segunda-feira, janeiro 18, 2016

EL SAMURAI Y EL PERRO (Anónimo)

Había una vez un samurái que solía tener la costumbre de pasear con su perro al cual tenía una gran estima.
Un día su perro se alejó de él y jugueteaba con las hojas que caían de los árboles. Más grande fué la sorpresa del samurái, cuando de repente su perro se lanzó corriendo contra él con aire fiero.
El samurái, que estaba bien entrenado desenvaino su espada y justo cuando el perro salto le corto la cabeza.
El samurái no entendió porque de repente su fiel perro se puso en contra suya.
Entonces elevo la cabeza y vio como una serpiente, que estaba en una rama, se estaba acercando peligrosamente a él. Cuando el samurái comprendió que lo que intentaba su perro era salvarle y no lastimarle lloro amargamente.
Fué entonces cuando recordó una vieja enseñanza de su maestro:
“El sentido de una acción no siempre es fácil de interpretar por eso, antes de desenvainar tu espada, asegúrate que esa es tu única opción.”


quinta-feira, janeiro 14, 2016

São todos teus?



Anthony Fisher. 10 years old, looking over some of the 10,000 comic books. Sept. 22, 1946.


Que grande felicidade, rapaz!





quarta-feira, janeiro 13, 2016

Un gesto para reflexionar y no reprochar.

Hoy en su investidura como diputada, Carolina Bescansa se llevó a su hijo de seis meses al congreso de los diputados.
Solo los que no viven en el mundo real no entienden este gesto simbólico que nos debería hacer reflexionar sobre el futuro de las generaciones víctimas de la dificultad que sus padres tienen en compaginar su derecho a la vida familiar y su derecho al trabajo.
Con tan escasa edad, este bebé es símbolo de que hay que luchar por los derechos de maternidad y paternidad, como también por todo lo que concierne a la primera infancia.
No es una falta de respeto hacia los otros padres que no pueden hacerlo, ni una molestia para el pequeño que dispone de guardería en el congreso de los diputados, es una actitud que, con el peso del futuro de tantos bebés, puede mejorar España y servir de ejemplo para tantos otros países.
Además de ser uno de los pocos, en ese lugar, cuya doctrina es verdadera y natural. Su mamá. 


segunda-feira, janeiro 11, 2016

"Ground control to Major David"

David Bowie morreu.

A semana passada apercebi-me que se celebrava a sua vida com um novo disco. Hoje morreu. Estranha sensação para quem admirava a sua obra. Morreu o camaleão mas a sua natureza fica para a eternidade protegida pelos deuses da música. 
Vou-me deitar acompanhado por uma antologia de músicas do Bowie. Aqueles que não vivemos apenas de pão, estamos mais pobres...

"Ground control to Major David"...

"Brindemos por las locas" - Jack Kerouac

"Brindemos por las locas, por las inadaptadas
por las rebeldes, por las alborotadoras,
por las que no encajan,
por las que ven las cosas de una manera diferente.
No les gustan las reglas y no respetan el status-quo.
Las puedes citar, no estar de acuerdo con ellas,
glorificarlas o vilipendiarlas.
Pero lo que no puedes hacer es ignorarlas.
Porque cambian las cosas.
Empujan adelante la raza humana.
Mientras algunos las vean como locas,
nosotras vemos el genio.
Porque las mujeres que se creen tan locas
como para pensar que pueden cambiar el mundo son las que lo hacen."

Jack Kerouac

O Poeta Subsidiado


 Subsídio directo para versos 
será poesia estatal ou institucional?

O poeta subsidiado
encontra-se com a musa das nove às cinco.
Em horário de expediente
entregam-se a afazeres e tarefas de amantes.

(Há que ser valente
mostrar tanto afecto à frente
do patrão)

O poeta subsidiado
deixa de ser poeta nas horas livres,
de ócio,
sem o controlo do relógio
e de picar o ponto.

O poeta subsidiado
deixa de ser poeta
à porta do teatro,
no supermercado
e carregado com as compras do mês no carro.

O poeta subsidiado tem a obrigatoriedade da conta
no banco do estado.
Mas o banco do jardim confessa à passarada
que não o tem visto, nem à sua lírica
auxiliada.

O poeta subsidiado
vive dos fundos e das siglas
da literatura de candidatura.

O pedreiro que alicerça o prédio
em frente manda piropos em verso
(até que seja preso
por ter mais poesia
nas unhas cheias de cimento
que tem um qualquer poeta
inspirado
por um mecenato
pago por impostos
imposto
por uns poucos).

O poeta subsidiado
que peça ao pedreiro,
(depois um expediente carregado e nada apoiado),
que seja o seu mecenas. Que a sua poesia
lhe alivia dos tijolos a sua vida. Não o estado
armado em literato.

Se estivesse estado a um possível mecenato de:
“vai mas é ser poeta, 
ó poeta de merda!”.
Com um verdadeiro vocativo
podia ser que merecesse candidatar-se
a uma tranche de dinheiro privado
para obra sem cimento nem edifício futuro.

quarta-feira, janeiro 06, 2016

As nossas cicatrizes protegem-nos...

Lee Remick and George C. Scott


O Dia das Rainhas Magas (Crónica para o Projecto "Maria Capaz")


O DIA DAS RAINHAS MAGAS por Luís Leal

Um republicano como eu só poderia celebrar um dia dedicado aos reis se vivesse numa monarquia e é o que me acontece há já algum tempo. Essa intrusão do capitalismo no cristianismo chamada Pai Natal, e as suas renas assalariadas, é bem forte no meu Natal português, tendo mesmo derrotado o tradicional Menino Jesus que nos deixava as prendas no sapatinho. Em Espanha, país onde vivo, está longe de ser assim. São Nicolau é uma marca registada forte, sem dúvida, mas o Baltazar, o Gaspar e o Melchior são uma instituição que, ano após ano, traz aos niños e niñas muito mais do que ouro, incenso e mirra: traz-lhe as manhãs inesquecíveis da sua infância.

Ontem fui com a minha família assistir à Cabalgata de los Reyes. Fazia um frio à Hollywood, só não havia neve para lhe dar estilo. E lá estivemos nós a ver um desfile em que bombeiros, polícias e carteiros, super-heróis do dia-a-dia, acompanhavam os Reis Magos que nos saudavam, lançando rebuçados aos quilos para o jubilo, cáries e diabetes das nossas crianças. Tinha o meu filho mais velho aos ombros e quase não apanhámos rebuçados para que pudéssemos ver o que me pareceu uma bonita presença destes membros da comunidade no desfile. Valeu-nos a minha mãe e a minha mulher, afastadas do corso, com o carrinho do nosso bebé (extasiado com tantas luzes e cânticos natalícios), tal como a generosidade dum chico simpático, com uns 9 ou dez anos, que nos ia dando alguns rebuçados, com o argumento:

- Isto é só pelo prazer de os apanhar, os caramelos, porque no final nunca os como!

A véspera de Reis passou fria e feliz, com essa felicidade que espero que se estenda ao resto do ano para todos nós mas, ao chegar a casa, com a televisão sintonizada no telediario, deparei-me com a notícia de que uma autarquia espanhola, creio que a de Valência, organizara a Cabalgata de las Reinas Magas.

Esta iniciativa, de reconhecimento pelo papel fundamental da mulher na sociedade, para alguns, e de atrevimento e heresia constrangedora, para outros, trouxe as Rainhas Liberdade, Igualdade e Fraternidade a desfilar junto das crianças e a encerrar esta época natalícia repleta, como é normal todos os anos, de todos esses estereótipos positivos e negativos que lhes queiramos atribuir.

Pessoalmente, estes dias remetem-me para a infância, a minha de outrora e, agora, a dos meus filhos, dos familiares e amigos que vivem os seus verde anos. Quando se atribui a esta época a máxima hipócrita de que “Natal deveria ser todos os dias”, não sou capaz de contra-argumentar. Seria perder o meu tempo e o do outro. Mesmo assim prefiro pensar, nem que seja apenas uma vez ao ano, em alguns valores de partilha e solidariedade, arrastados por esta quadra. Se para isso é preciso uma data no calendário, que assim seja! Se estou constantemente a marcar coisas inúteis na agenda, é só uma questão de marcar mais uma e logo se vê.

No passado, só sabia que se celebrava o Dia de Reis pelas janeiras e pelo bolo-rei. Nunca fui fã de fruta cristalizada, pior ainda se me calhava a fava. Hoje dou por mim a construir manhãs de Lego com os meus filhos porque, felizmente, a minha mulher e eu, tivemos a possibilidade de lhes trazer estes “presentes de reis” que queremos ver transformados em cenários povoados por rainhas, bem ao género feminista, como a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.

Cá em casa assumimo-nos heréticos e adorámos ver esta iniciativa do “Ayuntamiento” de Valência! Pergunto-me porque tornou a história tão convenientemente invisível a presença das rainhas? Onde é que já se viu uma visita de estado, mesmo que monárquico, do mais alto dignitário, sem ir de braço dado com a sua Primeira Dama?

Para o ano, temos a certeza que os nossos filhos quererão ver bombeiros, polícias e carteiros a desfilar com Reis Magos bem acompanhados pelas suas respectivas!

terça-feira, janeiro 05, 2016

literatura subsidiada

polémica na imprensa que já nem se distingue das redes sociais. haverá diferenças mas são cada vez mais esbatidas e merecedoras de análise. não tenho nem tempo nem paciência para isso. ontem, ou anteontem, a alexandra lucas coelho, jornalista e escritora, publicou um texto sobre o facto de, em portugal, há vários anos não existir apoios à criação literária. subsídios, bolsas, o que quer que seja que apoiem esta actividade (ou necessidade) da escrita.
devo dizer que entendo e concordo plenamente com os seus argumentos claros e assertivos, com críticas à sua pessoa nada justas com o que escreveu, mais em tom de reflexão que de imposição. 
quantos de nós não gostaríamos de poder contar com um subsídio para escrever. vem-me logo à cabeça um título para um poema: "poesia subsidiada". nem os blocos e folhas soltas onde escrevemos têm apoio estatal, quantos de nós não o necessitariam e poder-se-iam rabiscar as obras emblemáticas da nossa língua no futuro. 
li e concordei com a alexandra. até foi alvo de debate de ideias cá em casa. dei razão a todos.
o meu coração é que não é capaz de acreditar numa literatura equiparada a assessores políticos, como li comparada pertinentemente num comentário qualquer. a literatura não pode ser comparada com esse compadrio que prima pela inutilidade. se a literatura também tem esse lado de inutilidade, deixá-la assim. que seja o compromisso e a necessidade a subsidiá-la.
oiço muito o meu coração, dialogo com ele, mas quase nunca lhe faço caso.
principalmente hoje que tenho tantos rascunhos por aqui que um qualquer subsídio poderiam ajudar a converter em textos um bocadinho melhores do que não são. 
depois de amanhã, volto ao trabalho onde vou arranjando os meus subsídios para comer e para escrever.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

"Lewis Hine and The Baddest of Bad-Ass Messengers"




“Photojournalist Lewis Hine played an integral role in the creation of child labor laws in America. Hine took a post with the National Child Labor Committee in 1908 and spent the next ten years documenting child laborers and their working conditions around America. Though real child labor reform didn’t come about until 1938 (thanks as much to the Great Depression as anything) Hine’s photos nonetheless helped show America the destitute, exploitative conditions in which young children were forced to work. “

(ARI)



 Autorretrato de Lewis Hine por volta de 1930



Lewis Hine (Oshkosh, Wisconsin, 26 de setembro de 1874 – Hastings-on-Hudson, Nova Iorque, 3 de novembro de 1940) foi um fotógrafo e sociólogo estadunidense pioneiro da fotografia documental e importante figura da mudança na legislação de trabalho infantil nos Estados Unidos, com mais de 5 mil fotografias sob a guarda da Biblioteca do Congresso.


(Wikipédia)