quarta-feira, abril 18, 2007

A Gata...


É incrível as lições que podemos retirar da observação da natureza. Esta foto é exemplo de uma delas... a gata em frente ao aquecedor, simplesmente sem fazer nada. Esta particulariedade é apanágio destes felinos que bem nos podem ensinar umas quantas coisas... adulterando Pessoa "ai que prazer" saber não fazer nada...
Um abraço ocioso...

domingo, abril 15, 2007

La naturaleza de la escalada... dos escaladores distintos...



Pero con el mismo objectivo, llegar más alto...

the ground beneath her feet


A beleza de absoluto não tem nada. Tudo depende de vários factores... até do chão que ela pisa...

"All my life, I worshipped her
Her golden voice, her beauty's beat
How she made us feel
How she made me real
And the ground beneath her feet
And the ground beneath her feet

And now I can't be sure of anything
Black is white, and cold is heat
For what I worshipped stole my love away
It was the ground beneath her feet
It was the ground beneath her feet

Go lightly down your darkened way
Go lightly underground
I'll be down there in another day
I won't rest until you're found

Let me love you, let me rescue you
Let me bring you where two roads meet
O come back above
Where there is only love
Only love...

My oh my, My oh my
My oh my, My oh my
My oh my, My oh my

My oh my, My oh my
My oh my, My oh my
Let me love you true, let me rescue you
Let me bring you to where two roads meet

Let me love you true, let me rescue you
Let me bring you to where two roads meet

My oh my, My oh my
My oh my, My oh my"

quarta-feira, abril 11, 2007

Samaritana


Depois da Semana Santa, e após tantas divagações filosóficas, arqueológicas, teológicas, etc, etc, sobre a figura de Jesus Cristo, eu, no baú de velharias da cultura herdade de meus pais, encontrei este velho e célebre fado de Coimbra. Para mim, esta é uma das formas mais bonitas e poéticas que podemos atribuir a essa figura marcante que foi, segundo o "envangelho" de Andrew Loyd Webber, J.C. "Superstar"!

“Dos amores do Redentor
Não reza a História Sagrada
Mas diz uma lenda encantada
Que o bom Jesus sofreu de amor

Sofreu consigo e calou
Sua paixão divinal
Assim como qualquer mortal
Que um dia de amor palpitou

Samaritana plebeia de Cicár
Alguém espreitando te viu Jesus beijar
De tarde, quando foste encontrá-Lo só
Morto de sede junto à fonte de Jacob

E tu serena acolheste
O beijo que te encantou
Serena empalideceste
E Jesus Cristo corou

Corou por ver quanta luz
Irradiava da tua fronte
Quando disseste - Oh Meu Jesus
Que bem eu fiz Senhor em vir á fonte!”

segunda-feira, abril 09, 2007

Momento "National Geographic"...


Da selva de Guiné-Bissau, uma foto de um primata cortesia do nosso amigo Jorge Neto. Na impossibilidade de ele a publicar, publico eu!
Um abraço para todos...

quinta-feira, abril 05, 2007

Bem-Vindos


De modo a contrariar a xenofobia e o racismo que ultimamente foram alimentados pelas bandas da Avenida da Liberdade, mais propriamente nas vizinhanças do Marquês de Pombal, os nossos gatos levantaram um coro de protesto e deram as boas vindas aos imigrantes. Os pretos, os chinocas, os monhés, os de leste, os brasucas, os hispâncicos e outros quaisquer foram alvos da injúria do PNR, um partido de extrema direita. Estes nomes como eles (PNR) lhes devem chamar não são cidadãos do Mundo e estes senhores só vêm Portugal como para os portugueses. Bem então os nossos emigrantes que tiveram de ir para o estrangeiro teriam de regressar engrossar cada vez mais o nosso egocentrismo e prejudicar a nossa economia. Sim, porque o país neste momento não tinha capacidade para os acolher!! O senhor da pêra é um insensato, um burjeço que está para aí plantado no "nosso" país. Nós os portugueses queremos receber bem, assim como fomos recebidos lá fora!
Os gatos à sua maneira deram-lhe a resposta merecida e sensata! Tal como no cartaz o do líder PNR devia ficar sem olhos!
Todos diferentes todos iguais!
Não ao racismo e à xenofobia!

quarta-feira, abril 04, 2007

No Coments



Soluções populistas, verborreia perigosa, pseudo-doantes da verdade e problemas que, assim, não alcançam solução...
Abolir este partido? Ameaça à democracia? Talvez, mas eu prefiro, por enquanto, pensar na liberdade como a possibilidade de rejeitar estes movimentos e ideais, algo que só a democracia permite... apesar de todas as suas imperfeições... já dizia o Churchill...

sexta-feira, março 30, 2007

A ditadura segundo Agostinho da Silva


Estou a ler um fantástico livro do Fernando Dacosta, "Máscaras de Salazar", agora que está tanto na voga o "nosso" antigo ditador!
Gostaria de partilhar a genial definição que o nosso filósofo, o nosso Jean Paul Sartre português, Agostinho da Silva se pronunciou sobre a ditadura: "Portugal partiu uma perna. Ele foi o gesso. Fez comichão, irritou, deformou. Quando a fractura ficou curada, o emplastro caiu e o País recomeçou a andar".
Fim de citação. Não acham maravilhoso?

quinta-feira, março 29, 2007

Repto Literário


O meu amigo e companheiro Hilário Jiménez, há dois dias, fez-me um repto a partir do seu blog "AUSENCIAS" que consiste em abrir o livro que tenhamos mais cerca de nós, na página 139, e transcrever as cinco primeiras linhas do segundo parágrafo. Depois desta tarefa, passamos a "batata quente" a outros três companheiros...
Eu vou alinhar...
O livro mais próximo que tenho, de título "Os Herdeiros do Vento", da autoria de Joaquim Pessoa, é uma constante na minha vida de nómada. Ora aqui vai...
"Clitie é um ramo de laranjeira em flor. Rodoguna é como um torrão de Almíscar de Alexandria.
À Frágil Aretusa comparo-a com um delicado ramo de flor-de-lis, anémonas e violetas. E a Circe com um pouco de essência de rosas.
Mas tu, Nerina, tu és um cacho de diáfanas moscatéis, que eu saboreio bago a bago até me embriagar."

"Gracias amigo mío". Passo o testemunho aos meus amigos Pedro Cuadrado, Carmen Rojas e Ricardo Paredes. Isto até tem a sua graça... uma interacção amistosa com literatura à mistura... Espero que aceitem o repto. Um abraço

Olivos con más de 600 años en Carbajo (Extremadura)...



En Carbajo, un pueblo perdido en las margenes del Tajo, lo olivos subsisten a las agruras del tiempo... No hay memoria más importante que la de la naturaleza y la de los árboles es una rareza por sus raízes profondas...

segunda-feira, março 26, 2007

Los telespectadores de Portugal eligen al dictador Salazar como la figura histórica más importante del país


El dictador Antonio de Oliveira Salazar, que gobernó Portugal entre 1932 y 1968, ha ganado una votación popular para elegir a los "grandes portugueses" de la historia promovida por el canal estatal de televisión de Portugal. Salazar ha obtenido el mayor número de votos en el concurso de la Radio Televisión Portuguesa (RTP) que concluyó esta madrugada tras varias semanas de debates en el aire y con una participación de 160.000 personas.
El dictador ha superado en la votación al histórico líder comunista luso Alvaro Cunhal, que ha obtenido el segundo puesto, y a Aristides de Sousa Mendes -tercero-, un diplomático que ayudó en su llegada a Portugal a miles de judíos perseguidos por la Alemania nazi, en contra de las órdenes del propio Salazar.
La votación portuguesa ha seguido el modelo de otras similares llevadas a cabo en varios países europeos como el Reino Unido, donde ganó el que fuese primer ministro Winston Churchill, o Alemania, donde el ex Canciller Konrad Adenauer fue el preferido.
Los portugueses han optado por elegir a Salazar como el primero de los grandes personajes del país, por delante también de figuras históricas como Afonso Henriques, el primer rey luso, o Luis de Camoes, considerado el más importante de los poetas nacionales.
El resultado de la consulta ha causado sorpresa en algunos sectores de la sociedad lusa, dado que Salazar es el símbolo de los casi 40 años de una dictadura que aisló a Portugal del resto del mundo. Analistas políticos han destacado hoy que muchos portugueses de mediana edad, a veces descontentos por la marcha económica del país, sienten simpatía por la figura del dictador, hijo de agricultores y nacido en abril de 1889. Pero su memoria parece haber logrado también atraer a sectores más jóvenes, que ni siquiera le conocieron.
El politólogo André Freire ha mostrado su preocupación por la elección de Salazar como el primero de los grandes portugueses, al tratarse del icono del llamado Estado Novo que él fundó como una dictadura de corte fascista.
Salazar fue el continuador del régimen militar que en 1926 encabezó el mariscal Antonio Carmona, que depuso a Sidonio Pais. Nombrado en 1928 ministro de Finanzas y, tras conseguir superávit en las cuentas públicas, Salazar fundó en 1930 el partido Uniao Nacional, paso previo a la toma de poder definitiva en abril de 1932 como presidente del Consejo gobernante.
El dictador hizo ratificar una nueva constitución un año después, con una abstención del 40% del electorado, y mantuvo la neutralidad de Portugal en la Segunda Guerra Mundial. Sin embargo, no logro evitar la pérdida de la India portuguesa, en 1962, ni la guerra colonial en África, que supuso el fin del Imperio luso en los años setenta del pasado siglo. En 1968, una grave enfermedad obligó a Salazar a dejar el poder y fue sustituido por Marcelo Caetano, al que derrocó la revolución de los claveles en abril de 1974.

In El País

Para mi es una verguenza. No hay memória histórica... elegir un dictador... un programa de la cadena publica pago por el dinero de los demás portugueses. Yo solamente digo: "25 de Abril SEMPRE! FASCISMO NUNCA MAIS!"

Stalin ha roto sus piernas


Una metáfora a las ideologias... Stalin ha roto sus piernas en el olvido de la isla de Cacheu...
Foto de Elsa Lopes.

domingo, março 25, 2007

Ter tudo, não tendo quase nada...


Mais uma foto cortesia de Elsa Lopes. No meio do mato correm crianças felizes descalças. Por aqui não há fome, a vida é simples mas não está corrompida o que faz um sorriso ser despretensioso e puro... há gente que paga para poder viver assim (nem que seja ao fim-de-semana organizado por uma empresa de animação...), eu apenas opino, sem ideias preconcebidas, porque é que estas crianças não podem escolher como querem viver no futuro... esse livre-arbítrio não existe por estas terras apesar de, como disse Rousseau, estarem naturalmente bons, sem a sociedade que os corrompa. Se ao menos pudessem ver o outro lado, poderiam sempre dar valor ao que têm...

A mão que indica o caminho...


Não acredito que esta arte de imortalzar momentos em imagens de megapixeis ou nitrato de prata dependa de objectivas caríssimas ou de aparelhos "XPTO" (claro que, tecnicamente, ajuda, mas não é assim tão redundante.
Esta fotografia, tirada com a velinha Pentax de 2 megapixeis, "congelou" o presente africano perto da fronteira entre o Senegal e a Guiné-Bissau em que uma mão, com sulcos de experiência, indica o caminho a um grupo de turistas europeus...
O mérito é todo de Elsa Lopes e do africano anónimo que lhe permitiu tão peculiar ponto de vista desse continente tão negro quanto as suas mãos...

sexta-feira, março 16, 2007

O meu tempo livre!

Não tenho lá tido muito tempo para colocar um post... Isto de dar aulas, corrigir testes e blá blá blá onde a ministra pensa que os professores são os maus da fita no ensino rouba muito tempo aqui ao people! Tenho bué que fazer durante uma semana, apenas às sextas feiras tenho um pouco de tempo livre e é porque hoje vou dar teste! Bem, gostei de todos os posts e parece que me fazem transportar para o Mundo! Mais parece que vivo isolado numa ilha onde tudo à minha volta é só papelada! Está a chegar ao fim o 2º período e felizmente vou poder repousar um pouco a mente, mas sem parar, sem parar! Mar adentro!! Mar adentro!!
Abraços a todos!

quarta-feira, março 14, 2007

Irão Vs Esparta (A batalha fora de tempo)


Não bastou o sangue da batalha de Termópilas entre Esparta e a Pérsia e, agora, no rescaldo da “premiere” do filme “300” (adaptação homónima da “graphic novel” de Frank Miller), a nação iraniana declara que é mais um golpe do ocidente para denegrir a imagem dos povos oriundos do médio oriente. Não digo que não exista esse tipo de propaganda (principalmente por parte de um executivo cujo líder terminou a sua visita à América do Sul), mas, apesar de não ter visto o filme, já li o livro e não creio que tal seja justo quer para a obra, para o autor e para todos os que se interessam e acreditam na liberdade artística. No entanto, fica a nota, o carácter heróico dos espartanos e do seu líder, presentes nesta obra, não fazem justiça às atrocidades cometidas por esta nação helénica… felizmente que Atenas permaneceu e Esparta pereceu… tudo em prol do estado…

segunda-feira, março 12, 2007

O "efeito Axe" do Pauleta...


Eis o amigo Pauleta, jogador português, que poucos golos marcou pela selecção "tuga" nos últimos jogos da sua carreira, no entanto marcou a semana passada o meu "benfas"... Enfim, reparem no efeito que os jogadores "tugas" têm no seio, melhor, nos seios das mulheres... Eu imagino se isto um dia se passa com o Cristiano Ronaldo...
Um abraço... isto serve para aligeirar de novo os nossos "senderos"... ultimamente têm sido caminhos muito pesados...

LOS HÉROES

En una manifestación multitudinaria de la derecha, compuesta en su mayoría por gente de ideas conservadoras muy legítimas, bastará con que en ella se introduzca un grupo franquista con la bandera preconstitucional, con gritos e insultos incendiarios llamando a la acción directa para que todo el acto huela a fascismo, que es el ajo de este guiso popular. Sucede lo mismo en una concentración de izquierdas si en ella participan algunos radicales alucinados, que sueñan todavía con asaltar el palacio de Invierno, aunque sea armados con el cubierto del pescado. La convivencia de personas, ideas y pasiones se establece siempre por el nivel más rudimentario. Es más fácil dar mazazos a un bombo que tocar el piano, sobre todo si se intenta interpretar a Chopín con guantes de boxeo. Si un esteta se enamorara de una hortera acabaría veraneando en Marina D?Or y si ella fuera una señora exquisita y se juntara con un oyente amamantado a diario por el odio que siembra la radio episcopal, sin duda, echaría espumarajos por la boca con solo nombrarle al anticristo Zapatero; si a una pancarta llevada por Adenauer, De Gaulle y Churchill se incorporara Idi Amin, el rasero lo impondría este carnicero de Uganda y si en una mesa redonda de escritores participaran Samuel Beckett, Arthur Miller y Albert Camus, y de pronto, un gacetillero de salsa rosa se hiciera cargo de una de las ponencias, éste marcaría finalmente el prestigio de la reunión y no sería extraño que los cuatro terminaran hablando del adulterio de la mujer de un torero. En todo guiso donde se pone ajo, siempre manda el ajo. A algunos les gusta la comida muy recia, pero en política el fascismo es una ideología que lo impregna todo, como el ajo, cuyo sabor se apodera del plato hasta convertirlo en un alimento sólo apto para estómagos de antiguos arrieros, o en este caso, para fanáticos de extrema derecha. Han sido las minorías de la izquierda democrática y de la derecha civilizada las que han sacado a este país de sus grandes atascos. El sentido común en España ha constituido siempre una empresa heroica y más ahora que el pensamiento testicular se ha apoderado de la vida pública. Muchos militantes del Partido Popular comienzan a sentirse avergonzados de los energúmenos de la propia casa; las gentes de izquierda son diariamente vilipendiadas desde la caverna, pero a ciudadanos de esta clase se deben los momentos estelares de nuestra historia. De uno y otro lado, los moderados son los verdaderos héroes de España.
In El País, 11-3-07

Outras pátrias...


Hoje é o último dia de viagem por terras africanas de um grupo de amigos muito especial para mim (e não estivesse a minha cara-metade no meio do grupo!). A sua experiência por terras senegalesas e guineenses durou quase duas semanas, com aventuras que ia acompanhando por sms, quando a rede permitia, ou por telefone. Este post é uma mera divagação de saudade, repleta de vontade de saber, na 1ªpessoas, como foi esta "expedição" na companhia do repórter europeu mais africano que eu conheço, o nosso colaborador, e autor do célebre blog "Africanidades", Jorge Neto. Para todos os envolvidos neste projecto (meio férias, meio acção humanitária...) votos de uma boa viagem de regresso... de certeza que voltam mais humanos...

domingo, março 11, 2007

Necesitamos reflexionar

Ayer en Madrid manifestación multitudinaria con banderas españolas (y alguna inconstitucional) apoyando al Partido Popular y en contra del gobierno legítimo de Zapatero. De fondo, junto con la descarada apropiación de himnos y símbolos, las frases de Rajoy que tristemente aún no se han borrado de mi cabeza: "Zapatero ya no sirve como presidente", "el gobierno debe rectificar", "es hora de que los españoles hablen", "el gobierno embauca a los ciudadanos con una paz engañosa", "nosotros haremos justicia",... Obviamente los gobernantes cometen errores; opino que es un juego peligroso establecer comparaciones con situaciones parecidas en el pasado.
Pero paremos un poco y reflexionemos. Como dice hoy en sus páginas el periódico El País, había dos soluciones para el caso De Juana; dejarlo morir o excarcelarlo. El gobierno tuvo que elegir entre dos males. ¿Qué consecuencias hubiera tenido la primera opción? Seguramente peligrosas. La segunda fue la que ganó el pulso, y se buscó una medida legal como la prisión atenuada.
Hay que mantener cierta prudencia. Al enemigo ni agua, pero ¿quién es ahora realmente el enemigo de quién? Nuestra democracia no está pasando por sus mejores momentos y algunos se dedican a pasear las miserias en vez de tender la mano.

Pátrias...


Hoje assisti, através de vários pontos de vista (TVE, RTP, CNN, RAI...) mediáticos, à manifestação que o PP organizou durante os últimos dias. A política já saiu à rua e palavras, argumentos pró, contra, greves de fome, terrorismo, um basco que não mostra arrependimento e que tenta reaver direitos de autor, enfrentam-se num périplo de bandeiras... sob o olhar de uma águia nacionalista...
Eu, que, culturalmente, me sinto um filho adoptivo penso sob a forma de imagens que tardaram a voltar à sua pátria…

Num lugar que o tempo já não pode recordar...

Ao fotógrafo anónimo, cujas imagens perduram no tempo e na repleta parede dum qualquer restaurante típico alentejano... a estrada, essa que pés descalços, poeirentos pés, pés negros, pisados por altas botas, percorreram já deve ter sido "macadamizada" pelo progresso...

Retratos do Alentejo...


O meu avô viveu estes tempos duros de "sol a sol", e bem podia figurar neste retrato do passado, em que a minha avó lhe fazia "cardos de azeite e vinagre" para o fim da jornada laboral. Hoje comi um prato semelhante, "Sopa de Cardos com Bacalhau" num restaurante a 10€ cada sopa. O que outrora era sinónimo de pobreza, hoje paga-se caro na ironia de sentir o paladar da miséria de outros tempos (com o "fiel amigo" sempre à mistura, até que fique extinto).

quarta-feira, março 07, 2007

Héroes del Silencio vuelven 10 años después (in El Pais)


"Hoy los amantes del rock han recibido una magnífica noticia. Porque al fin y al cabo, que la banda española de rock más internacional anuncie su regreso, lo es. Y lo es porque hace 11 años, allá por el 96, tras aquella multitudinaria rueda de prensa en el Hard Rock Café de Madrid en la que confirmaron su separación ?entonces temporal-, empezamos a perder la esperanza paulatinamente de ver otra vez a Héroes del Silencio encima de un escenario.
Bunbury se encargó de convencernos en sus primeras entrevistas tras la ruptura: "No habrá más Héroes". Más rotundo, imposible. Sus cabreos en algunos shows de Radical Sonora -debut en solitario-, cuando escuchaba a la gente corear "Héroes, Héroes", eran otro síntoma inequívoco de su necesidad vital de romper con el pasado. En parte, no le faltaba razón ya que para ser algo distinto, tenía que quitarse de encima la sombra del grupo. Lo consiguió con no pocas dificultades. Firmó una carrera en ascenso, con muy buenas críticas, y dejó un disco para la posteridad: Pequeño (1999).
Tampoco aportó mucho Juan Valdivia (guitarra solista), el otro gran líder del grupo, en sus dos entrevistas conocidas ?una publicada en Heraldo de Aragón y otra que concedió a un especial sobre el grupo de la revista Efe Eme-. Rajó de lo lindo, sobre todo de Enrique, y dejó constancia de su negativa absoluta a volverse a subir en escenario con sus compañeros.
A Joaquín Cardiel (bajista) le vimos distante, al margen incluso de lo que se cocía en el panorama musical zaragozano. Y siempre fue Pedro Andreu (batería), el que más próximo estuvo a los fans y el que trataba de enviar mensajes conciliadores en la mejor dirección. Pedro Andreu ha sido siempre una bisagra especial, una persona con un talante lleno de bondad, constructivo y muy eficaz, dirigido siempre a mantener la base y la motivación por la que un día nació el grupo.
Casi once años después del adiós, Héroes del Silencio regresan para realizar una gira de unos cuantos conciertos en Guatemala, México, Estados Unidos, Argentina y su Zaragoza natal. El éxito está asegurado. Al fin y al cabo, Héroes fue el gran fenómeno del rock nacional. Traspasaron fronteras inimaginables cantando en español, vendieron más de cinco millones de discos y giraron durante años por toda Europa y América. Abrieron las puertas de la Zarzuela al rock ?el Príncipe de Asturias les recibió en audiencia-, compartieron escenario en festivales con algunos de los más grandes: Aerosmith, Led Zeppelin, Leonard Cohen? y descubrieron a muchos grupos españoles que con tesón, sacrificio y un poquito de suerte, se podían hacer grandes cosas allende nuestras fronteras.
Lo dejaron en el mejor momento, cuando la banda ya era un fenómeno internacional. Su último disco en estudio, Avalancha (1995), lo había producido una leyenda de la música, Bob Ezrin (productor de Pink Floyd, Lou Reed, Peter Gabriel, Kiss?), y en la gira de ese disco visitaron más de 30 países. Una auténtica locura.
La formación original de Héroes no contará con el "quinto héroe", el mexicano Alan Boguslavsky, que entró como guitarra rítmica en 1993 y que, hace algunas semanas, aseguraba desconocer cualquier plan del grupo para volver a los escenarios.
Este retorno puntual a gran escala servirá para saciar las ansias de miles de seguidores. Como las de Carmen Calvo, Ministra de Cultura, quien aseguró hace algunos meses que "si pudiera hacer algo por Decreto, sería reunir a Héroes del Silencio". También servirá para despejar muchas dudas, como el verdadero poder de convocatoria dentro y fuera de nuestras fronteras, y si después de once años, el sonido de Héroes sigue teniendo la misma fuerza de entonces.
En España, Zaragoza será la única ciudad que los verá encima de un escenario. En concreto, la cita es el viernes 12 de octubre, en plenas fiestas del Pilar, en el Estadio de La Romareda. Un concierto para el que ya hay una enorme expectación, considerando que seguidores de toda España y de muchos países de Europa se desplazarán masivamente hasta la capital aragonesa, para vivir este espectáculo único e irrepetible. ¿Cuántas horas tardarán en agotarse las entradas? No es difícil vaticinar que volarán como sucedió con las últimas de U2 o Springsteen. Porque los Héroes se hacen mayores ?han rebasado los 40 años-, vuelven puntualmente después de mucho tiempo y quién sabe si después de esto, habrá otra ocasión de verlos en directo.
Los grandes clásicos, desde Entre dos tierras hasta Iberia sumergida o La chispa adecuada, pasando por joyas como La sirena varada o Maldito duende, sonarán de nuevo y permitirán revivir la magia con la que este grupo deslumbró a comienzos de los 90. La tan deseada "gira del próximo milenio" ya está aquí".

Estação Meteorológica

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Ruy Belo, mais uma vez


AS GRANDES INSUBMISSÕES


As grandes insubmissões sempre foram para mim as pequenas. Na minha vida, lem­bro duas. Começava um ano lectivo. Anda­ria no segundo ano do liceu. Era a época da feira da piedade. Cheguei de férias na minha terra e vi o vítor a andar de carrocel. Esperava que a volta acabasse para o abraçar. Fui esperando, ele nunca mais des­cia. Uma volta, mais outra, outra ainda. Fui contando: vinte. O vítor tinha vinte escudos. Eu já o respeitava, porque era muito alto. Passei a respeitá-lo mais. O vítor era capaz de gastar vinte escudos no carrocel.
Outra grande insubmissão foi a do maurí­cio, também nos primeiros anos do liceu. Um dia o maurício faltou à aula das nove. Até aí, nada de particular. Saímos para o pátio e o maurício estava no campo de bas­ket, perfeitamente equipado, so­zinho, a lançar a bola ao cesto.
– Ó maurício, faltaste à aula das nove.
E o maurício, sem responder, im­perturbá­vel, continuava a lançar a bola ao cesto.
Tocou para a aula das dez.
– Ó maurício, não vens à aula?
O maurício não respondia. Conti­nuava, imperturbável, a lançar a bola ao cesto.
Faltou à aula das dez, faltou toda a manhã. Nos intervalos saíamos e logo ouvíamos a bola contra a tabela. O maurício, sozinho, continuava a lançar a bola ao cesto.
Só se foi vestir quando tocou para a saída da última aula dessa manhã. Esperámos todos por ele. Não lhe perguntámos nada. E seguimo-lo cheios de admiração. O maurí­cio, apesar dos professores, apesar dos con­tínuos, apesar da campainha, faltara a todas as aulas.
Toda a manhã jogara basket. So­zinho. Contra professores, contra contínuos, contra a campainha.


Ruy Belo



Rocky XXXVIII

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

"Hopper y Wenders"



Isto é uma das obras que mais gosto de todos os estílos de pintura... Hopper, o realismo americano, que me recorda sempre Steinbeck e outros da sua geração.
"The End o Violence" de Wenders utilizou bem esta imagem como mote para uma narrativa visual interessante...

Sonho Azul


Levei-o no meu sonho azul
Azul, Azul
Da cor do céu
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
Da cor do meu
Deitados no leito da lua
Na frescura, que tremor...
Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul

Levei-o no meu sonho azul
Azul, azul
Da cor do mar
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
De apaixonar
Deitados na noite das ilhas
Na frescura, que tremor...

Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul

Letra e música: Pedro Ayres Magalhães

domingo, fevereiro 25, 2007

A propósito de DESERTIFICAÇÃO


in Revista Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales
Universidad de Barcelona [ISSN 1138-9796]
Nº 287, 26 de marzo de 2001

Retratos de solidão...


Há muito que me aflige a solidão de muitos idosos… As suas vidas esquecidas por uma sociedade que fala apenas de activos para a economia e de crescimento de PIBs. Proponho que, aqui no blog, façamos uma rubrica em que denunciamos esse esquecimento e a desertificação do interior dos países europeus. Fica o repto.

sábado, fevereiro 24, 2007

"De Profundis"


Morte cerebral, foi com esta expressão
que a Agência Lusa passou a noticia à
Imprensa (...) Morte branca, aponto eu (...)


José Cardoso Pires, in "De Profundis"

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Os "filhos da madrugada" não morrem...


O Zeca morreu há vinte anos, mas "Grândola" viverá sempre na liberdade de um coração de Abril ao som de uma cântiga de Maio...

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

"Be water, my friend"


"Empty your mind. Be formless, shapeless. Like water. You put water into a bottle and it becomes the bottle. You put in a teapot, it becomes the teapot. Water can flow, or it can crash. Be water, my friend!" Bruce Lee

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Liberdade de correr... (por onde queremos!)



"Vou por onde me levam os meus próprios passos..." José Régio in "Cântico Negro"

Babel


Desde as areias remotas de Marrocos, ao Japão e às fronteiras ostracizantes dos EUA com o vizinho México, um tiro de uma espingarda afecta a vida de vários seres humanos. Um bom filme, apoiado num bom argumento e numa forma de filmar interessante como Alejandro González Iñarritu nos tem habituado. Mais do que a sua estética, é um filme importante porque nos faz pensar... e se isso não é importante na arte, que redundante que a mesma fica.
O título bíblico é, de facto, adequado e justificado por uma panóplia linguística a que o cinema norte-americano não nos tem acostumado.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Harry Connick, Jr. performing on French TV in 1993


Good old Harry Connick Jr... Haviam de ouvir este tipo a tocar piano com 11 anos...

inTolerância...


Em tolerância. Será um estado de espírito? Um momento zen? Uma qualidade apanágio dos Santos? Ou simplesmente uma palavra impregnada de valores já esquecidos?
Desde sempre que este conceito nos persegue, estando incluído em todos os dicionários e, provavelmente, fazendo parte de todos os códigos morais que, de uma forma ou de outra, fazem parte do "genoma moral" universal...
Hoje deparei-me com a intolerância dos ditos tolerantes. Não me afecta muito pois também tenho fortes convicções... como é que há gente que quer mudar o mundo olhando apenas para o seu código de valores e julgando os outros perante os mesmos valores? Posições extremadas, por melhores que pensemos que sejam, tendem a ser cegas e surdas, tornando-se mudas no que diz respeito a uma mensagem positiva...
Creio que a sabedoria não existe sem este conceito, por isso o discurso político, religioso, dito "intelectual", ecológico (por vezes), entre outros, estão tão longe da credibilidade...

World Press Photo 2006


Há alguns meses que conhecia esta fotografia. Recordo-me de, de imediato, a ter comentado com amigos... todos os contrastes e dicotomias que ela representa. De facto, o momento imortalizado por a objectiva deste fotojornalista representa, na prefeição, a complexidade dos conflitos no Médio Oriente... Quem está à espera de ver uns "freaks", um tanto ou quanto "abetalhados", no meio dos escombros e da miséria de um Líbano bombardeado...
Ironias...

sábado, fevereiro 10, 2007

Uma tarde nostalgica...


Para muitos que nasceram nos anos oitenta, esta é uma figura icónica e popular, símbolo de várias épocas de uma América de "white trash", "cold war" ou, simplesmente, "living in America"... Confesso que este filme, simples como a sua personagem principal, que nos acompanha há cinco sequelas, me deu uma sessão de cinema prazenteira e nostalgica, terminando, com chave-de-ouro, a geração que cresceu a ver Rocky Balboa... da qual, por inerência do destino, eu pertenço.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Soap bubbles in the old road...

During a february Sunday afternoon... in an spanish old country path through the fields full of solitary cows...
Valencia de Alcántara, Febrero, 2007.

Farenheit 9/11


Não me canso de reflectir sobre este filme. Não creio no filme a 100%, mas a 99%... lembram-se do "arbusto" que falámos no post anterior? Para ver, rever, e pensar. Eu era fã, à maneira do Uncle Sam, do programa do realizador Michael Moore, "The Awful Truth".
Aquele Abraço.

Filosofia Callejera

Todo un tratado filosófico se podria escribir sobre el contenido de esta foto. A ver si nos esmeramos más y intentamos cambiar las cosas... a empezar por un tio de sobrenombre "Arbusto".

En una calle, cerca de la clinica Los Naranjos, en Badajoz...

O referendo do aborto

Já ando farto destes argumentos do pró e contra o aborto, isto devia ser resolvido na AR e deixarmo-nos desta palhaçada do referendo do aborto! Este nem sequer vai ser vinculativo, a abstenção vai superar os 50%. O pai do aborto, o egocêntrico Marcelo Rebelo de Sousa, vai ver o "seu" filho morrer prematuramente, nem sequer vai chegar aos dez anos! Em Portugal o referendo não faz sentido, os portugueses não estão para se estar a chatear, somos um povo sereno e não nos estamos para saber da vida dos outros!
Eu vou votar pois é um dever civíco e vou votar SIM, SIM, SIM, SIM, SIM, SIM, SIM , SIM, SIM, SIM e por mais razões, SIM, SIM!
Despenalizar, SIM!!!!

sábado, fevereiro 03, 2007

Peter Falk e "The Wings of Desire"

Win Wenders mostra-nos um mundo de anjos que podem cair. Afinal Columbo era um deles... não sei por quê essa imagem me veio à cabeça neste final de serão, cansativo, mas prazenteiro...
Damiel: ...Time!
Falk: Let me give you a few dollars. Just to tide you over.
Damiel: I have money!
Falk: Ah!
Damiel: I sold something.
Falk: The armor!
Falk: Right?
Falk: What did you get for it?
Damiel: Two hundred marks.
Falk: You got robbed, but that happens. Let me tell you something. I'm going back now thirty years! New York City...
Falk: ...pawn shop, 23rd and Lex...
Falk: ...the guy gave me five hundred dollars.
Damiel: You were...
Falk: Yeah.
Damiel: You are...? You, too?
Falk: Oh yeah! There's lots of us.
Falk: ...You're not the only one!

O futuro de ontem é hoje



Relendo este poema, pergunto-me se Ruy Belo subscreveria hoje estas suas palavras dos idos de 70 ou por aí. Como seria o poema que de certeza escreveria? Qual o desenho que fariam essas "profundas crianças"?

Na memória ficará sempre esse "aonde o puro pássaro é possível", e essas crianças a dançarem "à sombra dos plátanos".



O portugal futuro

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e lhe chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro