segunda-feira, maio 23, 2011

The Twilight Samurai


A nomeação para o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro de 2004 atesta a qualidade desta película de época realizada por Yoji Yamada. “The Twilight Samurai” é um filme que vai para além do género e introduz-nos a uma personagem cuja ausência de ambição material é substituída pela sua humilde dedicação à família…
A história de um samurai de classe social inferior que roça a miséria ao ponto de vender a “Katana”, herdada de seu pai, para pagar as dívidas e poder ver crescer as suas filhas, “dia após dia, é como ver crescer sementeiras ou ver florescer flores num campo”…
Há anos que o tinha visto (e guardado na minha videoteca), mas já não me lembrava que, para além de uma narrativa interessantíssima, também tem uma fotografia elegantíssima com o sereno Monte Fuji em plano de fundo.

sexta-feira, maio 20, 2011

Exposição Sardinhas Festas de Lisboa’11 -


Exposição Sardinhas Festas de Lisboa’11
Até ao final de Agosto em exposição nas instalações do Millennium BCP da Rua Augusta, Lisboa.

A autora deste desenho é Susana Carvalhinhos.

quinta-feira, maio 19, 2011

"Rainbow" - Long Live Rock 'n' Roll

Mi amigo Jorge suele dejarme discos de su colección para que después podamos discutir la calidad y sonido de algunos grupos que probablemente ya son de la edad de la piedra para algunos. Además de un excelente músico (con su grupo “Tierrakemá”) y muy buena gente, Jorge es un melómano como conozco pocos (sólo superado por José Luis y nuestro Pedro). No os estoy mintiendo, si os digo que me siento un inculto cuando hablamos de esta pasión común que es el “Metal” y el “Rock”…
Es lo que pasa con este álbum de “Rainbow” con su emblemático cantante, ya desaparecido, Ronnie Dio. Con Jorge, y su hermano David, he redescubierto que en 1978 los “strings” y “riffs” de las guitarras de este grupo ya merecían la atención del público.
Para quien le gusta el género, os garantizo que merece la pena. Por ahora es lo que se escucha por aquí.

terça-feira, maio 17, 2011

"Take my Hand"

Happiness

19th National Photo Contest was held by Photo Division of Ministry of Information and Broadcasting, Government of India. Theme was ‘HAPPINESS’. Out of approx. 485 participants and their nearly 2100 entries, three winners and five consolation prizes are awarded on 24th April, 2007.
Pleasure to declare that i stood fourth and it won me a consolation prize.
Divs Sejpal 

Mais uma dessas milhares de imagens que circulam na internet e que me captou a atenção. Só pelo sorriso, vale a pena.

O que se ouve por aqui... "Million Dollar Baby Soundtrack"

Numa tarde de trovoada e céu cinzento, o meu trabalho decorre ao som desta excelente (e simples, como gosto) banda sonora...

segunda-feira, maio 16, 2011

Vai um "chupito" contra a austeridade?

Em pleno Festival da Bifana, encontro um exemplo a criatividade e humor que caracterizam Portugal... Pena que o nosso engenho não se manifesta na classe política e no bem comum...
Como diz a canção do Jorge Palma: "No fundo todos querem ser ditadores"...

My Father's Eyes - Eric Clapton

 No final dos anos 90, costumava ouvir esta música de Eric Clapton (do álbum "Pilgrim") e nunca tinha prestado muita atenção à letra. Hoje, aqui volvidos mais de dez anos, redescubro esta melodia através dos olhos do meu pai... e do meu filho...

Sailing down behind the sun,
Waiting for my prince to come.
Praying for the healing rain
To restore my soul again.

Just a toerag on the run.
How did I get here?
What have I done?
When will all my hopes arise?
How will I know him?
When I look in my father's eyes.
My father's eyes.
When I look in my father's eyes.
My father's eyes.

Then the light begins to shine
And I hear those ancient lullabies.
And as I watch this seedling grow,
Feel my heart start to overflow.

Where do I find the words to say?
How do I teach him?
What do we play?
Bit by bit, I've realized
That's when I need them,
That's when I need my father's eyes.
My father's eyes.
That's when I need my father's eyes.
My father's eyes.

Then the jagged edge appears
Through the distant clouds of tears.
I'm like a bridge that was washed away;
My foundations were made of clay.

As my soul slides down to die.
How could I lose him?
What did I try?
Bit by bit, I've realized
That he was here with me;
I looked into my father's eyes.
My father's eyes.
I looked into my father's eyes.
My father's eyes.

My father's eyes.
My father's eyes.
I looked into my father's eyes.
My father's eyes. 


quarta-feira, maio 11, 2011

"Religião, Porquê?"

A propósito do lançamento do livro de Manuel Souto Teixeira, "Religião, Porquê?", lembrei-me de um bom livro, recomendado pelo meu grande amigo José António Santiago, "Aprender a Viver" de Luc Ferry.
Esta problemática é tão inerente à condição humana que nunca deixará de ser pertinente. O simples facto do homem ter noção da sua efemeridade, algo único e exclusivo da sua inteligência, faz com que o mesmo busque explicações para dar um sentido para a sua existência e "pós-existência".
Dessa dúvida, dessa ânsia, institucionalizou-se, de distintas maneiras, o que entendemos como religião, sacralizando-se tantas coisas ao longo dos tempos que qualquer dia a própria dúvida será sacralizada...
Não confundo religião com o que é do domínio do espírito humano, essa centelha de vida e de inteligibilidade que nos difere da matéria inanimada, nem sacralizo "ismos". Nunca poderei dizer que um ateu não tem razão, nem negar a experiência "mística" de quem quer que seja. Já tive a altivez de me julgar intelectualmente superior a uma crente peregrina em sofrimento e levei uma bofetada mundana que nenhuma ciência me curaria de humildade...
Cresci num ambiente e com uma matriz cultural baseada no cristianismo da igreja católica apostólica romana, conheci os meus primeiros anos através dessa óptica, curiosamente foi um filósofo católico que me fez duvidar que esse deus paternal (aqui não merece a maiúscula) fosse tão misericordioso como mo predicavam...
Comecei a perceber as metáforas e simbolismos de pastores, ovelhas e cordeiros e preferi percorrer o caminho sozinho, aceitando que se tenho que afirmar ou negar Deus tem de ser por mim, pela minha forma e local onde me coloco para ver o que me rodeia. E esse senhor, a quem chamam pai, é muitas vezes pior que um padastro...
Mas, nesse percurso, tu próprio, negando o absurdo, tentando dar sentido por a ausência do mesmo ser tão difícil de suportar, sacralizas instantes, momentos, palavras... tendes a percorrer o mundo de ocidente a oriente, para chegar à simples conclusão que simplesmente se tem de viver esta vida da melhor maneira possível seja com a ausência ou presença do substantivo insubstancial "Deus".   
 

segunda-feira, maio 09, 2011

"These Days" - Bon Jovi


Bem velhinha, a tocar na "estereofonia"... Estes dias o "pop" que a minha irmã ouvia (e consequentemente eu!) veio-me à memória!
Boa noite e bom maio...

quinta-feira, maio 05, 2011

A Scarlett de bicicleta


Olhem-me essa Scarlett... Bom calçado para andar de bicicleta, não é?



domingo, maio 01, 2011

"The Ghost Writer" de Roman Polanski

Numa noite pouco agradável, no silêncio das palavras, pelo menos uma narrativa visual que me ajudou a alienar. Mestria de Polanski e mérito de McGregor.
Como o meu bom amigo Miguel recomendou, um filme que nos remete para as "Wikileaks" que por aí andam e "caem" como bombas mediáticas...
Boa noite...

sexta-feira, abril 29, 2011

"Run to the Water" Live


Houve uma época que este disco me acompanhou com bastante frequência, em especial esta canção...
Boa noite...

"Lightning Crashes" - Live


O que se ouve nesta noite de abril (já há/à acordo ortográfico!)...
"Eu posso senti-la"...

terça-feira, abril 26, 2011

“O Homem do Tanque da Liberdade”


Quem vive na fronteira (e “vive a fronteira”) deveria saber que foi um “raiano” quem, corajosamente, foi o rosto visível de um dos acontecimentos mais importantes e peculiares do passado século, como foi o dia 25 de Abril de 1974, também conhecido por “Revolução dos Cravos”, que marcou a transição de um dos regimes ditatoriais mais longos da história para uma democracia conquistada através de um golpe de estado militar atípico e sem derrame de sangue.
                Refiro-me a Salgueiro Maia, o militar português, nascido no dia 1 de Julho de 1944 na localidade, aqui tão próxima, de Castelo de Vide. Filho de ferroviário, Valencia de Alcántara não está alheia à vida deste “Capitão de Abril”, sendo que o seu pai trabalhou durante anos na estação fronteiriça partilhada por funcionários de ambos países e ainda é recordado por alguns habitantes de Valencia.
                Numa época em que todo o tipo de valores são relativizados em prol dos “mercados”, tem todo o sentido relembrar a figura de integridade, coragem e altruísmo que muitos encontram na figura de Salgueiro Maia. Trata-se, talvez, do elemento mais “puro” e “desinteressado” que participou na revolução, nunca pondo o seu interesse pessoal à frente da sua forte crença de liberdade e num sentido de justiça que só conhecem os heróis dignos dos mais sinceros elogios e panteões.
                Talvez o seu nome perder-se-á na obscuridade da cronologia, no entanto, enquanto existir a utopia de que se pode viver numa sociedade mais justa, enquanto existirem cabeças que pensem por si próprias, este espírito de Abril, este Capitão de uma das mais poéticas revoluções que a história viu nascer, será um símbolo de liberdade e de desinteresse pelo poder.
                É este desinteresse pelo poder, unido a uma forte consciência cívica, que poderá ajudar Espanha e Portugal a resistir à ditadura dos mercados, dos “ratings” das agências que analisam longe da realidade (como se nos EUA se soubesse e entendesse o que é a vida na Península Ibérica?), das opiniões convenientemente formatadas de que isto é culpa dos que aspiram dignidade e uma vida melhor. Enfim, que poderá mobilizar um espírito crítico que não nos afaste das democracias vigentes que tanto custaram a conquistar.
                Existe um velho ditado português que diz “que Deus leva os que mais ama”, e, infelizmente, a morte levou o Capitão Salgueiro Maia demasiado cedo, há quase duas décadas. Morreu acreditando nos ideais que o levaram a conduzir o “tanque da liberdade” do seu regimento que acabou com a mais velha ditadura do século XX, mas com uma profunda lucidez do que daí adveio e, algo de que nunca abdicaria, espírito crítico.
                Resumir liberdade a direitas e esquerdas, é insultar quem por ela lutou, luta e lutará. Como o próprio Maia dizia: “a liberdade é um combate interior”, apesar de cada vez ser mais difícil falar de liberdade nos dias que hoje vivemos e sem fronteiras que nos dividam… É o que muitos chamam um dado adquirido. Está ali e nem nos preocupamos com o seu valor… com a sua efemeridade...
                Termino com estes versos de Manuel Alegre que nos fazem pensar que o carácter se pode herdar, mas também se pode conquistar.

Ficaste na pureza inicial
do gesto que liberta e se desprende
havia em ti o símbolo e o sinal
havia em ti o herói que não se rende

Outros jogaram o jogo viciado
para ti nem poder nem sua regra
Conquistador do sonho inconquistado
havia em ti o herói que não se integra

Por isso ficarás como quem vem
dar outro rosto ao rosto da cidade
Diz-se o teu nome e sais de Santarém
Trazendo a espada e a flor da liberdade.

domingo, abril 24, 2011

"Eis-me Acordado" - Al Berto


Eis-me acordado, lembrando as palavras de Al Berto...

Luar na Lubre (Tu Gitana), excelente versão de José Afonso



Nacionalismos à parte, algo a que nunca fui dado, há que reconhecer a origem desta canção "Tu Gitana", que muitos reconhecem como galega. Nada mais errado, quanto muito a letra retirada por o saudoso Zeca do Cancioneiro de Vila Viçosa e por si musicada para o álbum de 1985 "Galinhas do Mato".
Há sim que reconhecer o mérito artístico dos Luar na Lubre, como é bem evidente nesta versão!
É desta maneira que nos estamos a preparar para lembrar Abril aqui por casa. A ouvir boa música e a pensarmos que a liberdade é tão relativa nos dias de hoje...

sexta-feira, abril 22, 2011

The Great Escape

Se temos que fugir que, pelo menos, seja como o Steve McQueen, isto é, em grande estilo...
Mesmo que sejamos apanhados, não há arame farpado que limite o nosso carácter!

Amancio Prada canta Rosalía de Castro

Conhecia mal este autor e nos últimos anos tenho tentado conhecer um pouco mais da sua obra. Felizmente, e graças à minha amiga Mª América e ao Alfonso (quando os verei outra vez?), pude desfrutar do cantor e da poetisa neste disco que recomendo vivamente. E não fosse ele em galego, verde, húmido para o qual parto em pensamento desde a minha planície alentejana...
 
 
 
 
 
Adiós, ríos; adiós, fontes;
adiós, regatos pequenos;
adiós, vista dos meus ollos;
non sei cándo nos veremos.
Miña terra, miña terra,
terra donde me eu criéi,
hortiña que quero tanto,
figueiriñas que prantéi,
prados, ríos, arboredas,
pinares que move o vento,
paxariños piadores,
casiña do meu contento,
muíño dos castañares,
noites craras de luar,
campaniñas trimbadoras
da igrexiña do lugar,
amoriñas das silveiras
que eu Ile dabaó meu amor,
camininos antre o millo,
¡adiós, para sempre adiós!
¡Adiós, groria! ¡Adiós, contento!
¡Deixo a casa onde nacín,
deixo a aldea que conoso
por un mundo que non vin!
Deixo amigos por estraños,
deixo a veiga polo mar,
deixo, en fin, canto ben quero . . .
¡Quén pudera no o deixar . . .!
......... Mais son probe e, ¡mal pecado!,
a miña terra n'é miña,
que hasta lle dan de prestado

Spencer Tracy e "Guess Who's Coming to Dinner"

Há muito tempo que não tinha a oportunidade de ver bom cinema clássico. E assim foi esta tarde, entre as birrinhas do Santiago e outros afazeres doméstcios, lá fui vendo graças às boxes de gravação um excelente filme com saudoso Spencer Tracy, o carismático Sidney Poitier e a elegante Katherine Hepburn.
O tema é desta película é mais que conhecido e o verdadeiro motivo porque ficou na história do cinema, mas para mim tocou-me bastante  a personagem e a figura de Spencer Tracy. Talvez tudo tenha que ver com alguma nostalgia que a sua face traz ao meu coração, ao seu dilema que vai para além do politicamente correcto, enfim à sua humanidade, reconhecimento dos seus limites morais e preconceitos. 
A condição de imperfeição em diálogo fraterno com o simbólico Monsenhor...
Um Spencer Tracy que tanto me lembra o meu avô e a falta que ele me faz...

quinta-feira, abril 07, 2011

(Al)fama

Num dos périplos por velhas músicas, reencontro sempre, é inevitável, Madredeus.
Talvez uma das grandes bandas, grupos, conjuntos musicais, ou o que lhe queiram chamar, se sempre da música portuguesa em minha opinião.
Dotado da grande voz de Teresa Salgueiro, de dois grandes génios - Pedro Aires Magalhães e Rodrigo Leão, este é sem dúvida um dos grupos de músicos que deixa muitas saudades.
Fica apenas mais um som demonstrativo de algo que não se perdeu, mas que de deu a conhecer e que enriqueceu todos os que aproveitaram.

sábado, março 26, 2011

Novela juvenil

Bem antes de existirem os morangos com açúcar, na minha plena juventude haia já uma novela juvenil que cativava a atenção do publico mais jovem nos finais de tarde.
Como todas as ideias do audiovisual português, a sua origem era estrangeira, e sendo uma novela, ou série, juvenil, não poderia falhar - provinha do outro lado do oceano: Brasil!
Assim como os morangos com açucar, esteve em exibição por diversas temporadas, alterando o elenco, as actividade relevantes, as musicas, mas sempre com uma escola e uma "academia" em pano de fundo.
Academia, vulgar gínasio para nós portugueses, que surge no início do "bum" deste tipo de actividades/ empresas por este canto lusitano.
"Mlhação" foi uma novela (ou série) que acompanhei por algumas temporadas, e estou certo que muitos outros jovens da minha idade, pela mesma altura.
Assim como nas novelas juvenis portuguesas a banda sonora é de importância fulcral, e vai alternando de temporada em temporada, na Malhação a situação era idêntica.
Na primeira, ou numa das primeiras temporadas, o genérico era da autoria de um dos grandes vultos da música brasileira, cantar de renome, e proponho hoje que fique por aqui, em modo de recordação.

segunda-feira, março 14, 2011

A 110 km/h

Nas últimas semanas temos assistido a um pouco de tudo por esse mundo fora. Uma Europa “à rasca” (termo tão português em todas as acepções da palavra), um Norte de África em revolução e um Extremo Oriente varrido por um Tsunami…
                Todos estes acontecimentos parecem justificar a escalada vertiginosa dos preços dos combustíveis que nos fazem crer que é um dado adquirido para quem vive este presente real, que às vezes assume contornos dignos do bom surrealismo. E foi a esse mesmo argumento, à maneira de dado adquirido, que o governo espanhol de José Luis Rodriguez Zapatero se agarrou para introduzir, desde o dia 7 de Março do corrente mês, o limite máximo de 110 quilómetros nas auto-estradas espanholas.
De acordo com dados oficiais do executivo “de aqui ao lado”, desacelerar dos 120km/h para os actuais 110Km/h permitirá ao reino de Espanha poupar 1560 milhões de euros por ano nas importações de petróleo e, consequentemente, reduzir uma dependência energética que permite arrecadar uns quantos milhões de euros em impostos directos e indirectos. Note-se que com esta medida as contra-ordenações podem passar a ser argumentos de protecção da economia e da natureza! A “Guardia Civil” passará a controlar o tráfico não apenas com um fundo de prevenção e dissuasão, mas também ambientalista!
                Falar de dependência energética, quer se queira ou não, é banal e apenas serve para demonstrar que a Europa (e o mundo) pouco aprendeu desde a crise do Petróleo de 1973, apesar do vocabulário das energias alternativas e renováveis já ser uma constante no nosso léxico e respectivos dicionários.
                Parece-me que esta medida é meramente um “penso rápido” mediático de tal maneira incongruente que nem vale a pena recorrer aos argumentos de que primeiro se deveria fazer cumprir os limites de 120km/h ou reduzir os actuais 100Km/h das estradas nacionais para, quem sabe, 90km/h.
                Nem imagino o número de quilómetros que terá o conjunto de infra-estruturas tipo auto-estrada (com e sem portagens) nas quais ter-se-á que proceder à mudança de sinalização do limite máximo. E tendo em conta que Espanha é quase cinco vezes maior que Portugal provavelmente será um número interessante.
Como serão substituídos os sinais? Por inteiro? Ou de maneira prática, recorrendo a um autocolante? Se for em autocolante, e já que provavelmente também será em regime de “outsourcing”, era interessante ver o trabalho adjudicado à Panini que já tem provas dadas em décadas dedicadas ao cromos! 
                Joaquin Sabina, um célebre “cantautor” e vulto incontornável da cultura pop espanhola, tem uma música cujo título é “Pisa el Acelerador” e quando penso neste tema musical e neste tema tão actual, imagino o artista ao vivo, em plena actuação, a cantar a canção na negativa “No pises el acelerador” para poupar petróleo! Seria um hino económico-ambientalista dedicado à poupança energética à base de crude!

quinta-feira, março 03, 2011

Faz parte, é o destino... é a vida!

Nesta última semana, temos assistido a uma catadupa de noticias que nos rodeiam e nos fazem pensar (mais uma vez) no país em que vivemos. Além de todas as notícias que rodeiam o governo, a subida (não cartelizada) dos combustiveis, o impacto das politicas de Kadafi, entre outras, assistimos a algo me indignou profundamente, mas que me deixa com a sensação que sou parvo e que as minhas palavras "chovem no molhado" pela repetição de casos caricatos que existem.
Na passada semana, quando a minha esposa voltava a casa teve o infurtunio de atropelar o cão que, coitado perdeu a vida. Danificou também, a frente do carro, traduzindo-se a sua reparação em algumas CENTENAS de euros e na desorientação psicológica da minha esposa, que está grávida.
Simultaneamente, a ordem dos advogados, surge em defesa, e colocando os seus préstimos ao dispor de um recluso, que se negando a limpar a sua cela, foi atingido com uma arma de voltagem eléctrica.
Pois bem, a mim parece-me que algo está profundamente errado no que diz respeito a condenados, criminosos, serviços juridicos e à defesa dos cidadãos.
Sem qualquer culpa, foi atropelado um animal, ser vivo com direito à vida, fruto do discuido de alguém que deveria zelar pela vida do mesmo. Proteger os animais não será com esta pessoa, que não tendo o animal coleira ou "chip" de idenficação, segundo o veterinário (porque o levei pois ainda se encontrava com vida) estava bem tratado.
Conclusão - Um ser perdeu e vida (o cão), a minha esposa apanhou uma enorme carrada de nervos, e umas centenas de euros de prejuizo. O culpado - Ninguém! E se fosse o meu filho a perdar a sua curta existêcia ainda no utero da mãe? De quem era a responsabilidade? do pobre cão?
Ao mesmo tempo os serviços prisionais são acusados de "Militaristas", de não integrarem os reclusos na sociedade e não promovem a aculturização dos reclusos.
Limpar, arrumar e manter o quarto faz parte da rotina de qualquer pessoa, familia - não de um recluso, uma vez que é um atentado aos seus direitos de cama, comida e roupa lavada (e televisão e ginásio e passeios e precárias e visitas conjugais e seringas e o diabo a sete...). Como tal isto não é responsabilizar, formar, educar um ser para o integrar na sociedade, é simplesmente brutalidade!
E vem a ordem dos advogados para defender o recluso que lá está por algum motivo...
Bem, cama, comida e roupa lavada, e defesa à borla.
E eu? e o pobre cão que perdeu a vida? e se algo de mal se passasse com o meu filho?
Será que a ordem me defendia ou diria apenas: Faz parte, é o destino.... é a vida!
Algo de muito errado se passa! (Será apenas na minha cabeça?)
Perdão pelo desabafo, mas é um pouco demais para quem penbsa no futuro de uma vida que coloca neste país (ainda que não tenha direito a qualquer apoio finaceiro ou legal)!

quarta-feira, março 02, 2011

Antero Nocturno

Antero de Quental, se me lembro correctamente, é caracterizado por duas fases, dois Anteros - Apolineo e Nocturno. Este foi um dos pomas que conheci algures pelo meu ensino secundário e que não mais me esqueci. Fica aqui o açoreano nocturno.

ABNEGAÇÃO

Chovam lírios e rosas no teu colo!
Chovam hinos de glória na tua alma!
Hinos de glória adoração e calma,
Meu amor, minha pomba e meu consolo!

Dê-te estrelas o céu, flores o solo,
Cantos e aroma o ar e sombra a palma,
E quando surge a lua e o mar se acalma,
Sonhos sem fim seu praguiçoso rolo!

E nem sequer te lembres de que choro...
E esquece, esquece até que te adoro...
E ao passares por mim sem que me olhes

Possam das minhas lágrimas cruéis,
Nascer sibre teus pés flores fies,
Quie pises diatraida ou sorrindo esfolhes!

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Pequenina - Antero


Depois desse Palácio da Ventura, um Antero mais intimo para estes Senderos...

Pequenina

Eu bem sei que te chamam pequenina
E ténue como o véu solto na dança,
Que és no juizo apenas a criança,
Pouco mais, nos vestidos, que a menina...

Que és o regato de água mansa e fina,
A folhinha do til que se balança,
O peito que em correndo logo cansa,
A fronte que ao sofrer logo se inclina...

Mas, filha, lá nos montes onde andei,
Tanto me enchi de angústia e de receio
Ouvindo do infinito os fundos ecos,

Que não quero imperar nem já ser rei
Senão tendo meus reinos em teu seio
E súbditos, criança, em teus bonecos!


quinta-feira, fevereiro 24, 2011

La dieta Okinawa, ¡el régimen para durar!

Okinawa es una pequeña isla del archipiélago japonés, reputada por la longevidad de sus habitantes. La esperanza de vida es de 82 años, tanto en los hombres como en las mujeres y el número de centenarios es de 54 por cada 100000 habitantes, lo que significa que el 15 por ciento de todos los centenarios del mundo ¡viven es esta isla! Pero lo más importante es que envejecen en plena forma.

Puntos clave de la dieta Okinawa

¿Cuál es el secreto de esta longevidad? Según Jean-Paul Curtay, autor de un libro sobre Okinawa, podemos distinguir varios factores que podrían explicar esta salud excepcional:
  • La cantidad: no es necesario comer hasta llenarse. La gente de Okinawa deja de comer cuando se ha saciado en un 80 por ciento. La idea es no sentirse pesado al levantarse de la mesa.
  • Las verduras: éstas representan el 70 por ciento de la alimentación. El resto la compone el pescado. Además, se consume soja en todas las comidas, cinco tipos de verduras por día, arroz, té y especias. En cambio, las frutas son un producto de lujo y apenas se consumen.
  • Más pescado que carne: además de aprovechar las virtudes del pescado, esta dieta busca limitar los aportes elevados de hierro, que aumentan el riesgo de oxidación.
  • Movimiento: los habitantes de Okinawa caminan mucho y trabajan hasta que son muy mayores. Hacen Tai Chi Chuan, juegan al croquet… ¡Aquí se inventó el karate!
  • Serenidad: la población de la isla se toma el tiempo para descansar, y una vez a la semana van a la playa sólo para agradecerle a la vida el seguir viviendo. Para Curtay es importante “saber parar” porque nuestra sociedad nos sobreestimula. Pero ¿cómo hacer una pausa? “Antes de comer podemos parar y respirar profundamente para sentir nuestro cuerpo. Así abordaremos el almuerzo o la cena sin estrés y evitaremos llenarnos”, propone el experto.
  • La vida comunitaria: los habitantes de Okinawa están rodeados de gente. No sólo se implican en la vida del pueblo sino que pertenecen a clubes de barrio donde todos muestran su solidaridad.

Precauciones

Como todas las dietas, la de Okinawa no es perfecta y debe adaptarse a cada uno, puesto que no hay régimen que sea conveniente para todo el mundo. Así, el hecho de reducir las carnes rojas, aunque suele ser beneficioso para la mayoría de las personas, puede producir carencias en las mujeres embarazadas o en aquellas cuyas reglas son muy abundantes.
Hay que recordar igualmente que el régimen de Okinawa no contiene productos lácteos y para evitar las carencias deberían consumirse productos enriquecidos con calcio.
En cualquier caso, no te pases a la dieta Okinawa de la noche a la mañana; es mejor que introduzcas los cambios poco a poco.

A. Sousa

terça-feira, fevereiro 22, 2011

O Palácio da Ventura - Antero de Quental

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

Antero de Quental

"A Boa Vida Segundo Hemingway"

Sempre me senti atraído pela personalidade deste escritor americano e acho, quanto mais velho o tempo me faz, cada vez me identifico mais com a sua forma de ver o mundo peculiar e politicamente incorrecta.
Hotchner foi um grande amigo de Hemingway e pôs em livro alguns dos seus pontos de vistas, frases polémicas, pensamentos e mesmo aforismos. Este livro figurava esquecido no meio de magotes de papel numa feira do livro de um hipermercado de electrodomésticos, um local onde eu nunca imaginaria encontrar algo deste Nobel, mas eis a ironia das casualidades...

"O mundo é um local fantástico pelo qual vale a pena lutar, e eu detesto ter de o deixar" (curioso tendo em conta a morte do escritor...).

"O meu objectivo é colocar no papel o que vejo e o que sinto da forma mais simples e melhor". (E quem disse que não há complexidade na simplicidade?).

Oh, Hemingway! Pode ser que um dia destes nos encontremos e possamos ir à caça juntos!

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

domingo, fevereiro 20, 2011

"Up in the air"



E se a nossa existência coubesse numa mochila? Quantas vezes já sentimos (senti) isso? 
Gostei particularmente deste filme por isso, pela reflexao nómada de quem é de um sítio, sendo na realidade de muitos.
As imagens da elegância vazia das solitárias malas de viagem ilustram bem o que referi. 
Bom filme, bom momento e boa companhia caseira!
Have a nice weekend!

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Franklin

Obrigado ao Pedro Luis e para o meu amigo Luís Neves (que sei que gostará)

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu, depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.


Poema: José Luis Peixoto