segunda-feira, abril 23, 2018

A espantosa realidade das cousas


A espantosa realidade das cousas,
já me dizia Caeiro.

Uma flor é uma flor.
Uma criança é uma criança.
Três anos foram mil e noventa e cinco dias
de descoberta de que cada cousa é o que é.

Não me é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
e quanto isso me basta.
Porém, prefiro não o fazer.

No íntimo,
a realidade,
para mim,
é um grande
mistério.

Quem sou eu para a desvendar?



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