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segunda-feira, abril 13, 2026

"António Ferro — Espírito em Movimento: Ensaios e Outros Textos"

É com grande satisfação que partilho a minha colaboração no volume "António Ferro — Espírito em Movimento: Ensaios e Outros Textos", coordenado pela minha caríssima Mafalda Ferro e dedicado ao seu avô, António Ferro, para mim uma das figuras mais fascinantes e complexas da cultura portuguesa do século XX.
Neste livro, participo com o artigo “António Ferro presente na 'vanguardia' espanhola pela mão de Ramón e Columbine”, onde procuro revisitar a dimensão vanguardista de Ferro, destacando as suas ligações ao contexto cultural espanhol e, em particular, às figuras de Ramón Gómez de la Serna e Carmen de Burgos. Trata-se de um contributo que dialoga com o meu trabalho de investigação sobre as relações culturais luso-hispânicas no primeiro terço do século XX. 
A obra reúne um conjunto diversificado de estudos e ensaios que permitem vislumbrar António Ferro para além das leituras mais cristalizadas no Salazarismo, revelando outra faceta de um “espírito em movimento”: inquieto, contraditório, vanguardista, e profundamente inscrito nas dinâmicas culturais e políticas do seu tempo. Fica o convite à leitura.

Es con gran satisfacción que comparto mi colaboración en el volumen "António Ferro — Espírito em Movimento: Ensaios e Outros Textos", coordinado por mi estimada Mafalda Ferro y dedicado a su abuelo, António Ferro, para mí una de las figuras más fascinantes y complejas de la cultura portuguesa del siglo XX.
En este libro participo con el artículo "António Ferro presente en la vanguardia española de la mano de Ramón y Columbine", en el que intento revisitar la dimensión vanguardista de Ferro, destacando sus vínculos con el contexto cultural español y, en particular, con las figuras de Ramón Gómez de la Serna y Carmen de Burgos. Se trata de una contribución que dialoga con mi trabajo de investigación sobre las relaciones culturales luso-hispánicas en el primer tercio del siglo XX.
La obra reúne un conjunto diverso de estudios y ensayos que permiten vislumbrar a António Ferro más allá de las lecturas más cristalizadas en el salazarismo, revelando otra faceta de un "espíritu en movimiento": inquieto, contradictorio, vanguardista y profundamente inscrito en las dinámicas culturales y políticas de su tiempo. Queda hecha la invitación a la lectura.

domingo, março 29, 2026

Palavras de alguém que só sabe comer

29/III/2026: Nem sei bem quantos prólogos já escrevi ao longo dos anos (todos com gosto e com mais ou menos prazer, se não não o fazia), mas nenhum foi como este ("Palavras de alguém que só sabe comer") para "As Receitas da Quina". O facto de introduzir as 22 receitas da minha madrinha, Maria Joaquina Silva da Silva, poder relembrar o legado gastronómico da minha família paterna e do meu Alentejo com a minha caligrafia de infância fez-me recuar às primeiras páginas e à motricidade fina a elas inerente. 
Neste caderno, nesta edição familiar, encontram-se duas caligrafias: a da Quina e a minha. Contudo, apenas a sua nos leva ao domínio onde o gesto tem o verdadeiro sabor que merece ser preservado para além da memória.

29/III/2026: No sé bien cuántos prólogos he escrito a lo largo de los años (todos con gusto y con mayor o menor placer, si no, no lo haría), pero ninguno ha sido como este ("Palabras de alguien que solo sabe comer") para "Las Recetas de Quina". El hecho de introducir las 22 recetas de mi madrina, Maria Joaquina Silva da Silva, de poder evocar el legado gastronómico de mi familia paterna y de mi Alentejo con mi caligrafía de infancia me hizo retroceder a las primeras páginas y a la motricidad fina inherente a ellas.
En este cuaderno, en esta edición familiar, se encuentran dos caligrafías: la de Quina y la mía. Sin embargo, solo la suya nos conduce al entorno donde el gesto tiene el verdadero sabor que merece ser preservado más allá de la memoria.

sexta-feira, janeiro 16, 2026

Presentación/Apresentação revista "1Reino Maravil(h)oso", 22 de enero/janeiro, 20:00h

Tuve la suerte de llegar a este Reino Maravilloso, que es el IES Reino Aftasí, y de poder integrarme activamente en un proyecto educativo cuyo patrimonio inmaterial se concreta en múltiples formas y gestos. Uno de ellos es esta revista educativa, 1Reino Maravil(h)oso, que honra las "sendas" que hicieron posible su existencia y que aspira a ser un verdadero lugar en el mundo: un espacio de encuentro entre España y Portugal (y la lusofonia), entre las artes, la educación y todo aquello que nos hace humanos y, por ello mismo, digno de una enseñanza pública de todos y para todos.

Os invitamos a asistir a la presentación de la revista, el 22 de enero, a las 20:00 horas, en El Hospital – Centro Vivo de Badajoz.

Tive a sorte de chegar a este Reino Maravilloso, que é o IES Reino Aftasí, e de poder integrar activamente num projeto educativo cujo património imaterial se concretiza em múltiplas formas e gestos. Um deles é esta revista educativa, 1Reino Maravil(h)oso, que honra as "sendas" que tornaram possível a sua existência e que aspira a ser um verdadeiro lugar no mundo: um espaço de encontro entre Espanha e Portugal (e a lusofonia), entre as artes, a educação e tudo aquilo que nos torna humanos e, por isso mesmo, digno de um ensino público de todos e para todos.

Convidamo-vos a assistir ao lançamento da revista, no dia 22 de janeiro, às 20h, no El Hospital – Centro Vivo de Badajoz.


sábado, janeiro 03, 2026

2/I/2026

2/I/2026: Ray Bradbury disertó (maravillosamente) sobre “El Zen y el arte de escribir” y yo, inspirado en su título, vuelvo a divagar, ahora en español, sobre la filosofía Zen y otra filosofía que aprecio igualmente: montar en bicicleta. Qué buena manera de empezar este año de 2026. Estas reflexiones, después de publicadas en “Mais Alentejo”, encuentran su lugar en “Shibumi”, una revista digital dedicada a la tradición, la cultura y la filosofía japonesas, donde el Zen, las artes marciales y la mirada pausada al mundo siguen teniendo espacio. Si os reconocéis en este espíritu, estáis invitados a sumaros como lectores y suscriptores en https://www.revistashibumi.com/. 

2/I/2026: Ray Bradbury dissertou (maravilhosamente) sobre “O Zen e a Arte de Escrever” e eu, inspirado no seu título, volto a divagar, agora em espanhol, sobre a filosofia Zen e outra filosofia que aprecio igualmente: andar de bicicleta. Que bela forma de começar este ano de 2026. Estas reflexões, depois de publicadas na “Mais Alentejo”, encontram o seu lugar na “Shibumi”, uma revista digital dedicada à tradição, à cultura e à filosofia japonesas, onde o Zen, as artes marciais e o olhar pausado sobre o mundo continuam a ter espaço. Se se revêem neste espírito, estão convidados a juntar-se como leitores e subscritores em https://www.revistashibumi.com/.



segunda-feira, dezembro 29, 2025

"Cántico del Vacío y del Todo” - Enishi Yutui (in "Shibumi", nº60)

29/XII/2025:
2025 me permitió compartir el original en portugués de este “Cántico del Vacío y del Todo”, de Enishi Yutui, en la bellísima antología poética, organizada con esmero por Ruy Ventura, Cânticos do Cântico – 800 Anos do Cântico das Criaturas; y a mi estimado Pedro Martín también le pareció pertinente publicar su traducción al español en las páginas del número 60 de Shibumi. Me enorgullece mucho tener un rinconcito en ambas publicaciones, dirigidas por hombres cuyos valores estéticos y éticos son algo más que un refugio.

29/XII/2025:
2025 permitiu-me partilhar o original em português deste “Cántico del Vacío y del Todo”, de Enishi Yutui, na belíssima antologia poética, organizada com esmero por Ruy Ventura, Cânticos do Cântico – 800 Anos do Cântico das Criaturas; e ao meu caríssimo Pedro Martín pareceu-lhe igualmente pertinente publicar a sua tradução para espanhol nas páginas do número 60 da Shibumi. Muito me orgulha ter um cantinho em ambas publicações, dirigidas por homens cujos valores estéticos e éticos são algo mais do que um refúgio.





quinta-feira, dezembro 25, 2025

Numa rua completamente às escuras movem-se estes versos

25/XII/2025: Mais um Natal, diferente como todos os Natais. Entre os presentes, quiseram os “correios” que este "Numa rua completamente às escuras movem-se estes versos" me chegasse hoje às mãos. Há um tal Luis Leal por essas páginas, bastante bem acompanhado por quem verdadeiramente sabe de versos, mas que costuma preferir estar “Só, com a paz que merecemos”. Ainda não li a antologia; apenas a folheei, com algumas breves paragens. Contudo, eis um bom livro para termos presente em certas festas… Obrigado à Lília Tavares e à Poéticas Edições por contarem comigo para um projeto desta natureza.
25/XII/2025: Un año más, Navidad, distinta como todas las Navidades. Entre los regalos, quisieron los “correos” que este "En una calle completamente a oscuras se mueven estos versos" llegara hoy a mis manos. Hay un tal Luis Leal por esas páginas, muy bien acompañado por quienes verdaderamente saben de versos, pero que suele preferir estar “Solo, con la paz que merecemos”. Aún no he leído la antología; tan solo la he hojeado, con algunas breves pausas. Sin embargo, aquí está un buen libro para tener presente en ciertas celebraciones… Gracias a Lília Tavares y a Poéticas Edições por contar conmigo para un proyecto de esta naturaleza.

terça-feira, outubro 28, 2025

"Cânticos do Cântico - 800 Anos do Cântico das Criaturas" (Antologia Poética organizada por Ruy Ventura)

28/X/2025: O catolicismo em que habitou parte da minha infância e juventude dotou-me de poucas hagiografias. Contam-se pelos dedos de uma mão: São Tiago, São Francisco Xavier, Santo Inácio de Loyola, São Cristóvão e, o primeiro de todos, graças a histórias contadas pela minha mãe, São Francisco. No entanto, o santo de Assis ficou nessa esquina do tempo onde tudo o que é pequeno é puro e belo, e prestei mais atenção à vocação missionária e ao conhecimento dos jesuítas. Decantei-me pelo espírito peregrino de Santiago de Compostela e nunca deixei de me lembrar dessa humilde medalha de São Cristóvão nos tabliers cheios de pó dos carros de muitos do meu bairro.

O Mestre Ruy Ventura conhece-me, sabe que os nossos substratos têm componentes orgânicos em comum, e estou-lhe imensamente grato por me incluir ao seu lado (e ao de poetas e referentes como Álvaro Valverde, António Cândido Franco, João Rasteiro, José Kozer, José Luís Peixoto, Nuno Matos Duarte ou Victor Oliveira Mateus, sem desprimor pelos demais, embora esteja mais familiarizado com as obras dos citados) e por publicar o meu Cântico do Vazio e do Todo, resgatado do baú desse amigalhaço nipónico do Corto Maltese que dava pelo nome de Enishi Yutui.

Fica como nota que, quando o nosso organizador nos desafiou a honrar os 800 anos do Cântico das Criaturas, ainda contávamos com a presença física de outro que elevou o legado de Francisco de Assis melhor do que qualquer um de nós: o Papa Francisco. Esta publicação, com o selo da Officium Lectionis, é em sua memória. A mesma pode ser adquirida no seguinte link: https://officiumlectionis.pt/produto/ruy-ventura-org-canticos-do-cantico/

28/X/2025: El catolicismo en el que habitó parte de mi infancia y juventud me dotó de pocas hagiografías. Se pueden contar con los dedos de una mano: Santiago, San Francisco Javier, San Ignacio de Loyola, San Cristóbal y, el primero de todos, gracias a historias contadas por mi madre, San Francisco. Sin embargo, el santo de Asís quedó en esa esquina del tiempo donde todo lo pequeño es puro y bello, y presté más atención a la vocación misionera y al conocimiento de los jesuitas. Me incliné por el espíritu peregrino de Santiago de Compostela y nunca dejé de recordar aquella humilde medalla de San Cristóbal en los salpicaderos llenos de polvo de los coches de muchos de mi barrio.

El maestro Ruy Ventura me conoce, sabe que nuestros sustratos tienen componentes orgánicos en común, y le estoy inmensamente agradecido por incluirme a su lado (y al de poetas y referentes como Álvaro Valverde, António Cândido Franco, João Rasteiro, José Kozer, José Luís Peixoto, Nuno Matos Duarte o Victor Oliveira Mateus, sin menosprecio por los demás, aunque esté más familiarizado con las obras de los citados) y por publicar mi Cántico del Vacío y del Todo, rescatado del baúl de ese amiguete nipón de Corto Maltés que respondía al nombre de Enishi Yutui.

Cabe señalar que, cuando nuestro organizador nos desafió a honrar los 800 años del Cántico de las Criaturas, aún contábamos con la presencia física de otro que elevó el legado de Francisco de Asís mejor que cualquiera de nosotros: el papa Francisco. Esta publicación, con el sello de Officium Lectionis, está dedicada a su memoria. Puede adquirirse en el siguiente enlace:
https://officiumlectionis.pt/produto/ruy-ventura-org-canticos-do-cantico/









quinta-feira, agosto 21, 2025

"Cheiro de ferrovia/Olor de ferrocarril" - Luis Leal, "I Certame de Microrrelatos em Português Raquel Gafanha", 2025, p. 21.

Cheiro de ferrovia

“Só nos tornamos homens quando o nosso pai morre”, dizem-me. O meu não morreu, mas, ao descer na última estação, algo em nós se silenciou, apesar do pulsar continuo herdado do sangue e dos gestos. Trisavô, bisavô, avô, pai – um caminho-de-ferro na genética e na memória. Cresci graças a conduzirem comboios, a limparem o esterco dos animais empilhados nas carruagens, impedido de prosperar como adubo por despotismo de chefes, vagões atrelados a pequenos poderes, num país saudosista e salazarista.

O cheiro a carvão, a gasóleo e a suor sempre será mais forte do que qualquer perfume na minha roupa. A vida, às vezes, é só isso: um cheiro do passado. Não fujo ao meu, ao de ferroviário. 


Luis Leal

Badajoz, 25 de Abril de 2025 


Olor de ferrocarril

      “Solo nos convertimos en hombres cuando nuestro padre muere”, me dicen. El mío no ha muerto, pero, al apearse en la última estación, algo en nosotros se quedó en silencio, a pesar del latido continuo heredado de la sangre y de los gestos. Tatarabuelo, bisabuelo, abuelo, padre: un ferrocarril en la genética y en la memoria. Crecí gracias a que conducían trenes, a que limpiaban el estiércol de los animales amontonados en los vagones, impedido de prosperar como abono por el despotismo de jefes, vagones enganchados a pequeños poderes, en un país "saudosista" y salazarista.

        El olor a carbón, a gasóleo y a sudor siempre será más fuerte que cualquier perfume en mi ropa. La vida, a veces, no es más que eso: un olor del pasado. Yo no huyo del mío, del de ferroviario.


Luis Leal

Badajoz, 25 de abril de 2025


São fotos onde se encontra o meu avô Ventura Pinto, pai do meu pai. Na primeira foto, é o segundo à direita de pé e, na segunda, é o primeiro à direita na janela da carruagem.








I Certame de Microrrelatos em Português “Raquel Gafanha”

A propósito de colaborar, há já algum tempo que devo um agradecimento ao meu amigo David Portales, que me quis no júri (e também nas páginas) do I Certame de Microrrelatos em Português “Raquel Gafanha”. Um certame que, através de vários denominadores comuns, sobretudo o caminho-de-ferro, presta justa homenagem à memória da colega Raquel Gafanha. O curioso é que o David não sabia que também eu trago a ferrovia nos meus genes, e por isso o meu microrrelato respira o “cheiro a carvão, a gasóleo e a suor”, um cheiro que “sempre será mais forte do que qualquer perfume na minha roupa”.A edição completa do certame pode ser lida neste link:
https://read.bookcreator.com/rZr6EwQJjOTUEtsZDx2Fn6AuENH3/7qmjCQeQSo6vjwbFiN6KVg/p2ZoMeYOTQy7b8Gch38zEw

A propósito de colaborar, desde hace ya un tiempo debo un agradecimiento a mi amigo David Portales, que quiso contar conmigo en el jurado (y también en las páginas) del I Certamen de Microrrelatos en Portugués “Raquel Gafanha”. Un certamen que, a través de varios denominadores comunes, sobre todo el ferrocarril, rinde merecido homenaje a la memoria de la colega Raquel Gafanha. Lo curioso es que David no sabía que yo también llevo el tren en mis genes, y por eso mi microrrelato respira ese “olor a carbón, a gasóleo y a sudor”, un olor que “siempre será más fuerte que cualquier perfume en mi ropa”.
La edición completa del certamen puede leerse en el siguiente enlace:
https://read.bookcreator.com/rZr6EwQJjOTUEtsZDx2Fn6AuENH3/7qmjCQeQSo6vjwbFiN6KVg/p2ZoMeYOTQy7b8Gch38zEw






terça-feira, agosto 19, 2025

Premio Internacional de Fotografía Santiago Castelo 2024 y "microrresistencia"

19/VIII/2025: Se está quemando estos días demasiado patrimonio, natural y material de todo tipo, principalmente en unos incendios de los que ni siquiera merece la pena hablar, pues siento que mis palabras podrían ser las mismas de hace décadas. Sin embargo, cuando pienso en mi impotencia ante este mundo inflamado, en la “quema” de instituciones, cuando me enfrento a la insensibilidad que nos mata por dentro y a la “lejanía” del dolor (y del color) del otro, mi manera de sobrevivir se encuentra en la cercanía y en la colaboración; es decir, en colaborar, en laborar con otros. Y doy las gracias a quienes se acuerdan de mi labor y me invitan a acompañarles en sus proyectos (el filósofo José Carlos Ruiz le llama “microrresistencia”, por otras palabras “es intentar ayudar a la gente que tienes a tu alrededor en la media de tus posibilidades, para que no te insensibilices con los grandes temas de la vida que aparecen en los telediarios”).

Afortunadamente, en Extremadura se sigue dinamizando el Premio Internacional de Fotografía Santiago Castelo, a través de la Asociación de Extremadura para la UNESCO, destinado a las regiones de Alentejo, Centro y Extremadura. Mi colaboración es modesta, pero placentera, y se debe a que mi maestro José Luis Bernal siempre se acuerda de mí para que traslade al portugués la poesía del patrono de este premio, el añorado Santiago Castelo. Aquí tenéis mi colaboración para el catálogo de 2024.

19/VIII/2025: Está a arder, nestes dias, demasiado património, natural e material de todo o tipo, sobretudo em incêndios dos quais nem sequer vale a pena falar, pois sinto que as minhas palavras poderiam ser as mesmas de há décadas. Contudo, quando penso na minha impotência perante este mundo em chamas, na “queima” de instituições, quando me confronto com a insensibilidade que nos mata por dentro e com a “distância” da dor (e da cor) do outro, a minha forma de sobreviver encontra-se na proximidade e na colaboração; isto é, em colaborar, em laborar com outros. E agradeço a quem se lembra do meu trabalho e me convida a acompanhá-los nos seus projetos (o filósofo José Carlos Ruiz chama-lhe “microrresistência”, por outras palavras “é tentar ajudar a gente que tens ao teu redor na medida das tuas possibilidades, para que não te insensibilizes com os grandes temas da vida que passam nos telejornais”).

Felizmente, na Extremadura continua a dinamizar-se o Prémio Internacional de Fotografia Santiago Castelo, através da Associação da Extremadura para a UNESCO, destinado às regiões do Alentejo, Centro e Extremadura. A minha colaboração é modesta, mas gratificante, e deve-se ao facto de o meu mestre José Luis Bernal nunca se esquecer de mim para traduzir para português a poesia do patrono deste prémio, o saudoso Santiago Castelo. Aqui vos deixo a minha colaboração para o catálogo de 2024.









terça-feira, maio 13, 2025

Presentación del libro "Notas para no esconder la luz" de Faustino Lobato (11/V/2025 - Feria del Libro de Badajoz)

Presentación del libro Notas para no esconder la luz, de Faustino Lobato

Es para mí un verdadero placer presentar Notas para no esconder la luz, el poemario de Faustino Lobato, que nos llega ahora en una edición bilingüe español-portugués, con traducción de Manuel Neto dos Santos —quien también firma el prólogo en portugués—, y con otro interesantísimo prólogo, en español, a cargo de Santiago Méndez, cuya lectura recomiendo especialmente por su sagacidad al captar la esencia esplendorosa de esta obra, y porque su enfoque difiere ligeramente de la perspectiva que en seguida compartiré con vosotros. Pero esa es una de las virtudes de la literatura, especialmente del género de la poesía: llega a los lectores de diferentes maneras.

Nos encontramos ante un poemario apolíneo, fruto de un “trabajo cotidiano” de discernimiento, donde la poesía nace con la naturalidad de quien habita el mundo con los ojos bien abiertos e inmunes a cualquier “fotosensibilidad”. Esa luminosidad —que se cuela en cada verso— no es abstracta ni decorativa: está comprometida con el territorio compartido que muchos de los presentes, y yo incluido, “respiramos”, con nuestra ciudad de Badajoz, cuyas resonancias se convierten en “espejos interiores” que reflejan las rimas del alma. Rimas que no eluden el dolor, sino que lo abrazan en la búsqueda de un verso, de la entereza de un poema, o incluso de “un cualquier color que nos permita descifrar la imperfecta materia” de nuestro ser.

En este libro, Faustino Lobato “rompe la falacia de las prisas” y abre paso a una gramática de la luz, sin desentenderse de la sombra, del gris cotidiano, del absurdo que escapa a toda regla. Frente a ello, el poeta defiende la fe como sustento del sueño y se atreve a evocar “la confianza del camino, más allá de la oscuridad y la quimera”. La luz que habita estas páginas puede parecer eterna, pero a mí me conmueve más su cualidad de memoria. Una memoria que, como escribe el autor, “huye de la farsa del tiempo” y que, en su densidad íntima, también puede ser salvación —como bien supo ver Roberto Juarroz.

No sabría decir si estas notas nos revelan “la otra cara de lo real”, pero sí sé que contienen “la ceremonia de lo simple, sin más pretensiones que la vida”. Y esa vida, que Faustino nombra con palabras exactas, está plagada de “adverbios del momento”, términos que no buscan brillar, sino situarse. Lejos de la grandilocuencia de “verbos y adjetivos” innecesarios, su poesía cultiva el silencio, el asombro, la contemplación: cualidades cada vez más escasas en estos tiempos saturados de luces estridentes, de candilejas marcadas por protagonismos excesivos, de vacío y frivolidad.

Aquí, en cambio, nos encontramos con la luz como milagro: la luz que expone a la musa, pero también al sujeto lírico, sin miedo. Una luz que, más allá de las anotaciones de amores y temores, por su propia naturaleza frágil, debe ser cuidada. Y eso es precisamente lo que hace Faustino Lobato: “cuidando la luz de estos versos”, compartiéndolos con honestidad y sin pretensiones elocuentes; eso sí, consciente de que la luz es más difícil de cuidar que la oscuridad.

Este poemario merece ser leído y releído tanto en su idioma original como en la traducción al portugués de Manuel Neto dos Santos. Gracias a la sensibilidad del poeta y a la labor del traductor, esta edición bilingüe, con el sello de la Fundación CB, abraza las tierras y la lengua que se extienden más allá de la frontera que conocemos como Alentejo. Por todo ello, agradezco a Faustino la confianza de haberme invitado a presentar este libro. Quizás, por ser hijo del Alentejo, reconozco esa luz que no se esconde, una luz que me es familiar. Nada ni nadie puede esconderla —así lo creo—, pero sí está en nosotros la decisión de buscarla. Y es un privilegio que alguien como Faustino Lobato nos sirva de cicerone en ese camino.

Muchas gracias.







domingo, fevereiro 09, 2025

"O hábito é difícil de vencer" - Luis Leal (in "Sin pelos en la lengua", nº1, 2023, pp.14-15)

O “hábito” vai para além da adjetivação e da simples repetição. Merece que lhe prestemos atenção, pois é um “sinal distintivo” e quase sempre é algo muito difícil de vencer. 

El “hábito” va más allá de la adjetivación y de la simple repetición. Merece nuestra atención, pues es una “señal distintiva” y casi siempre es algo muy difícil de vencer.





domingo, maio 26, 2024

“Cuaderno extremeño para el debate y la acción” , nº13

En el nº13 del “Cuaderno extremeño para el debate y la acción” podéis encontrar una crónica/ensayo bastante personal titulada “Descendiente (de abril) que, desde una perspectiva histórica reivindica la memoria de quien tuvo el valor de dar la cara por la democracia. Pero el cuaderno es mucho más, es una publicación interesantísima que estimula el debate y promueve la acción en ámbitos fundamentales como el ecologismo, la sostenibilidad, la agricultura ecológica, con una cultura de fondo humanista que merece la pena conocer y estimular en la sociedad. Lo podéis encontrar (y los números anteriores) en El Corte Inglés. 


No nº13 do “Cuaderno extremeño para el debate y la acción” podem encontrar uma crónica/ensaio da minha autoria titulada “Descendiente (de abril) que, desde uma perspectiva histórica reivindica a memoria de quem teve a coragem de dar la cara pela democracia. Mas o “cuaderno” é muito mais, é uma publicação interessantíssima que estimula o debate e promove a acção em âmbitos fundamentais como o ambientalismo, a sustentabilidade, a agricultura biológica, com uma cultura de fundo humanista que vale a pena conhecer e estimular na sociedade. Podem encontrá-lo (e os números anteriores) no El Corte Inglés.
“Cuaderno extremeño para el debate y la acción” , nº13




terça-feira, abril 23, 2024

"a salto de mata [fragmentos]" disponível para quem o quiser ler...


Se de vez em quando sou agraciado com algum verso, não sou capaz de conquistar a poesia como os poetas que admiro. Sei-o bem e estou em paz com isso. Mas, talvez porque sou descendente de caçadores e gosto de fazer pontaria com pedras como as crianças, acho que me safo a apanhar fragmentos, fanicos que, se lhe prestarmos atenção, também têm o seu minúsculo valor. Isso levou-me, graças à Elsa, à Sara Rodi e ao Antonio Carrasco, a publicar este "a salto de mata [fragmentos]" bilingue que, a partir de hoje dia 23 de Abril, se partilha com quem o quiser ler. Demorou um pouco, porém valeu a pena fazê-lo no mesmo dia que nasceu um dos melhores "livros" que temos o privilégio de ler: o nosso filho X.
(A edição física é como um aforismo, diminuta, contudo dispõe dos meios para chegar aos interessados. O ebook encontra-se disponível na Amazon.)
Si alguna vez soy agraciado con versos, no soy capaz de conquistar la poesía como los poetas que admiro. Lo sé bien y estoy en paz con eso. Pero, quizás porque soy descendiente de cazadores y me gusta hacer puntería con piedras como los niños, creo que me defiendo bien recogiendo fragmentos, añicos que, si le prestamos atención, también tienen su minúsculo valor. Eso me llevó, gracias a Elsa, a Sara Rodi y a Antonio Carrasco, a publicar este "a salto de mata [fragmentos]" bilingüe que, a partir de hoy día 23 de abril, se comparte con quien lo quiera leer. Ha tardado lo suyo, pero ha merecido la pena hacerlo el mismo dia que nació uno de los mejores "libros" que tenemos el privilegio de leer: nuestro hijo X.
(La edición física es como un aforismo, diminuta, pero dispondrá de los medios para que llegue a los interesados. El ebook está disponible en Amazon.)

quinta-feira, novembro 09, 2023

“Cuaderno extremeño – para el debate y la acción” nº12

Gracias a la invitación de Juan Serna, podéis encontrar mi “Ensayo sobre (mi) frontera” en la 12ª edición del Cuaderno extremeño – para el debate y la acción. Gracias por la confianza Juan, yo que me considero alguien en el límite de la acción y de la contemplación… 

Graças ao convite de Juan Serna, podem encontrar o meu “Ensayo sobre (mi) frontera” na 12ª edição do Cuaderno extremeño – para el debate y la acción. Obrigado pela confiança Juan, eu que me considero alguém no limite da acção e da contemplação…






sábado, novembro 04, 2023

Luis Leal, "Diarios (con Ramón)", in "El Espejo" nº15, AEEX, 2023, p.74

Desde el 2016 que escribo “Diarios (con Ramón)”, pero estos (algunos divagados en las redes) son posteriores al 2020 y encuentran cobijo en esta página “arrancada” del nº 15 de la revista “El Espejo” de la AEEX. 

Desde 2016 que escrevo “Diários (com Ramón)”, mas estes (alguns divagados nas redes) são posteriores a 2020 e encontram abrigo nesta página “arrancada” do nº 15 da revista “El Espejo” da AEEX. 





sexta-feira, agosto 25, 2023

“VI Prémio Internacional de Fotografia 2022 (Alentejo/Centro/Extremadura)” - Centro Unesco de Extremadura

D. José Luis Bernal selecionou “Y al oeste” de José Miguel Santiago Castelo, para encerrar o catálogo do “VI Prémio Internacional de Fotografia 2022 (Alentejo/Centro/Extremadura)” promovido pelo Centro Unesco de Extremadura e confiou-me a sua tradução. Como sempre, um prazer e uma honra poder colaborar nestas iniciativas artísticas (e transfronteiriças). 

D. José Luis Bernal seleccionó “Y al oeste” de José Miguel Santiago Castelo, para cerrar el catálogo del “VI Premio Internacional de Fotografía 2022 (Alentejo/Centro/Extremadura)” promovido por el Centro Unesco de Extremadura, confiándome su traducción. Como siempre, un placer y un honor poder colaborar en estas iniciativas artísticas (y transfronterizas).





quinta-feira, abril 06, 2023

"Kazuo Dan: el poeta del país del sol naciente que se enamoró del sol poniente" - Luis Leal in "Shibumi", nº34, enero, 2023, pp. 38.43 (ilustración de David Carnerero)

"Kazuo Dan: el poeta del país del sol naciente que se enamoró del sol poniente" - Luis Leal I

"Kazuo Dan: el poeta del país del sol naciente que se enamoró del sol poniente" - Luis Leal II

"Kazuo Dan: el poeta del país del sol naciente que se enamoró del sol poniente" - Luis Leal III (ilustración de David Carnerero)