quarta-feira, outubro 08, 2008

"Os Peregrinos Sem Fé"


Este livro tem como fio condutor a tradição do caminho de Santiago. Duas personagens, duas épocas, o caminho e a "Eneida". Este autor não é um novato nas lides da literatura e, apesar de apenas conhecer esta obra, creio que se trata de um autor digno de figurar nas nossas estantes e nas nossas mesas-de-cabeceira durante uns tempos.

Leiam e vejam bem que há muitos peregrinos sem fé, mais do que pensamos…

terça-feira, outubro 07, 2008

Martes de Cineclub: 4 MESES, 3 SEMANAS, 2 DÍAS

Sinopsis

Otilia y Gabita comparten habitación en una residencia de estudiantes. Ambas van a la universidad en una pequeña ciudad de Rumanía durante los últimos días del comunismo. Otilia alquila una habitación en un hotel barato. Han quedado con un tal Sr. Bebe por la tarde. Gabita está embarazada, el aborto es ilegal y ninguna de las dos ha pasado por algo parecido antes.

4 MESES, 3 SEMANAS, 2 DÍAS forma parte de un proyecto más amplio titulado Relatos de la edad de oro, una historia subjetiva del comunismo en Rumanía contada mediante su leyenda urbana. El objetivo del proyecto es hablar de aquel periodo sin hacer referencias directas al comunismo, contando diferentes historias que enfoquen opciones personales en una era de infortunio en la que la gente tuvo que vivir como si fueran tiempos normales.

terça-feira, setembro 30, 2008

España, más corrupta que ayer...

O país da cunha

«Portugal é o país dos pequenos e médios favores. Fazem-se a troco de um qualquer outro, no futuro. Não vem de agora. São estes pequenos favores que criam teias de poder. Aquele poder subterrâneo que, como a economia subterrânea, vive paralelamente à sociedade. As cunhas e os favores fazem, há muito, parte da cultura nacional. Não começaram na CML nem no IPO.

Não começaram no tempo em que era quase sempre pertencer à União Nacional ou, antes, ao Partido Republicano, para conseguir um bom emprego. A "cultura do favor" nasceu, com a mesma típica bondade e desprendimento, com os portugueses dizem que "dão um jeito". A cultura da cunha é a do desenrasca, pelo qual somos elogiados em todo o mundo. A cunha é uma ilusão óptica: é o gesto pelo qual alguém acredita que vai receber algo de borla. O favor será sempre pago, com juros, ou com uma outra cunha, mais acima. Quem recebe, sempre pagará. Silenciosamente, é claro. A cunha e o favor tornaram-se os motores da nossa sociedade. Corroeram-na e, por isso, o rigor é algo que muitas vezes é impossível de pedir a alguém. Porque a sociedade portuguesa vive num equilíbrio de favores. Se um favor não for correspondido com outro, o país cairá, como um castelo de cartas. O país do favor é silencioso. Todos sabem, mas ninguém diz. E ninguém se sente incomodado por ter sido beneficiado por algum favor. Porque olham à volta e perguntam: quem é que não foi? O problema é que esta cultura necessita de ser erradicada. Para se criar um país decente


Fernando Sobral
[in Jornal de Negócios, 29.09.2008]

Genesis - "No son of Mine"

segunda-feira, setembro 29, 2008

Tropic Thunder: ¡Una guerra muy perra!


Tropic Thunder: ¡Una guerra muy perra! es una comedia dirigida y protagonizada por Ben Stiller que ha arrasado en la taquilla americana. Con el concurso de Jack Black y Robert Downey Jr., Stiller cuenta la historia de un grupo de actores que se traslada a las selvas del sudeste de Asia para rodar el film bélico más caro de la historia. Sus egos y sus manías, pues se juntan intérpretes prestigiosos con estrellas en decadencia, hace que los gastos se disparen. Pero el director se niega a cancelar el rodaje y se interna más en la jungla, con el resultado que la panda se encuentra con auténticos guerrilleros que desconociendo la actividad cinematográfica los toman por soldados de verdad, lo que les obliga a actuar en consecuencia.

Más que un contingente de actores muy conocidos (con "cameos" de Tom Cruise y Tobey Maguire), esta película es una crítica evidente al mundo del cine de Hollywood que va desde el ego de los actores, al seudointelectualismo de los directores y al egoísmo e hipocresía de los grandes productores. No cabe duda que es una película que va más allá de la simple comedia a que Stiller nos acostumbró. El personaje de Downey Jr. Es genial…

Mudos de Asombro II: Tesoros del Cine Escandinavo y Centroeuropeo (1920-1930)


Esta não é publicidade enganosa...

Esta não é uma publicidade qualquer! Para além do valor dos seus criativos, não se trata de uma publicidade enganosa (como já nos acostumámos!), é um produto verdadeiro, o amor. Amor esse que, de facto, não precisa de olhos para se manifestar...

quinta-feira, setembro 25, 2008

El cuerpo canta

El cuerpo canta;
la sangre aúlla;
la tierra charla;
la mar murmura;
el cielo calla y el hombre escucha.

Miguel de Unamuno

"O Medo"


Há já algum tempo que queria publicar esta fotografia no nosso blog, mas só agora encontrei o recorte de jornal. Mereceu um prémio "World Press Photo". Já está um pouco fora de época, mas vale a pena recordar o trabalho estupendo deste fotógrafo.

Late night posts... Velha Infância...

Tive vários mestres ao longo da minha vida. Ainda tenho e acredito que sempre terei, até que a minha aventura por este fascinante, e por vezes aterrador, mundo termine. Quase todos me marcaram, me ajudaram a crescer, a imitar o seu legado ou, simplesmente, a ignorá-lo. Quem disse que aqueles com os quais não nos identificamos não nos podem ensinar bastante? Creio que foi com esses que mais aprendi, principalmente a dizer uma das palavras mais difíceis na vida de um ser humano: não.

Mas não é sobre esse tipo de mestria que hoje aqui escrevo (quem sabe errado em linhas certas e formatadas informaticamente). Creio que cedo despertei para um dos meus principais prazeres, diria mesmo para uma dos meus vícios, a leitura. Era bastante criança quando, no pátio da minha infância, onde os tremoçais eram selvas imaginárias, cenário de batalhas militares (épicas mesmo, pelo menos no meu imaginário) infantis que me deram uma certa noção de bem, mal e, principalmente, de camaradagem (gosto mesmo desta palavra!), conheci o meu mais “pequeno” mestre. O “vizinho João”.

Vizinho porquê? Este termo já parece da idade média, pois na terra onde nasci é comum tratar as pessoas que vivem cerca de nós por vizinhos, algo que tende a desaparecer mas denotava muito respeito e afecto, pois de quem não se gosta nunca tem este título, quase à maneira do “sir” inglês, de “vizinho”.

João era vizinho da minha avó e, apesar de não viver aí, apropriei-me da sua vizinhança. Embora a nossa tenra idade, eu com menos de uma dezena e o meu irmão de sempre, o Rui, apenas cruzara essa fasquia há pouco tempo, fosse bem evidente, desfrutávamos bastante da companhia deste amigo, para quem o seu nanismo era inversamente proporcional à sua personalidade e bondade. Foram eternos os serões em que, apesar de nada saber desse “grande livro” que é o mundo, o “Vizinho João” nos educava para temas tão diversos que iam desde a história universal até ao eterno sofrimento benfiquista (curiosamente não havia nada de ordinarices e palavrões que sempre foram uma constante na minha vida). Sempre de igual para igual, com um respeito e maturidade que nenhum de nós tinha, mas, hoje, regressando a essas horas, a esses minutos, na sua companhia, não parece real… éramos demasiado novos. Como pudemos falar sobre tais temas? Eram serões de conversas e debates sobre um mundo que nem na escola sonhava que existia…

Para estas perguntas não existem respostas. Sinceramente a nossa infância não precisa de respostas, foi uma boa infância e o que é certo é que ambos, eu e o meu “mano” (o meu verdadeiro irmão, cujo código genético, apesar de diferente, será eternamente irmão), vivemos esses serões sentados num lancil de passeio humilde, num operário bairro, de um Alentejo que viverá em nós até ao derradeiro dia.

Não sei porque me recordei deste homem. Apenas estava aqui sentado e queria escrever… e ao escrever voltei a casa… voltei.

"Society"

Oh it's a mystery to me.
We have a greed, with which we have agreed...
and you think you have to want more than you need...
until you have it all, you won't be free.

Society, you're a crazy breed.
I hope you're not lonely, without me.

When you want more than you have, you think you need...
and when you think more then you want, your thoughts begin to bleed.
I think I need to find a bigger place...
cause when you have more than you think, you need more space.

Society, you're a crazy breed.
I hope you're not lonely, without me.
Society, crazy indeed...
I hope you're not lonely, without me.

There's those thinkin' more or less, less is more,
but if less is more, how you keepin' score?
It means for every point you make, your level drops.
Kinda like you're startin' from the top...
and you can't do that.

Society, you're a crazy breed.
I hope you're not lonely, without me.
Society, crazy indeed...
I hope you're not lonely, without me
Society, have mercy on me.
I hope you're not angry, if I disagree.
Society, crazy indeed.
I hope you're not lonely...
without me.


"Society" written by Jerry Hannan

quarta-feira, setembro 24, 2008

Apenas um Poema

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.


Eu amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.


Amo-te e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.


Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso amo-te quando não te amo,
e por isso amo-te quando te amo.

Pablo Neruda

terça-feira, setembro 23, 2008

"No Coments"...


Estou chocado. Ultimamente cada fez fico mais chocado... Por terras do tio Sam, uma tal de Sarah Palin é uma fervorosa defensora da lei e do lobbie das armas. O fenómeno já não é exclusivo dos EUA e Columbine pode ser em qualquer ponto do mundo dito moderno...
Chego a casa da escola e leio isto:

HELSINKI (Reuters) - Un estudiante mató el martes a tiros a varios estudiantes en un centro de formación profesional en el oeste de Finlandia antes de suicidarse, dijeron las autoridades locales.
El autor del tiroteo, un estudiante del colegio local en la localidad de Kauhajoki, estuvo disparando dentro del edificio durante un tiempo antes de suicidarse, dijo la policía.

"Ya no está libre. Se ha suicidado", dijo a Reuters el alcalde, Antti Rantakokko.

"Varios han muerto", dijo Rantakokko, añadiendo que no sabía la cifra exacta. "La situación ya ha terminado".

El personal de rescate fue incapaz de ayudar mientras el estudiante seguía disparando en el edificio, dijo el coordinador del equipo de rescate, Kari Saarinen, jefe médico en el Hospital Senajoki, a unos 60 kilómetros de Kauhajoki.

Los hospitales de la zona estaban en alerta máxima, añadió. Aunque dijo no estar seguro del número de víctimas, señaló que creía que había varias, algunas heridas y algunas muertas.

El tiroteo recordó el registrado el año pasado en el instituto finlandés de Jokela, donde el estudiante Pekka-Eric Auvinen mató a seis compañeros, a la enfermera del centro y al director después de grabar sus intenciones en un vídeo en YouTube.

Auvinen se disparó y falleció posteriormente como consecuencia de sus heridas.

Rantakokko dijo que el caso de Kauhajoki recordaba al de Jokela.

"En Internet hay cierta información, hay analogías con el caso de Jokela", declaró.

Una búsqueda en YouTube produjo cuatro vídeos grabados por un usuario denominado Mr. Saari, que dijo que tenía 22 años y vivía en Kauhajoki. Los vídeos, de entre 20 y 32 segundos, muestran a un hombre vestido de negro o de oscuro, disparando en un campo de tiro.

El perfil de usuario de YouTube incluía las palabras: "Y de repente hubo una guerra y las madres gritaron. Por venganza y represalias por otra guerra".

Kauhajoki es una localidad de 14.000 personas situada en la provincia de Finlandia Occidental y forma parte de la región de Ostrobothnia del Sur.

Como podemos ficar indiferentes? Como?

segunda-feira, setembro 22, 2008

Um poema de Rui Knopfli



SEM NADA DE MEU

Dei-me inteiro. Os outros
fazem o mundo (ou crêem
que fazem). Eu sento-me
na cancela, sem nada
de meu e tenho um sorriso
triste e uma gota
de ternura branda no olhar.
Dei-me inteiro. Sobram-me
coração, vísceras e um corpo.
Com isso vou vivendo.

Rui Knopfli



Alguns dados sobre Rui Knopfli.


quarta-feira, setembro 17, 2008

Em que ponto estamos?

Ontem estava a ler o jornal ABC quando me deparei com uma crónica interessantíssima sobre o que se passa na nossa actualidade global e económica. Em tom de introdução o cronista dizia que um amigo seu diz, com rasgos de humor, que Wall Street tem enormes arranha-céus para que, quando há crises e consequentes “crashs”, existam suficientes janelas para aquela malta capitalista poder dar o derradeiro salto mortal.

Felizmente, não foi isso que aconteceu com a falência do já centenário “Lehman Brothers”. O que vimos através dos media foi uma imagem tipicamente americana do ex-empregado a abandonar o seu antigo local de trabalho munido das tão simbólicas caixas de papelão.

Há quem diga que a história tende a repetir-se e, como essa disciplina fascinante nos ensina, já tivemos duas crises financeiras, curiosamente, nos meses de Outubro de 1929 e, anos mais tarde, em 1987. Por enquanto ainda estamos na segunda metade do mês de Setembro e já não se falam de prenúncios, fala-se abertamente de crise financeira, faliu o “Lehman Brothers”, o estado americano teve de intervir na “AIG” e, apesar da crise com o leite em pó, a China tem todas as condições para se impor ainda mais como o verdadeiro “gigante asiático” e fazer, como vi num cartoon, uma “OPA”, à maneira do “Ti Belmiro”, à economia ocidental, em particular aos EUA.

Qual será a saída? Teremos uma nova mudança de paradigma? Imergirá uma nova potência? Teremos mais climas de guerra fria? Lá por terras russas as coisas não andam muito bem e uma Sr. Condoleezza “Arroz” já afirmou que a Rússia está votada a “isolamento e irrelevância”… Não sei se já pensou que este país (com todo o seu passado) faz parte das novas economias emergente, as ditas BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China)?

O que é certo é que o cinema já não é mudo, que já não se dança o “fox trott” (prefere-se o Hip Hop), e de loucos estes anos continuam com o consumismo que chegou bem mais tarde a outros países que não os EUA.

Não sou economista, estou longe de poder apresentar soluções, no entanto, e se a história não me engana, este tipo de crises são muito propícias para que, a pouco e pouco, nos comecem a tirar a liberdade e, nós, cidadãos, simplesmente aplaudimos…

Por enquanto ainda é possível olhar para trás e aprender com os erros, mas parece-me que as tão simbólicas caixas de papelão, que antes mencionei, ainda podem ser úteis para algum recém-tornado sem-abrigo.

O que por aqui se vai ouvindo...


Se existe uma boa maneira de prestar tributo à carreira de um artista, sem dúvida, esta é uma delas. Este álbum compila os melhores êxitos de Sérgio Godinho em duo com outros grandes nomes da música portuguesa e brasileira. A capa fala por si só.
É difícil para mim escolher a favorita, mas tenho sempre um enorme prazer em ouvir a "Lisboa que Amanhece".
Se alguém tiver o álbum "Domingo no Mundo" agradecia muitíssimo que me fizesse uma cópia (legal, claro!), pois tinha isso em k7 e já não sei o seu paradeiro...

"LÍNGUA - VIDAS EM PORTUGUÊS" DE VICTOR LOPES

"No fundo, não estás a viajar por lugares, mas sim por pessoas"

Mia Couto

"Não há uma língua portuguesa, há línguas em português"

José Saramago

"Língua - Vidas em Português" é um documentário de 105 minutos co-produzido por Brasil e Portugal e filmado em seis países (Brasil, Moçambique, Índia, Portugal, França e Japão). Dirigido por Victor Lopes, o longa-metragem é um mergulho nas muitas histórias das língua portuguesa e na sua permanência entre culturas variadas do planeta. Em "Língua", a lusofania é sobretudo fala, surpreendida do cotidiano de personagens ilustres e anônimos de quatro continentes. Em cada um deles, o português amalgamou deuses, melodias, climas, ritmos. Misturou-se aos alimentos e às paisagens. Foi reinventado centenas de vezes e alimentado por sucessivas de colonizadores, imigrantes e descendentes.

Em Portugal e Moçambique, no Brasil e em Goa, desenham-se os quadrantes de uma herança portuguesa, sempre surpreendente e permanentemente renovada. Acompanhando as trajetórias de seus personagens, e ouvindo suas experiências e sensações, suas memórias e esperanças diante do futuro, o documentário reproduz o movimento de uma língua que ganhou o mundo e que refaz seus caminhos na expectativa de se reencontrar.

Por isso, o filme é um documentário permanentemente em trânsito. Ao entrar e sair da vida dos personagens, o filme desvia-se das suas rotas cotidianas para encontrar cerimônias, casais, locais de trabalho, esquinas e paisagens, traçando retratos reveladores da cultura de cada um dos países visitados.

Entrevistados: José Saramago, Mia Couto, João Ubaldo Ribeiro, Martinho da Vila e Madredeus.

in:http://www.almacarioca.com.br/lingua.htm

Despidos en Galicia - No Coments

La imagen vale más que mil palabras.