terça-feira, novembro 18, 2008

"La Poderosa" Norton 500


Para quem viu "Os Diários de Motocicleta" este modelo certamente é familiar. Esta velhinha Norton 500 estava exposta no "Encontro de Carros Antigos" que decorreu este fim-de-semana em Évora. Bem bonita e cheia de história.

quarta-feira, novembro 12, 2008

"Pescadores Macua"

Um felino do dia-a-dia...

Lembras-te, avô, quando deixavas aqui a tua bicicleta?

Há coisas que persistirão na nossa memória até que o nosso cérebro assim o permita, se não ficar queimadinho com a má vida, fármacos bem aceites pela sociedade, ou com uma puta degenerativa doença qualquer. Também há recordações que voltam à nossa mente como o tão famoso "dejá vu" (creio que é assim que se escreve, senão leiam-no à portuguesa). Este domingo, que passou rolando, solarengo, bem disposto, levou-me ao pátio da minha infância, pedalando, em casal, com a minha mulher.
Ao chegar, um som familiar fez-me recordar um som típico das 6h da tarde das minhas tardadas infantis em que esperava o meu avô a chegar, tal como um cavaleiro nobre monta o seu fiel corcel, rodando na sua bicicleta, na sua "pedaleira", como ele sempre a apelidou. Esse som metálico, de rampa rude, enferrujada no tempo mas resistente, fez-me lembrar que muitas das alegrias daquela época vinha simplesmente montadas na bicicleta do meu avô. Bicicleta essa que, na minha ignorância pueril, desprezara na época por não ter nada que ver com as BMX, as de ciclismo (a do Paulo é a que me lembro melhor, com um "boión" para beber água, que inveja!) ou bicicletas de montanha da moda (acho que nessa altura as BTT ainda não estavam na moda, mas não sei precisar, se calhar já havia algum que pedalava para as pôr na moda).
Recordo-me particularmente da minha primeira cassete áudio (gravada na aparelhagem da minha prima mais velha) ter viajado até mim na bicicleta do meu avô. Era tão puto, mas a alegria que foi pô-la a rodar e a tocar aquelas músicas de banda sonora no gravador poeirento (comprado pelo meu pai com o dinheiro ganho no seu "Vietnam" português- já que a América está outra vez nas bocas do mundo-, belo presente que se pode trazer dum ultramar obrigado... menos mal que soaram por aquelas colunas, -ou era só uma?-, o "Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band" e o "Tango dos Barbudos", mas o que gostava, mesmo, -tenho um lado brejeiro forte e declarado- era do Duo Humorístico Crespim) em que fazia as minhas gravações, em família, da rádio pirata que emitia a partir do meu quarto, em brincadeiras infantis com a minha irmã. Esse gravador até serviu para a minha mãe me gravar a rezar, após a laboriosa catequização (como a minha mãe tinha orgulho!) do "anjinho da guarda, minha companhia, guardai a minha alma de noite e de dia")... Mãe, tu ensinaste-me algo que nenhum Vaticano me há-de ensinar, o "Deus das pequenas coisas"... eles preferem o sumptuoso e sofrem de "opinionite", a mais grave das enfermidades, julgam que são a voz de "algo maior que o qual nada pode ser pensado". Já dizia o S. Anselmo.
Já passaram vários anos. A minha vida mudou muito. Mas quando nós amamos muito um lugar, talvez nos convertamos nesse mesmo lugar. Há dias em que sinto isso, que eu e esse velho pátio somos a mesma pessoa, que buscamos o prosaico num portado de granito e não deixamos pegadas em calçadas teimosas, como o meu avô. "¡Da igual, tampoco me gusta mucho pensar demasiado en eso!". Sei que é algo que silenciosamente me corre nas veias...
Estacionei a bicicleta onde outrora ficara a do meu avô. Bati à porta e ainda ma abrem os meus avós. Entro e sinto o cheiro que nunca quero deixar de cheirar, abraço-os, e ainda posso dizer:
- Lembras-te, avô, quando deixavas aqui a tua bicicleta?

terça-feira, novembro 11, 2008

Martes de Cineclub: "La vida de los otros"


La vida de los otros (Das Leben der Anderen) es un película alemana ganadora del Oscar a la Mejor Película Extranjera en 2007, que supuso el debut como guionista y director de Florian Henckel von Donnersmarck. Asimismo fue galardonada con siete premios Deutscher Filmpreis (Premios del cine alemán) y fue candidata para los Globos de Oro en la Categoría de Película extranjera.

La película transcurre en el Berlín Oriental durante los últimos años de existencia de la RDA y muestra el control ejercido por la policía secreta (Stasi) sobre los círculos intelectuales. Una excelente película que mereció nuestra atención en las noches de cineclub de Valencia de Alcántara.
Todos tenemos una sonata para un buen hombre...

sábado, novembro 08, 2008

C-D (Deviant)


Para dar uma olhadela... Alguém que dá pelo "nome" de C-D (head crab zombie), na Deviant.


sexta-feira, outubro 31, 2008

Poema Nos Amamos En Una Bicicleta de Santiago Aza

Ayer tú y yo, en un solo beso para la vida,
en el amor que nos conoció a los quince años
y yo pedaleando para un nunca llegar tarde a tu corazón.
Fuimos nosotros los que inventamos el beso en una bicicleta,
la edad de las miradas con un cuaderno en la mano.
Fuimos nosotros, los que sin respirar, nos cansamos de viajar;
y ayer, sólo ayer, las calles dicen: Allí van, son ellos!,
pero fue tan rápido que pedazo a pedazo nos despedimos.
Tú y yo, querida, ahora quizás dónde, dónde volveríamos a rodar,
dónde volveríamos a comandar dos ruedas como a un barco,
dónde volveríamos a conquistar los mundos con un sueño.
Eso no m importa, porque en mi memoria tengo un niño despierto,
llevo a ese revoltoso quinceañero en los dedos del alma,
tengo aún, esos años diminutos como zapatos de liceano.
Entonces, será a las siete, te pasaré a buscar como cochero,
subirás en mi caballo veloz con rayos de aluminio,
dispuesta a saltar a la gloria al besar cada calle,
recostándote en cada parada para retomar las fuerzas.
Entonces, será a las siete, cuando llegue a tu casa,
salgas a recibirme como ansiosa de la nueva carrera.
Entonces, son las siete y recuerdo tu mano en la mía,
riendo del pedaleo en mañana y tarde,
cuando nos amamos en una bicicleta sobre la vida,
cuando se me vienen los quince felices años,
ahora que son más, sin bicicletas ni sueños.

Vino el que yo quería

Vino el que yo quería
el que yo llamaba.
No aquel que barre cielos sin defensas.
luceros sin cabañas,
lunas sin patria,
nieves.
Nieves de esas caídas de una mano,
un nombre,
un sueño,
una frente.
No aquel que a sus cabellos
ató la muerte.
El que yo quería.
Sin arañar los aires,
sin herir hojas ni mover cristales.
Aquel que a sus cabellos
ató el silencio.
Para sin lastimarme,
cavar una ribera de luz dulce en mi pecho
y hacerme el alma navegable.

Rafael Alberti

El mar. La mar.

El mar. La mar.
El mar. ¡Sólo la mar!

¿Por qué me trajiste, padre,
a la ciudad?

¿Por qué me desenterraste
del mar?

En sueños, la marejada
me tira del corazón.
Se lo quisiera llevar.

Padre, ¿por qué me trajiste
acá?

Rafael Alberti, 1924

SALAS DE LOS INFANTES (PREGÓN DEL AMANECER)

¡Arriba, trabajadores
madrugadores!

¡En una mulita parda
baja la aurora a la plaza
el aura de los clamores,
trabajadores!

¡Toquen el cuerno los cazadores;
hinquen el hacha los leñadores;
a los pinares el ganadico,
pastores!

Rafael Alberti, 1925

Vida y obra - Rafael Alberti

"El 27 de abril de 1977, tras treinta y ocho años de exilio -veinticuatro en Argentina y catorce en Italia-, RAFAEL ALBERTI regresa por primera vez a España. Sus primeras palabras al descender del avión fueron: "Me fui con el puño cerrado y vuelvo con la mano abierta en señal de concordia entre todos los españoles".

Su ya hoy mítica vida está ligada, durante casi un siglo, a los acontecimientos culturales, políticos y sociales más destacados de nuestro país. Desde su filiación al Partido Comunista, su labor en la Alianza de Intelectuales Antifascistas durante la Guerra Civil, su colaboración durante la contienda junto a María Teresa León y otros intelectuales en el salvamento de importantes obras de arte de nuestro patrimonio cultural -"Las Meninas" de Velázquez, "Carlos V" de Tiziano...-, hasta su rica presidencia honoraria con Dolores Ibárruri de las primeras Cortes Democráticas... Todo ello lo convierte en un personaje singular de nuestra historia más reciente.

Rafael Alberti ha llenado con sus versos las páginas más importantes de la poesía contemporánea. Su pertenencia a la mítica Generación del 27 lo liga al grupo de mayor esplendor poético del siglo XX, que él ha ido atravesando con una ética y dignidad ejemplares, reconocida con numerosos premios entre los que destacan el Nacional de Literatura, el Lenin de la Paz, el Nacional de Teatro y el Cervantes de Literatura".

quarta-feira, outubro 29, 2008

Saca Rabos – Cáceres (“by” José Benito Ruiz)

Os Saca Rabos têm como comportamento natural seguir a sua progenitora, enquanto crias, algo muito útil num contexto natural, mas algo fatal quando se tem que atravessar uma estrada. Esta fotografia de José Ruiz é um "infeliz" exemplo disso.
Podem ver mais fotografias em www.josebruiz.com.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Exposição "Wild Treasures" em Leiria

Os últimos anos têm afirmado a cidade de Leiria como a capital portuguesa da fotografia em natureza, algo que já aqui tem sido mencionado nos "senderos", e, no fim-de-semana que passou, tive o prazer de desfrutar de boas exposições e de um programa bem interessante para quem gosta desta área. Mas, na minha óptica, o melhor é o ambiente que exposições deste tipo conferem a uma cidade... dinamismo e modernidade também podem ser sinónimo de consciência social e ecológica, como também ser o mais evidente motor do desenvolvimento sustentável na área da cultura.

Louva-a-Deus Assassina

É fácil entender porque razão a ficção científica sempre se inspirou no mundo dos insectos para criar os mais aterradores monstros da sétima arte. Esta fotografia, tirada junto a um aerogerador na Mata Álvaro, próximo de Oleiros, é um exemplo interessante do que afirmei... notem o detalhe de enquanto come (não sei o quê), a Louva-a-Deus mata, apertando lentamente, uma vespa...
Por acaso, a vespa salvou-se pois a Louva-a-Deus decidiu investir contra a minha máquina fotográfica.

"Esquina de Rua" - Camané

Tinhas o corpo cansado
E a cidade era tão fria
Ninguém dormia a teu lado
Ninguém sabia que amado
O teu corpo se acendia

Andavas devagarinho
Pelas ruas de Lisboa
Em busca de algum carinho
Que te fosse pão e vinho
E te desse boa noite

Eras triste se sorrias
E mais nova se choravas
As palavras que dizias
Tinham dores e alegrias
E só ternura deixavas

Por ti não houve ninguém
Para quem te desses, nua
Podias ter sido mãe
Podias ter sido mãe
Mas foste esquina de rua

sábado, outubro 25, 2008

Portugal na vanguarda do comércio Europeu


Quando a crise atinge todos os sectores e países europeus, é bom saber que Portugal é o grande impulsionador do comércio Europeu.
As importações cresceram a um ritmo extraordinário para toda a Europa através de Portugal, passando de 3 toneladas em 2006, para as actuais 35.
Há quem afirme que o governo PS é o grande responsável pelo estado em que vivemos, contudo, e contra factos não há argumentos, segundo o relatório da ONU divulgado esta semana, Portugal está como o maior responsável pelo crescente comércio com África. Mais, são referidos dois PALOP como sendo os alvos destas crescentes trocas comerciais.
Todos estes dados são maravilhosos, motivo de orgulho nacional, não fosse referir que me refiro ao comércio da Cocaína!
Bem, vejamos o lado positivo: sempre somos os primeiros em alguma coisa, especialmente em algo importante como trocas de produto e fluxo de capital – só é pena partilhar-mos este “pódio” com a Espanha.
Fica então um grande “bem haja” ao nosso governo, aos comerciantes e ao cidadão anónimo, o designado politicamente de - Consumidor!

sexta-feira, outubro 24, 2008

Pensamiento del día...

Uno es dueño de lo que calla y esclavo de lo que habla.Sigmund Freud (1856-1939) Médico austriaco.

quinta-feira, outubro 23, 2008

"Battler Britton", ou o nosso "Major Alvega"

Major Alvega é uma personagem fictícia, ás da aviação anglo-português da RAF (Royal Air Force, a Força Aérea britânica), e herói da série de banda desenhada que fez grande furor nas décadas de 1960 e 1970 em Portugal, aparecendo recorrentemente nas páginas de pequeno formato da revista juvenil "O Falcão".

No título original em inglês tratava-se de "Battler Britton - England's fighting ace of land, sea and air". Battler Britton, criado em 1956 por Mike Butterworth e Geoff Campion, foi protagonista das mais variadas aventuras, todas caracterizadas por muita acção, suspense e um toque de humor, nas quais defrontou (e venceu) alguns dos mais importantes intervenientes da Segunda Guerra Mundial: Rommel, Goering, Hitler e Mussolini.

No entanto, numa época em que a censura (ao serviço de um Estado Novo fervorosamente nacionalista) obrigava todos os heróis do género a figurarem nomes portugueses (e por consequência alguma forma de ascendência lusa), o protagonista seria rebaptizado de Major Jaime Eduardo de Cook e Alvega, um ribatejano por via paterna e inglês por via materna, que teria frequentado os passos da academia Coimbrã enquanto estudante.

Esta banda desenhada, com argumento de Garth Ennis e desenhos de Colin Wilson, editada em Portugal pela BdMania, revisita a personagem e remete-nos para o mundo da aviação da 2ª Guerra Mundial. Uma obra de qualidade que nos faz voar de "spitfire" nas nossas imaginações!

Interessante, também, é saber que Hugo Pratt deu umas "pinceladas" nas histórias desta personagem tão familiar ao universo imaginário português.