia dos que trabalham na capital?
Muito mudou desde a última vez que cruzei o Tejo de cacilheiro até Lisboa. Apercebo-me que falamos de, para aí, uns bons quinze anos.
É Abril e está frio para este mês que o T.S. Eliot chamou o mais cruel de todo o calendário. Não estou de acordo com ele. Abril é o mês em que aprendi a ver esperança no erguer de uma flor, porém, isso não interessa para aqui.
Crueldade só vejo no desequilibrio que por aqui encontro em cada passo que dou. Poderia dizer que tropeço em turistas, mas estaria a mentir. Há muitos, mas quem quiser olhar para outros sítios, ainda há muito que descobrir. Basta que deixemos de lado os óculos da massificação.
Crueldade vejo nestes ministérios, com fachadas de mármore dum Portugal profundo do qual os políticos fazem com que a capital só extraia e não distribua.
Vejo que, a reboque dum poeta que traduzi, com estima, venho a Lisboa falar de poesia e não me apetece.
Apetece-me dizer a todos estes homens e mulheres que a cultura só tem capitais porque o dinheiro ou o poder de uns quantos assim o decide.
Logo voltarei para casa. Apanharei o barco e conduzirei para casa, para o outro lado da fronteira, mas estive na capital, estive em Portugal, mesmo que só me identifique com a sua paisagem.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

"A Semente na Neve" em "Agitación y Cultura"

Afortunadamente en Extremadura el legado y la obra de Ángel Campos Pámpano persiste. La antología de Suso Díaz “El vuelo da la memoria”, dedicada al poeta, y la publicación bilingüe de “La semilla en la nieve” son testigo de eso. Así como este programa radiofónico de Olga Ayuso, nuestra divulgadora cultural por excelencia, con quien, junto a Suso, tuve el placer de dialogar.
Me gustaría que “A Semente na Neve” germinase en el país en que nací. La Editora Regional de Extremadura la plantó, puede que los divulgadores culturales de Portugal la ayuden a desabrochar en los lectores de poesía en portugués...
Gracias Olga (y equipo del “Agitación y Cultura”). “Casualmente” también divulgáis el festival “Terras sem Sombra” que tanto aprecio.

Felizmente na Extremadura o legado e a obra de Ángel Campos Pámpano persiste. A antologia de Suso Díaz “El vuelo da la memoria”, dedicada ao poeta, e a publicação bilingue de “La semilla en la nieve” são testemunha disso. Assim como este programa radiofónico de Olga Ayuso, a nossa divulgadora cultural por excelência, com quem, junto de Suso, tive o prazer de dialogar.
Gostaria que “A Semente na Neve” germinasse no país em que nasci. A “Editora Regional de Extremadura” plantou-a, pode ser que os divulgadores culturais de Portugal a ajudem a desabrochar nos leitores de poesia em português...
Obrigado Olga (e à equipa do “Agitación y Cultura”). “Casualmente” também divulgam o festival “Terras sem Sombra” que tanto aprecio.


"A Semente na Neve" em "Agitación y Cultura"