terça-feira, setembro 01, 2015
"Como todos os anos na mesma época..." - Boris Vian
Que nojo (Mário Dionísio)
São carcaças
de gente morta por dentro
Escondem mucos pegajosos
que empestam toda a paisagem
São abutres pelados são caraças
de olhos vítreos de intenção
são bostas de sangue e o centro
de onde mana a corrupção
Só nunca serão carrascos
porque lhes falta a coragem
O medo os faz silenciosos
pelas costas atrevidos
Movem-nos ódios e ascos
flatulências de ambição
pequeninos verrinosos
gordurosos retraídos
São fura-greves são espias
vaidosos de ser pisados
segregam epidemias
de vergonha São repolhos
de gangrena engravatados
São piolhos são piolhos
são piolhos
Mário Dionísio
(Blogue Voar fora da asa)
segunda-feira, agosto 31, 2015
infância a boiar
Nota: A imagem está propositadamente "extra-largo" por a vergonha que me produz. Afogo-me com ela, consciente da impotência do verbo...
"Viver também para fazer-se" - José Luis Sampedro
domingo, agosto 30, 2015
My Sweet Fay (by FOTOJAEMIS)
sábado, agosto 29, 2015
Interferência (Alberto de Serpa)
INTERFERÊNCIA
Quem veio bater à minha porta? Quem?
Quem me fez abrir a janela e a noite morta?
O caminho estava deserto e o seu silêncio tinha horas.
Vento? Esta noite tem a paz e o sossego da morte.
Só eu e as estrelas sentíamos a solidão fantástica...
Nos ouvidos e na ansiedade guardei o rumor que chamou,
As minhas mãos tiveram a carícia doutras mãos perdidas
E uma companhia invisível acendeu uma luz na minha alma...
Alguém terá pensado em mim, longe?
Alberto de Serpa
(Blogue Fel de cão - Ourém)
quinta-feira, agosto 27, 2015
quarta-feira, agosto 26, 2015
terça-feira, agosto 25, 2015
domingo, agosto 23, 2015
Max Jacob in “Conselhos a um jovem poeta”
sexta-feira, agosto 21, 2015
Deep Purple (Artie Shaw with Helen Forrest)
"The British rock band Deep Purple got their name from Pete De Rose's hit as it was the favourite song of guitarist Ritchie Blackmore's grandmother; she would also play the song on piano" (Wikipedia). Aqui podemos ouvir duas versões da Orquestra de Artie Shaw com a cantora Helen Forrest. Uma canção composta em 1933.
Um bom contraste com o post anterior.
DEEP PURPLE
When the deep purple falls over sleepy garden walls
And the stars begin to twinkle in the sky—
In the mist of a memory you wander back to me
Breathing my name with a sigh.
In the still of the night
once again I hold you tight.
Tho' you're gone your love lives on when moonlight beams.
And as long as my heart will beat,
lover, we'll always meet
here in my deep purple dreams....
Smoke on the Water, 1973, Live in Usa (Deep Purple)
quinta-feira, agosto 20, 2015
domingo, agosto 09, 2015
Daniel Barth, Francisca, Berlin, June 2010
sexta-feira, agosto 07, 2015
quinta-feira, agosto 06, 2015
neblina (Marta Lança)
a porta do café dá para a embaixada de frança quase no cruzamento com a rua da esperança.
uma neblina branca cobre os prédios com um potencial surrealista. Estar calor sem fazer sol tem qualquer coisa de tragicomédia. O telejornal da tarde fecha com uma peça do Sassetti que morreu há pouco na falésia. O piano induz a olhar a rua no seu crescendo de vida - aquele momento em que o fim (de cada um e de todas as coisas) é conscienciosamente anunciado. A velhota passa agarrada à sobrinha, o polícia olha para as botas melancólico, o homem levanta vagarosamente as chávenas das bicas, a rapariga lê o jornal, e nada disto é sereno.
Marta Lança
(A vida escrita, 13 de maio de 2012)
"James Dean on the set of Rebel Without a Cause"
quarta-feira, agosto 05, 2015
A um jovem poeta (Manuel António Pina)
Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.
Manuel António Pina
Do seu livro Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança
terça-feira, agosto 04, 2015
segunda-feira, agosto 03, 2015
domingo, agosto 02, 2015
Entre Duas Terras - "O cronista apresenta-se" (texto in "Revista Mais Alentejo" nº128)
quarta-feira, julho 29, 2015
À D. Rita Inácia Pisco Breque...
"Chaque jour nous laissons une partie de nous-mêmes en chemin." AMIEL
terça-feira, julho 28, 2015
España, 1964 (George Krause)
domingo, julho 26, 2015
"Burn" - The Cure ("The Crow Soundtrack")
sábado, julho 25, 2015
Gosto de ler, pensar e escrever nesta espécie de jardim sem flores, fitando as oliveiras. (Ruy Ventura)
sexta-feira, julho 24, 2015
Reflexões de Eduardo Lourenço, na revista LER:
quinta-feira, julho 23, 2015
quarta-feira, julho 22, 2015
"O sorriso arcaico"
segunda-feira, julho 20, 2015
“Mas tu sim, as minhas palavras fazem ninho no teu peitinho. Algum dia recordá-las-ás de imediato; não saberás de onde vêm e serei eu, como agora arrancas de dentro de mim tanto do que esqueci.”
domingo, julho 19, 2015
O verdadeiro poeta aspira
O verdadeiro poeta aspira a algo que raramente entende mas que sente, tal como aspira, doméstico, porque tem de ser, o cotão que se vai acumulando no escritório.
O verdadeiro poeta aspira.
O verdadeiro poeta não pode ser alérgico ao pó dos livros e de si mesmo.
sexta-feira, julho 17, 2015
quinta-feira, julho 16, 2015
segunda-feira, julho 13, 2015
Prescrição (Miguel Torga)
Deixa passar as horas
Sem as contar.
Alheia a cada instante,
Vive, a viver a vida, a eternidade.
Feliz é quem não sabe
A própria idade
E em nenhum ano pode envelhecer.
Dura encantada na realidade.
Negar o tempo é o modo de o vencer.
Coimbra, 30 de Junho de 1983
Miguel Torga
Uma voltinha de mota?
domingo, julho 12, 2015
A DIGNIDADE - Ángel Campos
"Casillas, de Espanha Bons Ventos e Bons Exemplos"
sexta-feira, julho 10, 2015
Ronai Rocha - Não há nada como um sonho para criar o Futuro
quinta-feira, julho 09, 2015
quarta-feira, julho 08, 2015
terça-feira, julho 07, 2015
Rio Alva, na Ponte das Três Entradas, na companhia do mestre Miguel Torga
Não me lembro de ter alguma vez lido um livro de poesia desde a primeira à última página, como se de um romance se tratasse, mas esta antologia do Mestre Miguel Torga foi uma expceção.
Pena o adjetivo "lírico" ter uma conotação injusta por uma grande maioria que não o entende e limita. Não me imagino sem esta profunda gratidão que tenho pela obra de Torga... Não me imagino sequer...
segunda-feira, julho 06, 2015
Código moral do judo (Mestre Jigoro Kano)
domingo, julho 05, 2015
Oxi
Princesa corcunda rota
Princesa de croquetes
Princesa matriz e herança
Princesa sem uma única moeda
Sem Pão
Ulisses perdido num mar de dividas
A flutuar à deriva e sem divisas.
Hércules manda Hera pró caralho
(Humilhada por humilhada)
E feita num oito
Mas a Grécia
Sim ou não.
De Agenor e de Telefasa
Europa,
Eu que sou neto de Helena
Acredito que temos que saber dizer
Oxi.
sábado, junho 27, 2015
sexta-feira, junho 26, 2015
sexta-feira, junho 19, 2015
Reflexión sobre el humanismo
¿Qué es el humanismo? Me parece que es un compromiso con el sentido común.






























