segunda-feira, janeiro 24, 2022
domingo, janeiro 23, 2022
sábado, janeiro 22, 2022
22 de Janeiro
sexta-feira, janeiro 21, 2022
Quando os ismos se agigantam na sociedade e se atrincheiram em bandos, o homem bom é incapaz de se sujeitar a tal violência...
La cebolla es el mejor ejemplo para la complejidad de la vida.
Morreu o "Bat out of hell"...
quinta-feira, janeiro 20, 2022
Orgulhoso e aparvalhado...
quarta-feira, janeiro 19, 2022
"No me quejo de.../"Não me queixo de..."
terça-feira, janeiro 18, 2022
O tempo tem uma direcção de escrita
Fraco consolo...
segunda-feira, janeiro 17, 2022
Uma fotografia de Gilles Lemonpeel para uma citação de Yasuhiro Konishi
Fotografia de Gilles Lemonpeel, datada de 2017, que vai acompanhada desta citação:
“Karate aims to build character, improve human behavior, and cultivate modesty; it does not, however, guarantee it.” – Yasuhiro Konishi (founder of Shindo Jinen-ryu Karate)
domingo, janeiro 16, 2022
O escritor...
sábado, janeiro 15, 2022
Paternidad al exponente
Crónica: "Muralhas" de Luis Leal (in "Mais Alentejo" nº158, p. 78)
Não gosto de trincheiras nem de barricadas, costumo associá-las à violência das ideias. Mas de muralhas gosto, talvez porque as associo a um desígnio de protecção da integridade de núcleos mais importantes do que as ideias, como, por exemplo, o pensamento crítico. Vulneráveis e mundanas como tantas outras, estas são as minhas “Muralhas” (publicadas na Mais Alentejo, nº158), foram erguidas com o fundamento que o saber não é tradição nem inovação, é pura atenção. Acredito que gente atenta, edificada no respeito, faz falta e é inconveniente para qualquer tipo de poder pelo simples facto de o seu pensamento ser difícil de derrubar.
No me gustan las trincheras ni las barricadas, suelo asociarlas a la violencia de las ideas. Pero las murallas me gustan, quizás porque las asocio a un designio de protección de la integridad de núcleos más importantes que de las ideias, como, por ejemplo, el pensamiento crítico. Vulnerables y mundanas como tantas otras, estas son mis “Murallas” (publicadas en Mais Alentejo, nº158), se han erguido con el fundamento que el saber no es tradición ni innovación, es pura atención. Creo que gente atenta, edificada en el respeto, hace falta y es inconveniente para cualquier tipo de poder por el simple hecho de que su pensamiento es difícil de derribar.
| Crónica: "Muralhas" de Luis Leal (in "Mais Alentejo" nº158, p. 78) |
Crónica: "Muralhas" de Luis Leal (in "Mais Alentejo" nº158, p. 78)
Não gosto de trincheiras nem de barricadas, costumo associá-las à violência das ideias. Mas de muralhas gosto, talvez porque as associo a um desígnio de protecção da integridade de núcleos mais importantes do que as ideias, como, por exemplo, o pensamento crítico. Vulneráveis e mundanas como tantas outras, estas são as minhas “Muralhas” (publicadas na Mais Alentejo, nº158), foram erguidas com o fundamento que o saber não é tradição nem inovação, é pura atenção. Acredito que gente atenta, edificada no respeito, faz falta e é inconveniente para qualquer tipo de poder pelo simples facto de o seu pensamento ser difícil de derrubar.
No me gustan las trincheras ni las barricadas, suelo asociarlas a la violencia de las ideas. Pero las murallas me gustan, quizás porque las asocio a un designio de protección de la integridad de núcleos más importantes que de las ideias, como, por ejemplo, el pensamiento crítico. Vulnerables y mundanas como tantas otras, estas son mis “Murallas” (publicadas en Mais Alentejo, nº158), se han erguido con el fundamento que el saber no es tradición ni innovación, es pura atención. Creo que gente atenta, edificada en el respeto, hace falta y es inconveniente para cualquier tipo de poder por el simple hecho de que su pensamiento es difícil de derribar.
"Muralhas"
Vamo-nos mudar e lá começámos a tirar os livros. O meu filho mais velho, depois de se encarregar dos do seu quarto, veio ajudar-me ao escritório. Enquanto, do cimo das escadas, lhe passo volumes, diz-me com dez anos de convicção: “Papi, podíamos construir uma muralha!”. A sua existência ainda não lhe permite grandes metáforas e a proposta é lúdica, para coboiadas com o irmão (de “Nerf” na mão!) e brincadeiras de bonecada entrincheirada. Aceito a ideia, deveras tentadora, e não tivesse de empacotar a minha biblioteca, acumulada em pó que não cobre a sua inutilidade práctica e não me livra de espirrar.
Sei que bastantes destes livros amuralhados nos têm protegido de algumas imposições do exterior. No entanto, não nos escondemos sempre atrás deles. Há que ir para além da muralha e buscar leituras nas pessoas, na natureza, e cultivar o género do diálogo, a conversa enriquecedora que não costuma ostentar títulos de estante carregada, evitando-se assim empilhar em casa barreiras desnecessárias.
Ainda tenho muito para alombar e este é dos piores momentos para se partilhar com um livro, pois deixa de ser potencial, sendo só lastro numa bagagem que se quer ligeira. Se algo aprendi com tantas mudanças de domicílio, é que o melhor é não querer carregar com tudo. O peso exagerado de exemplares, mesmo quando estou em forma, acaba por me encurvar e até embrutecer. Antes até me ia equilibrando, em esforço, com um saco de supermercado em cada braço (esqueçam as caixas de papelão ou de fruta!), mas hoje deslizo num carrinho de transporte feito com uma velha tábua rasa e quatro rodas duma antiga mesa de estudo. Ao tornar-se apenas objecto, o livro abandona o plano das ideias e, para bem da nossa saúde, deve ser tratado segundo as leis da física, contudo, apesar das lombalgias de bibliografia, não me concebo sem livros, sem o grato vício da sua companhia e sem o prazer de os ter no horizonte, quer seja na cabeceira, na mochila do dia-a-dia ou no fundo do “trastero”.
Antes do minimalismo em voga – resposta ao consumismo e à subsequente falta de espaço numa Terra a abarrotar –, ter uma biblioteca era sinónimo de riqueza e, mais importante, de liberdade. Eis por que os pirómanos da democracia gostam de reduzir a cinzas esta matéria-prima eficaz para amuralhar o espírito crítico. 1933 foi emblemático com um tipo de bigode ridículo a queimar milhões para impor o seu “Mein Kampf”!
Há também outras formas de se incinerar um livro. Uma delas é sublinhando-o, não para reter o seu conteúdo, com notas pessoais e excertos marcados, mas sim com “lápis azul”, bem realçado na história da censura em Portugal. Actualmente, também se estão a fulminar clássicos pondo-lhes rótulos, isto é, etiquetas de racismo, sexismo, antissemitismo, etc., cujo preconceito leva leitores a julgarem textos conforme um presente que o passado do autor não permitiu contemplar. Pretéritos contextualizados à luz da contemporaneidade, sem moralizar, são perigosos, dado que exigem discernimento e isenção fora de moda.
Identifico no meu passado o porquê de me abrigar em livros. Vi muitos obrigados a viver ao relento do analfabetismo. Gente que assinava com a impressão digital, envergonhada por dar trabalho a um funcionário com a almofada de tinta onde o seu dedo era menos que um vulgar carimbo. Dói-me a iliteracia massiva do passado (astronómica no nosso Alentejo), mas moralizá-la não altera o facto destas pessoas (entre elas o meu avô) terem sido impedidas do direito de saberem ler e escrever.
Admito a fluidez do conhecimento, tal como as circunstâncias nas quais é adquirido, porém, o revisionismo dominante, tendencialmente acrítico, em vez de deixar os monstros inertes no passado alimenta-os de descontexto. Talvez a egolatria e a mediocridade elevadas a norma radiquem nos nossos antepassados, contudo, a actual propagação e glorificação da ignorância não têm vergonha. Perdi a conta às vezes que me manifestaram orgulho em desconhecer o básico, tanto na minha profissão, como no quotidiano. E já não penso nem bem, nem mal, sinto uma tristeza que prefiro ocultar. O que não escondo, sobretudo aos meus filhos, é que é possível edificarmos a nossa muralha com pouco e que, alicerçados em obras bem cimentadas, seremos difíceis de derrubar.
| "Muralhas" - Luis Leal |
quinta-feira, janeiro 13, 2022
Canto canções de embalar baixinho...
Uma fotografia de Morris Zawada
Morris Zawada (2012). "Dickey Beach Caloundra Australia. I was photographing the wreck when this Lady just happened to walk by."
quarta-feira, janeiro 12, 2022
"A nossa casa são as nossas pernas.."- Ai Qing
segunda-feira, janeiro 10, 2022
Santa Cruz, 8/I/2022
Me dice mi amigo Oxímoron...
domingo, janeiro 09, 2022
sexta-feira, janeiro 07, 2022
Poeta da alta competição
terça-feira, janeiro 04, 2022
segunda-feira, janeiro 03, 2022
Uma fotografia de Jean Gaumy
sábado, janeiro 01, 2022
Serenidade/Serenidad
quarta-feira, dezembro 29, 2021
Paradoxos da mobilidade sustentável e da demografia em Portugal...
quinta-feira, dezembro 23, 2021
Natal (com sentido)/Navidades (con sentido) – Luis Leal
terça-feira, dezembro 21, 2021
Paulo Portas recomenda "António Ferro - Ficção" na TVI (12/XII/2021)
segunda-feira, dezembro 20, 2021
“contextualise the grief...” - Keanu Reeves
domingo, dezembro 19, 2021
sexta-feira, dezembro 17, 2021
Festas de Campo Maior são declaradas Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO (15/XII/2021)
sábado, dezembro 11, 2021
La BH...
sexta-feira, dezembro 10, 2021
"António Ferro - Ficção", (Introdução Luis Leal, E-Primatur, Novembro, 2021)
Permitam-me uma sugestão para o Natal: o recém-editado “António Ferro – Ficções”.
Cheguei à figura fascinante (e controversa) de António Ferro ainda no âmbito da História da Arte, porém, foi no seio das vanguardas literárias, graças à recomendação dos meus mestres Antonio Sáez Delgado e José Luis Bernal, que aprofundei conhecimentos sobre o seu perfil de literato. Só pelo prazer de estudar a sua obra literária (que continuarei a investigar) já tinha valido a pena, contudo escrever a introdução à reedição da sua prosa modernista deixa-me muitíssimo orgulhoso e grato, principalmente à minha estimada Mafalda Ferro e ao meu caríssimo Hugo Xavier (criterioso editor da E-Primatur) que creio terem visto na minha perspectiva a isenção e o entusiasmo necessários para convidar os leitores do século XXI a conhecerem esta interessantíssima faceta, relativamente eclipsada por uma biografia com o peso do século XX português (e não só!).
Permitidme una sugerencia para regalo de navidad: el recién editado “António Ferro – Ficções”.
Llegué a la figura fascinante (y controvertida) de António Ferro aún en el ámbito de la historia del arte, sin embargo, fue en el seno de las vanguardias literarias, gracias a las recomendaciones de mis maestros Antonio Sáez Delgado y José Luis Bernal, que profundicé conocimientos sobre su perfil de literato. Sólo por el placer de estudiar su obra literaria (que seguiré investigando) ya había valido la pena, pero escribir la introducción a la reedición de su prosa modernista me deja muchísimo orgulloso y agradecido, principalmente a mi estimada Mafalda Ferro y a mi “caríssimo” Hugo Xavier (criterioso editor de E-Primatur) que creo que han visto en mi perspectiva la exención y el entusiasmo necesarios para invitar a los lectores del siglo XXI a que conozcan esta interesantísima faceta, relativamente eclipsada por una biografía con el peso del siglo XX portugués (¡y no sólo!).
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| "António Ferro - Ficção", int. Luis Leal (E-Primatur, 2021) |
quarta-feira, dezembro 08, 2021
Dignidade sem Liberdade
segunda-feira, dezembro 06, 2021
sábado, dezembro 04, 2021
La tragedia de Ciboure - Por Frédéric Beigbeder
quinta-feira, dezembro 02, 2021
Inquietud(e)
terça-feira, novembro 30, 2021
Apunte del día
segunda-feira, novembro 29, 2021
quinta-feira, novembro 25, 2021
Pescador português e a sua neta (John Júnior Collier)
terça-feira, novembro 23, 2021
3 Aforismos de Luis Leal (in “El Espejo”, nº13, 2021)
3 Aforismos de Luis Leal (in “El Espejo”, nº13)
Era já gaiatão quando soube o que era um aforismo. Descobri este género fragmentário através de Teixeira de Pascoaes, cuja aforística foi recompilada pelo mesmíssimo Mário Cesariny. Desde então tenho guardados uns quantos da minha colheita no blog, em alguns cadernos e até na memória do telemóvel, contudo, estou longe da mestria do meu estimado Elías Moro, aforista de excelência, e de outros nomes que podem encontrar no 13º número de "El Espejo".
Porém, é pura casualidade que a crónica ainda disponível nas páginas da "Mais Alentejo" verse sobre o peso do literato na contemporaneidade. Em poucas palavras, é como estes três aforismos, completamente inútil.
Era ya un buen mozo cuando supe lo que era un aforismo. Descubrí este género fragmentario a través de Teixeira de Pascoaes, cuya aforística fue recompilada por el mismísimo Mário Cesariny. Desde entonces tengo un par de ellos guardados de mi cosecha en el blog, en algunos cuadernos e incluso en la memoria del móvil, pero estoy lejos de la maestría de mi estimado Elías Moro, aforista de excelencia, y de otros nombres que podéis encontrar en el 13º número de "El Espejo".
Sin embargo, es pura casualidad que la crónica aún disponible en las páginas de "Mais Alentejo" verse sobre el peso del literato en la contemporaneidad. En pocas palabras, es como estos tres aforismos, completamente inútil.
*Errata: “perguntou-lhe” em vez de “preguntou-lhe”.
quinta-feira, novembro 18, 2021
Efeitos secundários da "Task Force": naúseas e mal-estar
quarta-feira, novembro 17, 2021
Una versión editada de mí mismo
segunda-feira, novembro 15, 2021
domingo, novembro 14, 2021
Cuando me preocupo...
quinta-feira, novembro 11, 2021
Ed Sheeran no "Hormiguero", 11.11.21
Deixei os meus pequenos irem mais tarde para a cama de forma a que pudessem ver o Ed Sheeran em directo, no "Hormiguero", e ainda bem que quebrámos a rotina. Que este cantor inglês é um poço de talento já o sabia há tempos, as suas melodias têm sido a banda sonora da infância dos meus filhos, porém, a sua generosidade (que intuía pela letra de algumas canções) é digna de ser salientada, pois Sheeran podia ter utilizado este talk show, de audiências massivas, para unicamente se promover e aproveitou cada momento que pôde para reforçar o trabalho dos outros, como aquela jovem a quem pediu que cantasse à capela e que dissesse ao público onde a podiam encontrar nas redes.
É marketing, dirão muitos (e possivelmente terão razão), é uma imagem trabalhada ao pormenor, dirão outros (quase de certeza), mas podia ser de outra maneira, isto é, de nariz empinado com exigências de "rock star", à Madonna, "aka mandona", e não o é.
Aproveitei o exemplo para dizer aos meus filhos que quem brilha por fazer brilhar os outros brilha a dobrar, pois a sua luz torna-se mais evidente e persistente por ser natural. Acho que entenderam o recurso a tanta luminosidade ou isso espero, enquanto o Ed Sheeran foi lá à vida dele e os meus putos para vale de lençóis. Que o artista nunca esqueça a indiferença das ruas onde cantou e que os meus artistas possam sempre brilhar sem ofuscarem ninguém.
terça-feira, novembro 09, 2021
"Quiero pensar que no somos solo un montón de vísceras." - Pablo Guerrero
domingo, novembro 07, 2021
Domingo
sábado, novembro 06, 2021
Me pregunto si el artista...
Cuando uno no tiene nada para decir, lo dice mejor en su lengua materna, la de sus entrañas./Quando um tipo não tem nada para dizer, di-lo melhor na sua língua materna, a da suas entranhas. - Theodor Kallifatides
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| "Silencio" (Foto de SLP - 2021) |
sexta-feira, novembro 05, 2021
En la era de lo inmediato... (imagen de Guy Delisle)
En la era de lo inmediato, la eternidad pasa desapercibida.
Na era do imediato, a eternidade passa desapercibida.
Tres aforismos de Stanisław Jerzy Lec
Tres aforismos del escritor, poeta y aforista polaco Stanisław Jerzy Lec (1909 - 1966):
Mi odio ha envejecido: se ha transformado en desprecio.
Desde que el hombre se alzó sobre sus patas traseras no ha recuperado el equilibrio.
Cuando tengo razón estoy alerta
Pensamientos despeinados. Traducción de Elzbieta Bortkiewicz y Abraham Gragera. Pre-Textos, 2014.













