domingo, março 22, 2026
Viver tudo numa noite
sexta-feira, março 20, 2026
O Chuck Norris não Morreu, foi ter com o Bruce Lee ao além para fazer a depilação.
quinta-feira, março 19, 2026
"Determinismo Tóxico" - Crónica de Luis Leal in “Mais Alentejo”, nº 170, p. 86
"Determinismo Tóxico" - Luis Leal
Comecei cedo a prestar atenção a todo o tipo de classes, quero dizer, apercebi-me do mundo tender à classificação, à categorização, à agrupação de características de todo o tipo, segundo determinados critérios. Quando dedicamos algum tempo à escrita, o adjetivo impõe-se como um bom exemplo deste classificar, remetendo o texto ora para territórios de simplificação, onde escasseiam estes vocábulos, ora para a jurisdição do exagero, onde a abundância adjetival é passível de ser acusada de barroca. Gosto de adjetivos, de atribuírem qualidades ao substantivo, da sua flexão de género (masculino e feminino), número (singular ou plural) e grau (diminutivo e aumentativo), e dei por mim a refletir sobre "tóxico", um adjetivo há algum tempo anda nas bocas do mundo para caracterizar um sem fim de coisas materiais ou imateriais susceptíveis de serem contaminadas por elementos nocivos. Gases e substâncias tóxicas, família, amizades e relacionamentos tóxicos, ou na cultura e na sociedade, a política tóxica (proclive à polarização) e a tão falada masculinidade tóxica, devido a uma série (que não é moda, é tendência - remeto para a subtil diferença), homónima à sua problemática: a adolescência.
Não sou alheio a tendências e assisti a este fenómeno de quatro episódios com a certeza de ser uma excelente produção "sign of the times", merecedora de atenção e para nada redutora à temática da acefalia "incel" ou a uma suposta toxicidade atribuída a características masculinas. Poder-se-ia substituir a frustração dos "celibatários involuntários" por outra qualquer reacção odiosa perpetrada por adolescentes que a série seria igualmente pertinente. Mas voltemos à raiz desta minha reflexão: o adjetivo e o seu uso. A banalização, o uso descontextualizado e sem critério do que quer que seja leva à frivolidade e da frivolidade é um passinho até à vacuidade. Ao descontexto somemos-lhe a ignorância e a carência de vocabulário, que, em vez de terminar no silêncio (“em boca fechada não entra mosca”), cada vez mais desemboca num papaguear de propaganda desconcertante para qualquer que etimologicamente creia nos valores de igualdade, dignidade e liberdade, esse anacronismo ético e não a actual perversão mercantilista.
As primeiras pinceladas desta crónica nasceram no barbeiro, devo dizer, recostado enquanto desfrutava do pequeno prazer que é cortar a barba à navalha. Recordo-me de pensar “fazer a barba é um elemento da masculinidade” ao que de imediato repliquei “nah, a barba e o bigode não são apanágio dos homens”. Tão-pouco a toxicidade é um atributo da masculinidade, ao contrário do que vi, no meu ambiente laboral, ser transmitido por alguém, cujo cargo deveria honrar com mais prudência, sem cair em generalizações perigosíssimas. A pessoa em causa (o meu caríssimo leitor já identificou a indiferença de género) afirmou, melhor exclamou, para uma plateia repleta de adolescentes de ambos sexos, que a condição de se nascer homem é sinónimo de "ser agressor". Não sou de grandes indignações, prefiro a calma, às vezes até me calo, não por medo, sim porque sei identificar perdas de tempo, contudo desta vez tive de intervir, não é que os rapazes e raparigas da plateia necessitassem, acredito que o surrealismo da situação os fizesse refletir (continuo a ter esperança no pensamento dos jovens - apesar do “brain rot” recém-diagnosticado), e manifestei o meu desacordo com o que acabara de afirmar, mesmo recorrendo a estatísticas óbvias de os homens serem mais proclives à violência do que a mulher. Estamos perante um total determinismo biológico [e tóxico] da agressividade e da violência que se desarticula com um olhar atento e honesto para a realidade. O seu contra-argumento foi uma acusação: “Não és feminista!”. Aí sim optei pelo silêncio, acabara qualquer tipo de argumentação, fomos derrotados (a pessoa em questão também, apesar de sentir-se vitoriosa) pela ausência de complexidade nos tempos tão complexos que vivemos. Restou-me a retirada de cabeça erguida, amparada por alguns adolescentes, rapazes e raparigas, sabedores de o livre pensamento ir para além dos “ismos”, e uma boa memória de uma verdadeira feminista, a saudosa Ana Luísa Amaral, ao dizer-me, olhos nos olhos, com uma sinceridade indiferente a cromossomas, “Luis, o feminismo é uma questão de direitos humanos”.
Se queremos neutralizar os elementos tóxicos que proliferam pelas nossas sociedades, se queremos proteger-nos desses energúmenos ressabiados com o sexo oposto (ou com o mesmo sexo, para ser inclusivo), não seria mais fácil parar para pensar? Entristece-me a constatação do óbvio, mas nos dias de hoje isso é pedir muito... talvez o que esteja intoxicado seja a razão.
segunda-feira, março 16, 2026
Phoebe (2006-2026)
domingo, março 15, 2026
"El Zen y montar en bicicleta" - Luis Leal (in "Shibumi"
Aquí tenéis esta crónica-ensayo ("El Zen y montar en bicicleta"), que ya existía en portugués y que ahora se comparte en español gracias a las páginas de la revista Shibumi, bajo la excelsa dirección de Pedro Martín González y de Juanma Zarzo, responsable del tratamiento artístico de la misma.
Aqui têm esta crónica-ensaio ("O Zen e Andar de Bicicleta"), que já existia em português e que agora se partilha em espanhol graças às páginas da revista Shibumi, sob a excelsa direção de Pedro Martín González e de Juanma Zarzo, responsável pelo tratamento artístico da mesma.
sexta-feira, março 13, 2026
Uma fotografia de Theodor Hensolt
quarta-feira, março 11, 2026
A trabalhar com as mãos
sábado, março 07, 2026
Não é difícil imaginar...
quinta-feira, março 05, 2026
Morreu o António Lobo Antunes
terça-feira, março 03, 2026
Alfredo Cunha - Deolinda de Jesus, Mãe de António Variações
domingo, março 01, 2026
Iyasareru
quinta-feira, fevereiro 26, 2026
História do Silêncio
domingo, fevereiro 22, 2026
Amadeo e Lucie de Sousa Cardoso
Amadeo e Lucie no Tibidabo (Barcelona, Espanha).
Data de produção das fotografias: 1914.
Fotografia elaborada na Casa Alvão a partir de uma fotografia de grupo de 1910.
Fotógrafo: Casa Alvão (Porto, Portugal)
Data de produção da fotografia: 1912.
segunda-feira, fevereiro 16, 2026
Hamnet
sábado, fevereiro 14, 2026
Amigável Homem-Aranha da vizinhança...
domingo, fevereiro 08, 2026
8/II/2026
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
Presentación/Apresentação de "1Reino Maravil(h)oso"
sexta-feira, janeiro 30, 2026
Presentación/Apresentação: "1Reino Maravil(h)oso" (4/II/2026)
quarta-feira, janeiro 28, 2026
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sexta-feira, janeiro 23, 2026
Ter sido (e continuar a ser) felizmente parvo/Haber sido (y seguir siendo) afortunadamente tonto...
sexta-feira, janeiro 16, 2026
Presentación/Apresentação revista "1Reino Maravil(h)oso", 22 de enero/janeiro, 20:00h
Tuve la suerte de llegar a este Reino Maravilloso, que es el IES Reino Aftasí, y de poder integrarme activamente en un proyecto educativo cuyo patrimonio inmaterial se concreta en múltiples formas y gestos. Uno de ellos es esta revista educativa, 1Reino Maravil(h)oso, que honra las "sendas" que hicieron posible su existencia y que aspira a ser un verdadero lugar en el mundo: un espacio de encuentro entre España y Portugal (y la lusofonia), entre las artes, la educación y todo aquello que nos hace humanos y, por ello mismo, digno de una enseñanza pública de todos y para todos.
Os invitamos a asistir a la presentación de la revista, el 22 de enero, a las 20:00 horas, en El Hospital – Centro Vivo de Badajoz.
Tive a sorte de chegar a este Reino Maravilloso, que é o IES Reino Aftasí, e de poder integrar activamente num projeto educativo cujo património imaterial se concretiza em múltiplas formas e gestos. Um deles é esta revista educativa, 1Reino Maravil(h)oso, que honra as "sendas" que tornaram possível a sua existência e que aspira a ser um verdadeiro lugar no mundo: um espaço de encontro entre Espanha e Portugal (e a lusofonia), entre as artes, a educação e tudo aquilo que nos torna humanos e, por isso mesmo, digno de um ensino público de todos e para todos.
Convidamo-vos a assistir ao lançamento da revista, no dia 22 de janeiro, às 20h, no El Hospital – Centro Vivo de Badajoz.
terça-feira, janeiro 13, 2026
Sentarse en silencio...
sexta-feira, janeiro 09, 2026
terça-feira, janeiro 06, 2026
Día de Reyes/Dia de Reis
sábado, janeiro 03, 2026
2/I/2026
2/I/2026: Ray Bradbury disertó (maravillosamente) sobre “El Zen y el arte de escribir” y yo, inspirado en su título, vuelvo a divagar, ahora en español, sobre la filosofía Zen y otra filosofía que aprecio igualmente: montar en bicicleta. Qué buena manera de empezar este año de 2026. Estas reflexiones, después de publicadas en “Mais Alentejo”, encuentran su lugar en “Shibumi”, una revista digital dedicada a la tradición, la cultura y la filosofía japonesas, donde el Zen, las artes marciales y la mirada pausada al mundo siguen teniendo espacio. Si os reconocéis en este espíritu, estáis invitados a sumaros como lectores y suscriptores en https://www.revistashibumi.com/.
2/I/2026: Ray Bradbury dissertou (maravilhosamente) sobre “O Zen e a Arte de Escrever” e eu, inspirado no seu título, volto a divagar, agora em espanhol, sobre a filosofia Zen e outra filosofia que aprecio igualmente: andar de bicicleta. Que bela forma de começar este ano de 2026. Estas reflexões, depois de publicadas na “Mais Alentejo”, encontram o seu lugar na “Shibumi”, uma revista digital dedicada à tradição, à cultura e à filosofia japonesas, onde o Zen, as artes marciais e o olhar pausado sobre o mundo continuam a ter espaço. Se se revêem neste espírito, estão convidados a juntar-se como leitores e subscritores em https://www.revistashibumi.com/.





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