Já refeito das emoções de ser pai pela primeira vez e com os pés já acentes na terra, eis-me em condições de descrever aquilo que me vai na alma.
Ser pai é na verdade aquilo que de mais importante nos pode acontecer na vida. Ver nascer uma criança que é sangue do nosso sangue muda-nos a vida e aumenta-nos as responsabilidades pois o seu futuro depende em muito daquilo que lhe ensinarmos pela vida fora e o futuro deste mundo estará nas mãos daqueles que nasceram hoje.
Por mais que se tente imaginar como será o momento do nascimento de um filho nunca nos passa pela cabeça o “cocktail” de emoções que realmente se sente naquele momento. Tive a oportunidade de assistir ao nascimento do Bernardo e foi sem duvida um momento mágico um momento que jamais esquecerei.
Neste momento sou um pai babado que procurará educar o seu filho de maneira a que possa ser uma pessoa no futuro da qual tanto eu como a Idalete nos possamos orgulhar.
Não poderia aqui deixar de agradecer todas as mensagens e votos de felicidade que nos foram endereçados, em meu nome do Bernardo e da Idalete o nosso muito obrigado. Um abraço muito especial para o Luís pelo post lindíssimo que escreveu neste mesmo Blog, um abraço amigo...
Ser pai é...
sábado, junho 24, 2006
domingo, junho 18, 2006
Borregas… a caminho de Fátima!!!
Este testemunho é da nossa Vanda que, ainda, não domina a arte das "postagens". Infelizmente é tardia a sua publicação, por minha culpa que não actualizo o blog há muito, mas, como diz o outro, mais vale tarde que nunca.
"Tudo começa a uns ou alguns quilómetros a caminho de um local especial para
o qual cada um caminha levado por uma promessa, uma aventura, um desafio ou
simplesmente para ir e experimentar uma sensação difícil de explicar! Eis
que surgem estas borregas ou outra espécie de gado ou bolhas ou vesículas ou
simplesmente e teoricamente: as flictenas!
Várias são as formas de tentar diminuir o pasto a estas devoradoras de pele
e torturadoras dos nossos queridos pezinhos! Comecei como observadora do
modo como se costuma (bem ou mal!) tratar destas borregas a nível
tradicional: linha, agulha e costura! Questionei-me sobre se seria a melhor
forma e também eu, em Mora, experimentei se iria resultar. Infelizmente não
deram muito resultado e, na Lamarosa, comecei então a tratar as borregas de
forma rigorosa e dolorosa também (a Mafalda que o diga e eu também!) Mas foi
em Santarém que na camarata masculina na Escola Prática de Cavalaria se
iniciou a verdadeira batalha contra as borregas ou melhor as flictenas!
Houve, no início, poucos adeptos mas no fim do serão (entenda-se por serão:
momento em que se trabalhava à luz de lanterna!), já havia voluntários à
força para derrotar todas as borregas! O Nelson (1º ajudante) apontava a
lanterna e segurava o local de incisão; a Mafalda (2º ajudante) tratava do
material; o Luís (câmara) fazia a reportagem fotográfica; e o Sílvio tentava
ultrapassar o tratamento das bolhas… nessa noite foram derrotadas várias
borreguinhas: as da Mafalda, do Luís, do Sr. Prior e, é claro, as mais
difíceis as do Sílvio!
Nos dias seguintes, algumas resistiram e mantiveram-se nos pés mas a vontade
de chegar era maior e, embora o tratamento se mantivesse (em condições um
pouco melhores!), não foram elas que impediram a chegada ao nosso destino
por seis longos e quentes dias! A emoção sentida na chegada a Fátima, a
recepção pelos outros grupos na rotunda dos Pastorinhos e o círculo junto do
Anjo no Santuário, são momentos e sentimentos que não sei exprimir apenas
uma coisa: mudou-me a vou repetir a experiência! Foram muitos amigos feitos
(secretos e não só), familiares encontrados, amizades “postas” em dia, …
Obrigado a todos os que tive o privilégio de caminhar!!!
"Tudo começa a uns ou alguns quilómetros a caminho de um local especial para
o qual cada um caminha levado por uma promessa, uma aventura, um desafio ou
simplesmente para ir e experimentar uma sensação difícil de explicar! Eis
que surgem estas borregas ou outra espécie de gado ou bolhas ou vesículas ou
simplesmente e teoricamente: as flictenas!
Várias são as formas de tentar diminuir o pasto a estas devoradoras de pele
e torturadoras dos nossos queridos pezinhos! Comecei como observadora do
modo como se costuma (bem ou mal!) tratar destas borregas a nível
tradicional: linha, agulha e costura! Questionei-me sobre se seria a melhor
forma e também eu, em Mora, experimentei se iria resultar. Infelizmente não
deram muito resultado e, na Lamarosa, comecei então a tratar as borregas de
forma rigorosa e dolorosa também (a Mafalda que o diga e eu também!) Mas foi
em Santarém que na camarata masculina na Escola Prática de Cavalaria se
iniciou a verdadeira batalha contra as borregas ou melhor as flictenas!
Houve, no início, poucos adeptos mas no fim do serão (entenda-se por serão:
momento em que se trabalhava à luz de lanterna!), já havia voluntários à
força para derrotar todas as borregas! O Nelson (1º ajudante) apontava a
lanterna e segurava o local de incisão; a Mafalda (2º ajudante) tratava do
material; o Luís (câmara) fazia a reportagem fotográfica; e o Sílvio tentava
ultrapassar o tratamento das bolhas… nessa noite foram derrotadas várias
borreguinhas: as da Mafalda, do Luís, do Sr. Prior e, é claro, as mais
difíceis as do Sílvio!
Nos dias seguintes, algumas resistiram e mantiveram-se nos pés mas a vontade
de chegar era maior e, embora o tratamento se mantivesse (em condições um
pouco melhores!), não foram elas que impediram a chegada ao nosso destino
por seis longos e quentes dias! A emoção sentida na chegada a Fátima, a
recepção pelos outros grupos na rotunda dos Pastorinhos e o círculo junto do
Anjo no Santuário, são momentos e sentimentos que não sei exprimir apenas
uma coisa: mudou-me a vou repetir a experiência! Foram muitos amigos feitos
(secretos e não só), familiares encontrados, amizades “postas” em dia, …
Obrigado a todos os que tive o privilégio de caminhar!!!
sábado, junho 03, 2006
Uma nova vida...

Hoje nasceu para o mundo o primeiro filho de um digno colaborador deste blog, também um grande amigo, o nosso Nelson Lima. O seu filho Bernardo irá herdar os trilhos dos pais e marcará os seus pés na areia inexplorada do mundo... espero que ele possa encontrar este mundo um pouco melhor do que nós o encontrámos. Acredito que sim.
Eis o que significa "Bernardo", a sua etimologia e simbologia (acredito que os nomes não surgem ao acaso, por puro desígnio parental, talvez exista algo mais e que, de facto, nos tatua fonologicamente para toda a vida):
"Do germânico Bernard, de ber (urso) e hard (duro, forte, corajoso). Ficaram célebres os franceses Bernard Buffet (pintor) e Palissy (ceramista), o poeta italiano Bernardo Tasso e, mais nos nossos dias, o controverso Bernard Tapie (futebol, televisão...)"
Há quem diga que "Bernardo é encantador e espontâneo, delicado e, também, um grande sonhador. É anticonformista e, por vezes, tem de fazer face a uma certa instabilidade. Tem uma grande intuição, é bastante impulsivo, em especial, no relacionamento amoroso. Detesta ficar amarrado às ideias, mesmo àquelas que, outrora, julgou as melhores". Enfim, o Nelson e a Idalete cá estarão para confirmar estas histórias que até são interessantes...Devo dizer que foi dos posts que mais prazer me deu publicar. Não é todos os dias que celebramos a vida desta maneira... na sua forma mais pura e original.
terça-feira, maio 30, 2006
Energia Eólica

Os parques eólicos começam a proliferar pelo nosso país e, para além de uma energia relativamente limpa e ecológica, com baixo impacte ambiental, são um óptimo recurso para incursões fotográficas. Esta foto foi tirada num parque eólico cerca de Proença-a-Nova. Felizmente que tenho o hábito de andar com a máquina sempre atrás!
No entanto, acho que não vou, nunca, gostar de fotografar centrais nucleares em Portugal... quando penso nisso lembro-me sempre do Homer Simpson, paradigma do americano, todavia com características tipicamente "tugas".
segunda-feira, maio 29, 2006
Uma história peculiar de determinação...


Anthony Hopkins, conhecido actor que encarnou Hannibal Lecter, prenda-nos com uma fabulosa representação em "The world fastest Indian", pelicula baseada numa hisória verídica fantástica que não deixa os amantes da vida indiferentes... de facto estamos sempre sujeitos a modificações e, à boa maneira dos motociclos, um homem, em qualquer fase da vida, pode ser quitado!
Que o diga Burt Munro(na foto em anexo), personagem de Hopkins, que após um longo período a aperfeiçoar a sua clássica motocicleta, apresenta-se ao mundo num dos mais conceituados campeonatos de velocidade em Bonneville Salt Flats, no Utah, Estados Unidos. Contra tudo e todos, Burt alcança um novo recorde mundial. Estávamos em 1967 e, desde então, o recorde mantém-se inquebrável, assumindo Burt o estatuto de lenda viva, até hoje.
quinta-feira, maio 25, 2006
Um dasafio á leitura

Desde tenra idade que despertou em mim a paixão pela leitura. Comecei pela BD (Pato Donald e companhia),”Uma Aventura…”, “Os Cinco” e por ai fora. Com o passar dos tempos e o aperto dos estudos, a disponibilidade para uma leitura do género mais lúdico foi sendo cada vez mais escassa.
Num dia de Verão fui desafiado pela minha “Maria” para a leitura de um livro que ela achava deveras interessante,”Equador”. Um livro de Miguel Sousa Tavares que tinha aquela que era para mim uma fobia literária se assim se pode dizer, muitas páginas, algo que me levou a não ler alguns bons livros. Aceitei o desafio com um pensamento em mente “nunca vou ler isto”. Mal sabia eu que assim que começasse a leitura só parava no último paragrafo. “Equador” é para mim um livro notável, com uma historia fantástica passada em S.Tomè e Príncipe e que nos transporta para os tempos do colonialismo Português dos inicios do seculo XX. Um livro que desafio a ler, principalmente para quem é amante de romances históricos.
quarta-feira, maio 24, 2006
http://www.emfa.pt/... um site para voar...

Para quem gosta dos "Lobos do Céu" eis um site com muitas fotografias e vídeos "à maneira"! Este site foi-me recomendado por dois amigos que tratam estas máquinas por tu e lhe fazem diagnósticos sem têm "colesterol" a mais ou não! Enfim, boas máquinas, bom sentido de oportunidade, grandes fotografias...
Évora dos Re"encantos"
Há algo que me orgulha mais do que ser português, é o facto de ser alentejano, filho da cidade da "Aparição". Esta fotografia foi tirada no âmbito de um Peddipapper Fotográfico organizado pelo meu esforçado aluno Flávio Mendes(um jovem a quem espero que o futuro sempre lhe traga um sorriso).
O autor não sei quem é, mas que é digna do primeiro lugar do pódio, é. Eis algo que trouxe unanimidade ao júri.
Faz-me lembrar bem a minha Évora de recantos de encanto... onde para sempre me perderei no regresso a casa…
O autor não sei quem é, mas que é digna do primeiro lugar do pódio, é. Eis algo que trouxe unanimidade ao júri.Faz-me lembrar bem a minha Évora de recantos de encanto... onde para sempre me perderei no regresso a casa…
segunda-feira, maio 22, 2006
Jogo do Pau

No Sábado que passou assisti, fazendo parte da comissão organizadora, a uma demonstração do "jogo do pau" português. Uma arte marcial "tuga", dinâmica, eficaz, brutal, mas simplesmente digna de perpetuar na nossa cultura à semelhança do que se passa com as artes marciais orientais. Infelizmente parece estar condenado à extinção, no entanto, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não, como o Mestre Paulo e o Núcleo do Jogo do Pau da Moita que nos prendou com uma manifestação cultural da qual me orgulho e que gostava que fosse divulgada.
A adesão foi pouca, ao mesmo tempo Évora estava a receber os discípulos milionários de Scolari e o Jogo do Pau nunca há-de mover interesses milionários. Este é o país que temos... uma "vara no lombo" talvez não lhe fizesse mal...
Neste caso quem é mais patriota?
Um pouco de história...
"Em muitas sociedades a espada desenvolveu-se como uma arma à qual era atribuído um carácter sagrado, sendo o seu porte apanágio apenas da classe da nobreza guerreira. Ao povo era interdito ou dificultado o seu uso, pelo que este aperfeiçoava habitualmente sistemas de combate alternativos, de mãos nuas ou com recurso às ferramentas do dia-a-dia. Quem está familiarizado com a história do surgimento do karaté (que significa “mãos nuas” em japonês) em Okinawa sabe que se desenvolveu em paralelo o kobudo, que inclui técnicas de uso de foices, paus, matracas que eram usadas como malho, etc... Era com este arsenal que o camponês ou pescador podia defrontar quando necessário os orgulhosos ocupantes samurais, armados com catanas e outras armas de guerra. Também em Portugal o povo desenvolveu um sistema de combate usando como arma o cajado que acompanhava para todo o lado, até há poucos anos, os pastores e camponeses. Este sistema veio a ser conhecido pelo nome de Jogo do Pau, tendo aqui a palavra “jogo” não o sentido de “brincadeira”, mas o de “técnica” ou “manejo”.

Já bem dentro do século XX eram ainda frequentes por Portugal inteiro, mas com destaque para o norte do país, os combates de pau nas feiras e romarias. Por vezes envolviam estas rixas aldeias inteiras, outras vezes as lutas eram individuais, ou de um jogador contra vários. Era o tempo dos “puxadores” (nome que se dava aos jogadores do Norte) e dos “varredores de feiras” (jogadores afamados que se deslocavam às feiras e romarias para desafiarem outros, provando assim o seu valor através da vitória contra todos).
Mestre Monteiro, originário da região de Fafe, conta que no tempo da juventude de seu pai havia duas povoações que frequentavam ao Domingo a mesma capela, levando, como era de tradição, cada homem ou moço a sua vara, de tal forma que quando se ajoelhavam na missa se viam todos os paus em posição vertical saindo acima das cabeças. Depois da cerimónia era frequente, num largo ali perto, haver conflitos entre os rapazes das duas aldeias, que começavam por qualquer pequena razão (um piropo a uma rapariga da aldeia vizinha, os ciúmes de um enamorado preterido por outro, uma discussão por causa de canais de irrigação...) e que se resolviam à paulada.
Mas não se pense que era o combate destituído de regras. Havia um código ético, que proibia aos lutadores baterem em homem que não levasse pau, ou que estivesse por terra. Ainda se contam nos círculos da modalidade histórias antigas como a do “Manilha”, que depois de vencer e desarmar três atacantes que o haviam emboscado, atirou o pau ao chão. Ou a de um jogador de grande talento do Porto, chamado Carvalho, feirante de gado, que na Feira dos 26 em Angeja, perto de Aveiro, conseguiu aguentar-se sozinho contra um grupo que o atacava, até que tropeçou e caiu para o chão, e nessa altura o melhor jogador dos adversários saltou para o seu lado, pronto a defendê-lo, dizendo aos seus companheiros que quem pretendesse bater no valente caído tinha que lutar primeiro consigo. Também na literatura podemos encontrar histórias sobre o jogo do pau, nomeadamente em autores como Aquilino Ribeiro e Miguel Torga. A partir dos anos 30 o jogo do pau começou a perder importância. Os motivos são vários: a acção das autoridades policiais, que para evitar lutas sangrentas passaram a proibir o uso dos paus dentro dos recintos das feiras; a emigração de muitos homens para os meios urbanos ou para o estrangeiro; a generalização do uso de armas de fogo, que tornou desnecessária a aprendizagem demorada e difícil desta técnica para a defesa pessoal.
Em Lisboa, praticava-se já então, principalmente a partir do século XIX, um estilo próprio, desenvolvido nos quintais da capital e em clubes como o Ateneu Comercial de Lisboa e o Real Ginásio, que depois veio a ser o Ginásio Clube Português, nos quais ainda hoje se ensina esta arte. Surgem duas grandes Escolas, diferenciadas tecnicamente e com base em factores histórico-sociais: a Escola do Norte e a Escola de Lisboa (também praticada no Ribatejo e Estremadura). Esta última desenvolveu uma série de inovações técnicas e passou a dar menos importância ao combate contra vários adversários.
Ao longo da história do jogo do pau foram muitos os mestres que deixaram fama pelas diferentes regiões do país. Citemos alguns: Mestre António Nunes Caçador, Mestre Frederico Hopffer, Mestre Júlio Hopffer, Mestre Joaquim Baú, Mestres Calado Campos, pai e filho, Mestre Chula, Mestre Custódio Neves, Mestre Pedro Ferreira, Mestre Elias Gameiro, Mestre Nuno Russo, Mestre Manuel Monteiro, e um largo etc... O nome de Mestre Pedro Ferreira (n. 26 de Março de 1915 – f. 24 de Setembro de 1996) destaca-se pelo extraordinário desenvolvimento técnico que levou a cabo, combinando as Escolas do Norte e de Lisboa, de ambas profundo conhecedor. Foram seus discípulos muitos dos actuais mestres em actividade. Continuou a jogar o pau durante toda a sua vida, sendo considerado um dos mais exímios jogadores até ao seu falecimento. Era ele o Mestre do Ateneu Comercial de Lisboa, tendo nos últimos anos passado essa responsabilidade para o Mestre Manuel Monteiro, seu sucessor.

O Jogo do Pau começou um processo de organização a nível nacional com a fundação, em 1977, sob impulso de Mestre Pedro Ferreira, da Associação Portuguesa de Jogo do Pau. As várias escolas e clubes estão hoje organizadas numa estrutura representativa, a Federação Portuguesa de Jogo do Pau. Como testemunho da qualidade técnica deste sistema, é de mencionar que nos campeonatos abertos de lutas com pau comprido realizados em França na década de 80, com a presença de sistemas de combate do Japão, Vietname, França, e de outras nações, os jogadores do pau portugueses foram campeões absolutos, tendo ganhado todos os combates em que entraram." in Wikipédia.
Aqueles que caminham...
domingo, maio 21, 2006
Hermann Hesse... sonhos de final de adolescência

Não podia deixar de incluir este escritor nos "Senderos", pois, a páginas tantas da minha vida, as suas palavras foram fundamentais para a minha formação humana. Dessas palavras destaco uns bons parágrafos de "Minha Fé" que ainda hoje figura perto da minha cabeceira e alimenta muito do meu imaginário espiritual. Recomendo vivamente, a par de "Siddharta", um sonho que marcou o final anunciado de uma adolescência.
Eis uma "short" biografia:
"Escritor alemão., de família pietista, ainda jovem rebela-se contra a rigidez religiosa e foge de casa. Instalado em Basileia, naturaliza-se suíço. Em 1899 publica o seu primeiro livro de poemas e, em 1904, um romance, «Peter Camenzind». Em 1911 realiza uma viagem à Índia, transcendental para a sua formação. A influência da sabedoria oriental aparece em «Demian» e «Siddhartha», em que Hesse afirma a vontade de um desenvolvimento equilibrado. Em «O Lobo das Estepes» mostra a existência, no ser humano, da alma do homem e da alma do lobo, do humanismo e da crueldade. De fora da Alemanha luta contra o regime nazi. O seu espírito, de um pessimismo atormentado, serve-se do misticismo oriental para colocar a si próprio as contradições da vida burguesa. Em 1946 recebe o Prémio Nobel de Literatura."
sábado, maio 20, 2006
Patrulhas acrobáticas


Depois de alguns anos de interregno estão de volta as patrulhas acrobáticas á Força Aérea. Em tempos que já lá vão os "Asas de Portugal", espalhavam magia pelos ares do nosso Pais e levavam as cores de Portugal por esse mundo fora. A Patrulha era constituida por aviões T-37, aeronaves sub- sónicas , que tinham como missão diária a instrução de futuros pilotos de caça.
Recentemente foi formada" a Patrulha da Cruz de Cristo", equipada com aviões Alpha Jet, é constituida apenas por duas aeronaves que efectuam manobras diferntes das dos "asas" mas não menos espectaculares.
Os "Rotores de Portugal" , utilizam helicopteros Alouette III, dos tempos do "Bié 69", aeronaves velhinhas mas muito fiáveis. Recomeçaram novamente a sua actividade, depois de um interregno de alguns anos, mas estão melhores que nunca.
Emfim, uma lufada de ar fresco para uma instituição como a Força Aérea que se depara com alguns problemas. Talvez as patrulhas possam ser um chamamento para os mais novos e um incentivo para quem já está na organização .
sexta-feira, maio 19, 2006
O ouro do Alentejo

Com a chegada do mês de Maio a paisagem do nosso lindissimo Alentejo muda; os prados verdejantes e floridos dão lugar a milhares de fardos que alimentarão o gado durante o Verão e a cor dos troncos dos sobreiros passa de castanho a dourado. Chegou a altura de tirar a cortiça, o "ouro do Alentejo", matéria prima valiosissima e deveras abundante nos montados Alentejanos. Um só sobreiro pode dar várias arrobas de cortiça, o que representa milhares de euros em caixa.
Pena é, que o Alentejo seja uma terra de grandes latifundiários e o lucro de todo este "ouro" vá parar aos bolsos de quem menos precisa, enquanto o pobre povo, pouco mais pode dizer "como é bonito o nosso Alentejo..."
quinta-feira, maio 18, 2006
Baú de Velharias...

Lembro-me, como se fosse ontem, quando o meu pai me levou a ver este filme do Stallone. A tradução na língua de Camões era "O Lutador" e o meu progenitor "ferrou o galho" durante a maior parte do filme! Enfim, agora volvidos vinte anos encontro a sua banda sonora na net! O saudosismo de uns anos oitenta bem vividos e de uma imaginação de heróis hoje tidos com foleiros!
A importância dos PRIMEIROS SOCORROS!
Desde há algum tempo que fiquei convencido que os primeiros socorros devem ser uma competência básica inerente a qualquer cidadão, quanto mais técnicos de animação, educadores e auxiliares, daí que, com a participação do meu amigo de sempre, e companheiro de inúmeras aventuras (quase como o Butch Cassidy e o Sundance Kid) Ricardo Jorge (também ele um colaborador deste blog), enfermeiro de vocação, decidimos prendar os alunos da EPRAL com uma workshop acerca do tema.
O resultado foi deveras positivo e conceitos como manobra de heimlich, PLS (posição lateral de segurança), VOS (ver, ouvir e sentir), entre outros, enriqueceram o background destes futuros técnicos de animação sócio-cultural.
Nós que amamos o mundo, as viagens, a cultura, o essencial e não o acessório, será que temos alguns conhecimentos nesta área que pode ser fundamental numa situação de crise?
Fica o repto. Talvez estes conhecimentos nos ajudem, de facto, a deixar este mundo um pouco melhor do que o encontrámos!
O Corvo do Espírito Santo

Numa manhã solarenga um corvo deleita-se na fresca água do antigo colégio jesuíta do Espírito Santo. Não sei se o rescaldo de uma seca é propício para a proliferação destes necrófagos, no entanto há já alguns anos que não me lembro de ver tantos corvos pelas várias regiões deste nosso Portugal.
Para os nativos americanos é o símbolo da vingança e de uma alma atormentada... para nós são apenas pássaros pretos, com todas as conotações que isso possa ter.
terça-feira, maio 16, 2006
Grandes amigos
Num Mundo cada vez mais egoista em que se luta por um "lugar ao sol" como se de a própria vide se tratase, é dificil fazer amigos. Felizmente há exeções que comfirmam a regra, e um grupo de GRANDES AMIGOS se formou como que por magia,numa caminhada longa, de paz e de reflexão.
Obrigado por tudo LUIS, VANDA,SÍVIO E MAFALDA.
Obrigado por tudo LUIS, VANDA,SÍVIO E MAFALDA.
O melhor "pé-de-meia"
Nos dias que correm é imprescindível possuir um bom "pé-de-meia" para usufruir livremente das férias.
As mais variadas formas de atingir este objectivo são pensadas por todos, mas nem sempre a solução mais fácil está diante da nossa vista. Ora bem, vejamos:

A população mais beneficiada é a classe operária, contrariamente aos executivos e altos quadros de empresas. Passo a explicar:
Os altos quadros de empresas trabalham menos horas por dia, logo desfrutam de mais tempo livre. Este é passado de forma descontraída, em compras, cafés, clubes, ginásios, ou mesmo em casa a ver televisão. Todas estas actividades requerem custos, dinheiro! Mesmo em casa ligados ao televisor, a conta da EDP dispara, assim como o consumo de aperitivos, cervejas e refrigerantes.
O salário não estica e coitados não devem conseguir juntar um bom "pé-de-meia".
Os operários, por sua vez, despendem a maior parte do dia no trabalho, não podem passear, frequentar ginásios ou clubes da moda. No final do dia, descansam, não vão ao cinema, teatro, nem mesmo à ópera! Os seus gastos mensais resumem-se à alimentação e alguma pecita de roupa, para ir comprar alimentação, claro!

Desta forma o seu "pé-de-meia" cresce de mês para mês e as féria paradisíacas nas Caraíbas cada vez mais se tornam uma realidade.
Como tal não devem estranhar se encontrarem o Zé da tasca às compras na Versage de Paris, e o "Dr. de Sousa e Vasconcelos" na bela praia de Monte Gordo de Chapéu-de-sol e marmita às costas!
As mais variadas formas de atingir este objectivo são pensadas por todos, mas nem sempre a solução mais fácil está diante da nossa vista. Ora bem, vejamos:

A população mais beneficiada é a classe operária, contrariamente aos executivos e altos quadros de empresas. Passo a explicar:
Os altos quadros de empresas trabalham menos horas por dia, logo desfrutam de mais tempo livre. Este é passado de forma descontraída, em compras, cafés, clubes, ginásios, ou mesmo em casa a ver televisão. Todas estas actividades requerem custos, dinheiro! Mesmo em casa ligados ao televisor, a conta da EDP dispara, assim como o consumo de aperitivos, cervejas e refrigerantes.
O salário não estica e coitados não devem conseguir juntar um bom "pé-de-meia".
Os operários, por sua vez, despendem a maior parte do dia no trabalho, não podem passear, frequentar ginásios ou clubes da moda. No final do dia, descansam, não vão ao cinema, teatro, nem mesmo à ópera! Os seus gastos mensais resumem-se à alimentação e alguma pecita de roupa, para ir comprar alimentação, claro!

Desta forma o seu "pé-de-meia" cresce de mês para mês e as féria paradisíacas nas Caraíbas cada vez mais se tornam uma realidade.
Como tal não devem estranhar se encontrarem o Zé da tasca às compras na Versage de Paris, e o "Dr. de Sousa e Vasconcelos" na bela praia de Monte Gordo de Chapéu-de-sol e marmita às costas!
O "Padre" Rafael

A presença marcante do companheiro Rafael, numa fase inicial, levou-nos a pensar que se tratava de um sacerdote, um padre espirituoso e dedicado aos cânticos eclesiásticos. No entanto, este amigo, fabricante de doces e compotas de Arraiolos, revelou-se uma das pessoas mais espirituosas daquela caminhada. A sua companhia foi marcante e uma prova que tristezas não pagam dividas e, sem dúvida, que o humor é uma das manifestações mais eficazes de Deus. Porque é que nos esquecemos tantas vezes disso?
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